Arquivo de Dezembro, 2008

31
Dez
08

Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores

Parece que, nos dias que correm, já ninguém tem noção dos limites do bom senso. Não quero que fiquem a pensar que estou a fazer campanha política! Digo-o para que todos saibam – não tenho qualquer ligação a partidos políticos apesar de, por variadas vezes, já ter sido aliciado para tal (parece que os líderes políticos estão sempre à procura de licenciados, diz que ficam bem nas listas). Desta feita e depois das últimas notícias que nos dão conta de uma alteração ao Código dos Contratos Públicos que permite, nos caso da actividade contratual das entidades públicas, havias como tal nos termos dos art. 1.º a 3.º do Código dos Contratos Públicos, abrir mão do “ajuste directo” em qualquer contrato de valor não superior a 5.15 Milhões de Euros! Para quem não sabe abrindo mão do ajuste directo a entidade adjudicante, isto é, o ente público pode escolher, sem necessidade de concurso, com quem quer contratar. Ora, isto é o absurdo completo, aliás o Código dos Contratos Públicos foi criado por exigência de directivas europeias que alertavam para a necessidade de o ajuste directo servir apenas para casos excepcionais. Por isso o legislador, ao criar o Código dos Contratos Públicos previa um valor máximo de 150 Mil Euros para o procedimento de formação de contratos de empreitada de obras públicas, acima deste valor, qualquer contrato teria quer ser sujeito a outros instrumentos de contratação – como o concurso público. Portanto, eis que é chegado o paraíso para o Governantes e Autarcas que devem favores aos seus amigos da Construção Civil. Se já se verificava que, em muitos casos, as Câmaras Municipais inventavam valores fictícios para poderem abrir mão do ajuste directo, agora já nem disso precisam! Eis a atrocidade da actividade legislativa – e eis o mote que me levou a falar de outro tema, que não este!

Como já devem ter percebido, não é isto que me traz aqui. Tal tema apenas serviu de pretexto para mostrar o absurdo legislativo em que caiu este país! Está provado – cada governo acha-se na necessidade e dever de criar 3 ou 4 códigos e milhares e milhares de legislações avulsas. Por isso é que eu sempre disse e continuo a dizer – a nossa república democrática não está preparada para sustentar maiorias absolutas na Assembleia da República.

cavaco-silva

Os últimos tempos têm sido marcados pelo choque entre a Assembleia da República (AR) e o Presidente da República (PR) nas matérias referentes ao Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores. O PR, enquanto pôde – vetou. Agora que não pode, outra coisa não lhe restou senão promulgar a lei. Mas devo dizer que o Sr. Cavaco Silva tem a razão do seu lado, pelo menos do meu posto de vista.

Vejamos de uma forma tão esquemática quanto possível:

O art. 161º da Constituição da República Portuguesa (CRP), na sua al. b), define como Competência política e legislativa da Assembleia da república:

b) Aprovar os estatutos político-administrativos e as leis relativas à eleição dos deputados às Assembleias Legislativas das regiões autónomas.

Por sua vez, o art. 31.º do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores ainda em vigor, define como competência da Assembleia Legislativa Regional:

a) Elaborar as propostas de alteração do Estatuto Político-Administrativo da Região, bem como emitir parecer sobre a respectiva rejeição ou introdução de alterações pela Assembleia da República, nos termos do artigo 226º. da Constituição;
b) Exercer iniciativa legislativa, mediante a apresentação de propostas de lei ou de alteração à Assembleia da República, bem como requerer a declaração de urgência do respectivo processamento;

Daqui resulta que o espírito da Lei e da Constituição é atribuir à AR o poder de criar e alterar, por lei, o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores. Portanto, tanto pode acontecer que o faça por mote próprio, como por proposta da Assembleia Legislativa Regional. Isto é ponto assente e faz todo o sentido.

Acontece que a nova alteração introduz algo que vem impedir que a AR, por mote próprio, diligencie no sentido de alterar o referido Estatuto. O que lá se prevê é que a AR continua a ter o poder de alterar o Estatuto, mas apenas sob proposta da Assembleia Legislativa Regional e apenas quanto aos artigos propostos. Ora, tal é absurdo e inconstitucional por atentar contra o espírito do art. 161 da CRP. Vejamos, aliás, em relação a esta problemática, as palavras do Sr. Cavaco Silva:

Uma outra Assembleia da República que seja chamada, no futuro, a uma nova revisão do Estatuto vai estar impedida de corrigir o que agora se fez.

