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Parabéns “Blog Procura-se…” (2.º Aniversário)

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Este blog está de Parabéns. Faz hoje 2 anos da sua existência.

No ano passado esta data não foi assinalada porque estava numa fase difícil e complicada da minha vida, pelo que cheguei a pensar terminar este projecto. Não obstante, post atrás post, grande parte deles com muita dificuldade, por falta de tempo, lá fui aguentando o blog de quem sempre procura sem, contudo, encontrar.

O tempo que lhe dedico é, de facto, muito pouco quando comparado com alguns dos blogs que eu visito quase diariamente. As temáticas que o marcam são muito variadas e sempre dependem daquilo que no momento me parece relevante escrever, salvo honrosas excepções de artigos que tomaram semanas de estudo e de elaboração.

Alguns desses artigos geraram opiniões favoráveis, outros geraram opiniões bastante críticas, especialmente aqueles que versam questões sociais e políticas, e cheguei mesmo a ser acusado de andar a fazer campanha política quando nunca fiz parte de qualquer partido, não porque não tivesse oportunidade, mas antes porque não quero, porque nunca quis, porque sempre achei a política uma “palhaçada” na acepção mais literal do termo (e sem embargo de reconhecer todos os honrosos méritos dos verdadeiros palhaços), aquela arte de obtenção/manutenção do poder, efeito para o qual tudo é válido, especialmente nos nossos dias, validade que se alarga até ao universo do ataque pessoal (atitude que sempre me repugnou na vida e, também, neste blog). Aliás, hoje em dia, especialmente em tempo de campanha, é proibitivo falar de política sem correr o risco de ser acusado de estar a fazer campanha pelo governo ou pela oposição (e até na mente de algumas pessoas muito reles – por ambos), isto é, ou andamos ao sabor dos fazedores de opinião e dos principais telejornais, ou levamos com uma marretada de reprovação por andarmos a fazer fretes políticos. Infelizmente existem pessoas assim (estando eu tentado a dizer, fora dos parênteses, que são a maioria – mas não chegando eu a tal coragem), é muito triste e mete-me muito medo o estado da sociedade, tamanha a despreocupação com que se aponta o dedo. Talvez seja isso que me leva a escrever sobre esses temas. Não obstante continuarei a dizer exactamente aquilo que penso, independentemente do timing, independentemente de, no período concreto, correr o risco de parecer que estou a fazer fretes. Nunca isso me impediu de comentar, não vai ser agora que vai acontecer, independentemente de alguns comentários (felizmente minotários).

Contudo, ao longo destes dois anos, a informática e as tecnologias foram os temas mais tratados, passando por uma ou outra referências ao mundo dos videojogos que também sempre agradaram aos geeks. Certamente que sempre fiz o meu melhor, mesmo sabendo que isso nem sempre chega – ou não fossem os meus colegas do planetgeek muito mais geeks do que eu. Eu diria que o mundo da tecnologia deve ser olhado de variados prismas, seja do prisma mais técnico, seja do mais social, ou mesmo do prisma do mercado. Talvez seja um pouco esse o espaço que eu ocupo, um olhar mais social, um olhar mais utilitarista, isto é, o olhar do consumidor final.

Muitos foram também os artigos que fiz sobre GNU/Linux e algumas das principais distribuições, todos sabem o quanto eu apoio fervorosamente a filosofia do Open Source. Aprendi muito enquanto estudava para os meus artigos e enquanto procurava solucionar problemas de configuração da minha máquina. Esse é o espírito do Open Source, é esse o espirito que sempre procuro passar aos meus leitores, fornecendo toda a informação que acho relevante em suporte escrito.

Tudo para concluir que é muito importante ler, mais do que escrever. É necessário ler umas valentes duzias de artigos para se escrever um decente. Talvez esse seja um dos grandes e mais significativos problemas do universo dos bloggers – a diarreia de artigos. Cada blog é um blog, cada um escreve sobre o que quer e, certamente, cada artigo merece o relevo que objectivamente se lhe pode e se lhe quer atribuir, pelo que devemos concluir – escrever é mais do que informar, é também partilhar com os leitores a nossa forma de estar e ver o mundo. Daí que todos os nossos artigos, na minha modesta opinião – mas respeitosa como qualquer outra -, devam merecer todo o carinho, cuidado e dedicação, porque eles são também o nosso próprio espelho. É com tristeza que verifico diariamente o qusnto se perdeu esse respeito e cuidado pelos próprios artigos, sendo que podemos verificar uma quase tentação jornalística – o que é tão perigoso para este universo que, de certo modo, também surgiu como necessidade de expressão superior e de fuga à pressão, distracção e desinteresse jornalísticos.

É isso que tenho procurado evitar durante estes dois anos, com pontos altos, com pontos baixos – tal e qual a nossa própria vida. Muita coisa mudou na minha nestes 2 últimos anos. Desejaria ter falado sobre alguns temas e não o fiz. Desejaria não ter falado sobre alguns outros, quando o fiz. Não é vergonha assumir que, voltando atrás no tempo, faríamos algumas coisas de forma diferente. Não é vergonha porque isso é o assumir de que crescemos. Contudo, também não é vergonha nenhuma assumir que existem coisas muito mais importante do que o nosso blog – refiro-me, claro está, à nossa família e amigos: quantas vezes damos por nós a pensar no tempo que retiramos àquilo que realmente importa na nossa vida? Isso mesmo senti na pele não há muito tempo. Nunca o expressei aqui e não o vou fazer agora, apenas gostaria de desabafar o quanto me arrependo de tantas coisas, o quanto me arrependo de não ter passado mais tempo com quem nunca mais terei oportunidade de o fazer.

Finalmente, gostaria de aproveitar este artigo para também voltar a recordar a memória do nosso sempre querido amigo Mário Gamito, a quem devo a esmagadora maioria do sucesso deste blog. Uma vez escrevi sobre o tema “um blog vive de outros blogs“, o qual teve uma aceitação muito positiva, tendo sido visto como um grito de revolta. Nele eu debruçava-me sobre a atitude mesquinha de alguns bloggers (deviam pensar que eram jornalistas) que não admitiam que ninguém usasse das suas exactas palavras e dos seus temas, mesmo que com referência respectiva à fonte. Ainda hoje penso exactamente da mesma forma, mas não posso deixar de me recriminar por não ter abordado nesse artigo uma outra temática que, no meu entender, também mereceria todo o relevo: um blog(ger) vive dos exemplos de outros blog(ger)s e esta é a grande homenagem que posso fazer ao Mário Gamito.

Termino dando novamente os parabéns ao “Blog Procura-se…” e a ele me refiro desta forma porque, sem dúvida, ele ganhou vida própria muito para lá do seu “editor” e “criador” – e essa é a magia própria deste universo.

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4 Responses to “Parabéns “Blog Procura-se…” (2.º Aniversário)”


  1. 4 de Junho de 2009 às 17:01

    Impressionante o seu ponto de situação. Concordo com as suas palavras plenamente.
    E sim um blog vive de outros blogs mas para isso os exemplos do outros (os bons e os maus) torna-se o factor mais importante.

    Muito bom artigo e parabéns pela data já conquistada…

    Curiosamente este mês também faz 2 anos o meu blog!

  2. 4 de Junho de 2009 às 21:21

    Parabéns pela marca. Força-

  3. 3 franclim
    8 de Junho de 2009 às 15:45

    Parabéns 😉


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