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Web Browsers

NOTA: Este artigo não vem adicionar absolutamente nada de novo a esta discussão, é tão-somente uma visão pessoal sobre o estado actual do universo de alguns dos principais Web Browsers.

Um Browser é um daqueles utilitários sem o qual nenhum de nós consegue viver. Se olharmos o quanto o mundo mudou desde há 10 anos para cá, também percebemos o quanto aquilo que acabei de escrever faz tanto sentido hoje, mas não faria naquele tempo. Vamos pensar um pouco: qual é o primeiro utilitário de corremos assim que ligamos o nosso Sistema Operativo acaba de iniciar? Não creio que as respostas variem muito, especialmente se somos bloggers, mas ainda que o não sejamos.

É assim que, ocultamente, todos pensamos, não admirando que já existam aqueles que gostariam de um Sistema Operativo concentrado num único utilitário: um Web Browser. Se assim é, o que é que todos procuramos num Browser? E o mesmo é dizer: o que é que procuramos num Sistema Operativo? Existem várias possibilidades de resposta, contudo, algumas delas são unânimes:

1. Leveza;

2. Versatilidade;

3. Compatibilidade;

4. Personalização;

5. Suporte de Plugins e Temas;

6. Segurança.

Existindo estas 6 variáveis estaremos certamente perante um grande Browser, aquele que, depois de instalado e iniciado, permite que o seu utilizador não necessite de utilizar outras aplicações.

browsers-icons

Outra questão extremamente complicada é a escolha de um Browser. Quando queremos um carro que nos leve para todo o lado e que dure muitos anos, também é difícil escolher a marca, a gama, etc. Ok, muitas vezes nem é difícil – tudo depende do orçamento. Mas perceberam a ideia. Muitos são os Browsers que existem e todos eles oferecem, à sua maneira, algumas das características que enunciei, entre muitas outras. Não obstante, em determinado momento, a escolha terá que ser feita.

Vou falar aqui apenas dos Browsers que conheço, são eles o Firefox, o Internet Explorer, o Opera e o Google Chrome. Alguns poderão achar imperdoável que eu seja omisso quanto ao Safari, a eles peço desculpa e dou-lhes toda a razão, a única explicação que posso dar é esta – não quero correr o risco de ser injusto por falta de conhecimento.

MaybeThisIsTheBiggestLogoOfFirefoxInThisWorld.original4500

Durante muitos anos fui amante e defensor aguerrido do Firefox. Ainda sou seu defensor, mas já não sou amante. Infelizmente, com o passar dos anos, o Firefox perdeu aquilo que inicialmente o caracterizou: a Leveza. Ora, se eu, ou qualquer um de nós, passa a vida a criticar o Windows Vista porque é pesado, porque não responde de forma imediata, porque só é bonitinho e compatível com a maior parte do software e pouco mais, então também somos obrigados a criticar o Firefox pela sua cada vez mais notória falta de leveza. Não obstante, e porque não gostaria eu de ser injusto, o Firefox é o browser mais versátil e personalizável de que alguma vez teremos memória, isso é de louvar e, sem dúvida, é resultado de se tratar de um projecto open source e da panóplia de plugins existentes (sendo que uma coisa pode decorrer da outra). Se é certo que o Firefox passa em todas as outra 5 variáveis, segundo o meu critério, já não passa no critério da Leveza.

internet-explorer

Por sua vez, o Internet Explorer (IE) será sempre o Browser com mais utilizadores, pelo que não admira que em termos de compatibilidade com páginas web ele seja o supra sumo (eu sei que sobre a versão 8 não podemos ainda dizer o mesmo, mas testem a versão 3.5b4 do Firefox e já percebem onde quero chegar – os padrões web estão prestes a evoluir). Portanto, à partida, tudo seria um mar de rosas, só que não é. O IE é software proprietário, daí resultando que é pouco ou nada versátil (valha-nos o projecto ie7pro), pobremente personalizável e simplesmente não é compatível com plugins. Infelizmente o IE é aquilo a que eu chamaria de um Browser Clássico, ou seja, o mesmo é dizer que está demasiado preso a conceitos que simplesmente são incompatíveis com aquilo que hoje a Web é e os utilizadores exigem. Eu quero um browser que possa ser o prolongamento natural do meu estilo – o IE jamais será isso.

opera.logo

Por sua vez o Opera é um daqueles Browser que, em conjunto com o Firefox, estará sempre no topo das minhas escolhas – simplesmente é mágico. É leve, é rápido, é personalizável, compatível com plugins, versátil, seguro, etc. O Opera tem tudo aquilo que eu, como utilizador, procuraria num Browser. Aliás, é esse o browser que eu utilizo no meu Smartphone (na sua versão mobile). Portanto, porque é que eu não utilizo o Opera? Porque o Opera, no fundo, não é open source. Podem começar a chamar-me todos os nomes que vos passam pela cabeça – eu sei que mereço. Mas assume a minha escolha e a minha opinião. Sei o Opera Dragonfly está registado sobre a licença BSD. Sim, a Opera tem algumas libraries de desenvolvimento em código aberto. Reconheço tudo isso, mas o Opera não é open source e, como já disse, apenas o open source é compatível com a ideologia que está por detrás da web e, porque não dizer, dos browsers – tudo o resto são aproximações. Daí que o Opera tenha plugins, mas nunca venha a ter tantos como o Firefox. Daí que o Opera será versátil e personalizável, mas nunca venha a ser tanto como é o Firefox.