Isto porque foi acrescentada ao Estatuto uma disposição que proíbe a Assembleia da República de alterar as normas que não tenham sido objecto de proposta feita pelo parlamento dos Açores.

Desta feita, se a Assembleia da República pretender alterar o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, já não o poderá fazer por mote próprio! Ora vejam lá – o órgão soberano e exclusivamente competente para a aprovação das leis, não terá poderes para alterar um Estatuto Regional sem prévia proposta da Assembleia Legislativa Regional! Isto é um absurdo.

*

Mas há mais! Outro dos problema que o Sr. Cavaco Silva levantou, e bem no meu entender, prende-se com um dos poderes constitucionalmente atribuídos pela CRP ao PR. Estamos a falar do poder de dissolver a Assembleia Legislativa Regional dos Açores. Vejamos as palavras do PR:

De acordo com uma norma introduzida no Estatuto, o Presidente da República passa a estar sujeito a mais exigências no que toca à dissolução da Assembleia Legislativa dos Açores do que para a dissolução da Assembleia da República.

Nos termos da Constituição, a Assembleia da República pode ser dissolvida pelo Presidente da República ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado.

Para dissolver a Assembleia Legislativa dos Açores, o Presidente da República terá que ouvir, para além dos partidos nela representados e o Conselho de Estado, o Governo Regional dos Açores e a própria Assembleia da Região.

Mas, de acordo com a CRP, na al. j) do art. 133º, é competência do PR:

j) Dissolver as Assembleias Legislativas das regiões autónomas, ouvidos o Conselho de Estado e os partidos nelas representados, observado o disposto no artigo 172.º, com as necessárias adaptações;

Ora, o novo Estatuto diz algo diferente. O que o novo Estatuto diz é que o PR pode dissolver a Assembleia Legislativa Regional depois de se verificarem as exigências da al. j) do art. 133.º da CRP, mas, veja-se o absurdo, agora uma lei ordinária diz que há mais critérios: para lá do que diz a CRP, só depois de ouvir o Governo Regional dos Açores e a própria Assembleia da Região é que o PR pode Dissolver a Assembleia Legislativa Regional.

Ora, ainda poderão dizer que a CRP apenas define competências genéricas que, depois, podem ser concretizadas. Mas ainda assim eu não aceito esta alteração porque, à luz de uma interpretação sistemática, chegamos à conclusão que o PR, para dissolver a Assembleia Legislativa Regional, precisa de reunir mais requisitos do que pare dissolver a própria Assembleia da República – o Órgão Máximo e Exclusivo em termos de competência legislativa do País! Senão vejamos, o art. 133.º da CRP, na sua al. e), quando define como competência do PR:

e) Dissolver a Assembleia da República, observado o disposto no artigo 172.º, ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado;

Ou seja, depois de ler a CRP o novo Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, em termos práticos, outra coisa não se pode concluir, é mais fácil dissolver a AR do que a Assembleia Legislativa Regional. Para dissolver a Assembleia da República o PR apenas necessita de ouvir os partidos e o Conselho de Estado. Já para dissolver a Assembleia Legislativa Regional, com esta nova lei, precisará de ouvir os partidos, o Conselho de Estado e também o Governo Regional dos Açores e a própria Assembleia da Região!

Quer dizer, se por um lado podemos contestar que uma lei ordinária diminua ou restrinja a forma como o PR abre mão dos poderes que lhe são Constitucionalmente atribuídos, por outro lado, procurando a lógica imanente à lei, concluímos que não existe qualquer motivo óbvio que legitime a criação de dois novos requisitos para a dissolução da Assembleia Regional, isto porque para dissolver a própria Assembleia da República, o PR não necessita de verificar tantas formalidades!

Portanto, e concluindo, estou completamente de acordo com o Sr. Cavaco Silva com o qual, aliás, nem me revejo na grande maioria dos temas. É certo que o assunto não terá grande interesse para os portugueses, isto é, interesse prático ou directamente verificável. Mas, por outro lado, a aprovação deste Estatuto é um erro político que vem “alienar” definitivamente um poder que cabe constitucionalmente à Assembleia da República e que, agora, está completamente dependente do juízo da Assembleia Legislativa Regional. Por outro lado ainda, é inaceitável que uma lei ordinária venha dizer mais do que a CRP quis dizer, isto é, venha diminuir os poderes e o modo de actuação do PR. Portanto, o que está aqui em causa é um interesse superior da Nação e do Estado!

Só consigo compreender esta insistência sob um ponto de vista – enquadrado com a forma como o diploma foi aprovado, isto é, com abstenções, mas sem votos contra. As alterações anteriormente indicadas favorecem claramente (e exageradamente) a autonomia legislativa regional dos Açores no que à alteração do respectivo Estatuto diz respeito e quanto à possibilidade de dissolução da Assembleia Legislativa Regional pelo PR. Portanto, sabendo nós que a realidade política das Regiões Autónomas é bastante diferente da que se vive no continente, e que as forças políticas do continente devem uns favores e precisam do apoio daquelas que estão nas Regiões Autónomas, conclui-se que não lhes convinha alterar tais disposições que até só foram incluídas e mantidas por “recado” (nem tão pouco convinha votar contra o Estatuto – daí o recurso à abstenção). Isto só vem demonstrar a Hipocrisia do poder político e a forma como ele se manifesta.

Já agora, depois desta leitura, podem ficar com o vídeo e a transcrição das declarações do PR.

30
Dez
08

Sabayon 4.0

sabayon 4.0

Finalmente, esta excelente distribuição Linux chega à versão 4.0. Para os que não sabem, Sabayon é uma distribuição GNU/Linux baseada em Gentoo, com excelente suporte de hardware, incluindo drivers proprietárias. Suporta variados ambientes de trabalho (KDE, Gnome, Fluxbox, etc… ) e vem também, de origem, com os efeitos do compiz fusion que nós tanto adoramos. Aparte isso também inclui alguns jogos bem divertidos e todo o tipo de software de produtividade, estudo, desenvolvimento, etc.

Sendo baseado em Gentoo podem esperar excelente compatibilidade e desempenho com a vossa máquina, sem a complexidade a que o Gentoo habituou os mais incautos.

Fiquem com as notas da apresentação para mais características:

Press Release: Sabayon Linux x86/x86-64 4 Out-of-the-Box Rolling Release

dedicated to Alan Fox

Ho-Ho-Hooo! Merry Christmas! On the behalf of the Sabayon Linux team, we’re pleased to announce the immediate availability of Sabayon Linux 4. The foundations of our new way of doing Linux Desktop are now ready. Bringing a more accessible, easy to use and fast way of doing business and home computing in a Web 2.0 flavour is what we are going to achieve by the beginning of the new Year. New approaches, new ways of facing user-related issues start today. So, don’t wait any longer, bring this magic to your PC and get ready for the future!

For you, Sabayon4 offers an easy to use and attractive desktop coming with thousands of tools and applications, such as effortless connections to any kind of wireless network, Web and Multimedia applications (Java, Flash Player, Google Earth, Picasa, etc), browsers (Firefox, Opera, Konqueror, etc), instant messaging clients (Pidgin, Kopete, aMsn, etc), multimedia and playback tools (Elisa Media Centerl, GeeXbox, VLC, Smplayer), productivity tools (OpenOffice, Abiword, Gnucalc, Kontact, Adobe Reader).

Technically, Sabayon4 has been completely rebuilt on top of GCC 4.3, for i686 (32bit) and x86_64 (64bit) architecture. As you can read, the 32bit flavour switched from i586 CHOST to i686, unleashing a further boost for all the supported Processors.