download-google-chrome-300x2771

Agora também quero dedicar um espaço ao Google Chrome. Não vou esconder – este é o browser que actualmente utilizo por ser leve como uma pluma, uma autêntica “lebre” da Web que nenhuma “raposa”, ainda que flamejante, poderá apanhar (a menos que perca uns quilinho). Espero que a mensagem tenha passado. O Google Chrome foi uma lufada de ar fresco no universo dos Browsers, obrigando toda a concorrência a trabalhar o dobro do que até então trabalhava. A Google tem vasta experiência em todos os quadrantes Web que possam imaginar, em tempos chegou-se mesmo a pensar que a Google viria a lançar um Sistema Operativo que teria grande sucesso. De facto esse sistema operativo existe, e viria a tornar-se num Cloud SO, falamos do gOS – contudo não consta que o projecto tenha o sucesso esperado. Mas não é disto que eu quero falar, porque o Chrome, de longe, enquanto projecto e enquanto realidade, superou largamente o sucesso do gOS e o de outros projectos Google. O Google Chrome é fresco, irreverente, simplesmente o browser mais leve que conheço (pelo menos na minha máquina), versátil, personalizável, seguro, compatível, etc. Infelizmente, como toda a concorrência, não chega aos calcanhares do Firefox em termos de plugins, personalização e versatilidade – o que é pena e acaba por se tornar na maior carência do Google Chrome. Mas não seria esta “lebre”, com uma bagagem enorme às costas, uma presa fácil para qualquer “raposa”? Talvez seja tempo de questionar: O que é que afinal queremos de um Browser? Lembra-se de eu falar em lufada de ar fresco? Por outro, muito podemos especular acerca do tema: É, ou não, o Google Chrome Open Source? A questão é controversa, a minha opinião é esta: Não é 100%, mas é 99% open source. Porque digo isto? Simples, o Google Chrome é o somatório do Chromium (o código fonte open source) com o nome Google e o respectivo logo, com o sistema de auto-update e o parâmetro RLZ incluído nas pesquisas feitas no google pela barra de endereço. Ou seja, no fundo, o Google Chrome, grosso modo, não é mais do que o Chromium com publicidade à Google (e isso até o Firefox faz à Mozilla em termos muito semelhantes) (+ info). Daí que no meu entender o Google Chrome, na sua essência, é open source e isso, uma vez mais, na minha opinião, sempre jogará a favor dos browsers.

guerra_navegadores

Finalmente, porque me alongo, devo dizer que neste momento a minha concepção sobre os browsers de primeira linha é esta, sem qualquer ordem de preferência: o Firefox, o Opera e o Google Chrome. Repito, não conheço o Safari suficientemente bem para falar dele – talvez para um outro artigo.

Querem um browser completo e ao mesmo tempo leve? Ou optam pelo Opera ou pelo Google Chrome (especialmente por este último).

Querem um browser versátil e personalizável até ao limite? Firefox, sem dúvida.

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4 Responses to “Web Browsers”


  1. 1 de Junho de 2009 às 17:24

    Não podia estar mais do que completamente de acordo.

    Subscrevo inteiramente aquilo que referiste sobre os browsers.

    Eu comecei por usar o Firefox e ainda o tenho na minha máquina apenas por questões de webdesign e precisar de vez em quando os add-ons. Depois mudei para o Opera e gostei muito. O problema? Por alguma razão parva, estava sempre a crashar – sendo que algumas vez abria e fechava logo – devido ao flash. Embora tenha um cliente de e-mail e download de torrents (só para citar os que usei), acabei por perder o interesse por este magnífico browser.

    Desde à 2 meses para cá que passei a usar o Google Chrome e até agora, não tenho razões de queixa. Acho-o o melhor browser dos últimos tempos e estou extremamente satisfeito com ele.

    Em relação ao Safari não posso acrescentar grande coisa. Usei-o por 2 dias mas não lhe tomei o gosto.

  2. 2 Marco
    1 de Junho de 2009 às 18:34

    Concordo em 99% o que disseste sobre os browsers. Apenas de referir que o Google Chrome vai passar a suportar plugins, logo a sua pequena grande falha deixa de existir, fazendo do Google Chrome uma verdadeira alternativa.

    Eu converti-me logo na primeira versão. Esta versão 2 está excelente.

    • 1 de Junho de 2009 às 18:42

      Marco, obrigado pelo seu comentário.

      Fica registada essa informação, contudo eu não referi em lado algum que o Google Chrome não suporta plugins, até porque já suporta, só que é necessário incluir os mesmo à unha – o que eu disse é que fica a milhas do firefox nesse aspecto.

      Com os melhores cumprimentos.

  3. 1 de Junho de 2009 às 21:42

    Totalmente de acordo!!!
    Bom Post 😉


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