Take a Tour – Booting
Take a Tour – Installer

Distribution Features:

  • Music by: Pornophonique – Rock and Roll Hall of Fame (from: http://www.jamendo.com/it/album/7505)
  • Boot speed improvements, 25% gain
    – Boot services optimisation
    – Services now started in parallel
  • Entropy Package Manager 0.24.6, featuring User Generated Content, Website integration and 100+ bug fixes
    – 8500 applications available
    – No compilation required
    – Easy and fast security and general system updates
    – Fully compatibile with Portage 2.2 (EAPI2 compatible)
    – User Generated Content, make your vote and comments count on our development!
    – Textual and Graphical advanced clients, Equo and Spritz
    – Fully reliable Updates Notification Applet
    – 15% of speed gain over 0.23 (in 3.5.1)
  • Ext4, NTFS, AUFS and UnionFS Support
    – Ready for the future today, Ext4, the future Linux Filesystem is now a reality!
    – Does your Windows(tm) system contain music and photos? We support it out of the box!
  • HAL-based GPU and Input devices detection thanks to X.Org 7.4
    – Supporting AMD Catalyst Drivers 8.11 and Open Source RadeonHD
    – Supporting NVIDIA Drivers 180.11, 173.14.12, 96.43.09 and 71.86.07 through an automated selector
    – One click 3D Desktop Effects support
  • Incredible set of ready-to-use applications and Desktop Environments:
    – KDE 3.5.10 (Classic mode)
    – KDE 4.1.3 (Advanced mode, available through our repositories)
    – GNOME 2.24.2
    – XFCE 4.4.3
    – LXDE 0.3.2.1
    – Openbox 3.4.8 RC1
    – Fluxbox 1.1.1
    – OpenOffice 3.0
    – Firefox 3.0.4
    – aMule 2.2.2
    – Wine 1.1.10
    – Google Earth 4.3.7284.3916 and Picasa 2.7.3736.15
    – Adobe Flash 10
    – Java 1.6.0.11 and IcedTea6
    – VirtualBox 2.0.6
    – and other 1000 applications available!
  • Sabayon Linux Installer:
    – Customizing your installation is now easier and faster
    – Ability to choose between 5 different pre-configured installation profiles
    – Faster post-installation configuration
  • Media Center functionalities:
    – GeeXbox 1.2
    – Elisa Media Center 0.3.5
  • For the future:
    – KDE 4.2 ready!
    – Can be upgraded to any 4.x Sabayon releases without a hitch!


Requirements
Minimum requirements:
– an i686-compatible Processor (Intel Pentium Pro, Pentium II, Celeron, AMD K6-2, Athlon)
– 512Mb RAM
– 16 GB of free space
– A X.Org supported 2D GPU
– a DVD reader
Optimal requirements:
– a Dual Core Processor (Intel Core 2 Duo or better, AMD Athlon 64 X2 or better)
– 1024Mb RAM
– 32 GB of free space
– A X.Org supported 3D GPU (Intel, AMD, NVIDIA)
– a DVD reader

Resources for Sabayon Linux 4:
Kernel Configuration:
Sabayon Linux x86 4 2.6.27.10 kernel config
Sabayon Linux x86-64 4 2.6.27.10 kernel config
Packages list:
Sabayon Linux x86 4 Packages
Sabayon Linux x86-64 4 Packages

Download It!
Our Mirrors Page:
http://www.sabayonlinux.org/mirrors

Bittorrent:
Sabayon Linux x86 4 Torrent Download
Sabayon Linux x86-64 4 Torrent Download

Digg It!
http://digg.com/linux_unix/Sabayon_Linu … ng_Release

Podem também efectuar o download em tráfego nacional aqui!

Abraços.

28
Dez
08

Fix de PC’s antigos

pc antigo

Tenho cá em casa um PC com alguns anos que recentemente vinha demonstrando alguns sinais que, pensava eu, eram de pré-reforma. Quero dizer, alguns ficheiros de extensão “.rar”, por serem muito grandes, simplesmente não se queriam extrair. Verificava que o winrar, naquele pc, queixava-se sempre de que o ficheiro estava corrupto. Muito estranho na medida em que várias versões do winrar davam sempre o mesmo erro. Mais tarde verifiquei que era o PC que os tornava corruptos. Isto é, no meu portátil eles estavam 100%, mas no PC apareciam a 99%.

Durante algumas semanas andei convencido de que se tratava de uma de duas coisas: Ou o disco rígido estava a dar as últimas, ou então a RAM estava “acabada”. Depois convenci-me a mim mesmo que se tratava de problema na RAM porque o “memtest” dava erros com fartura.

Do mesmo modo o PC apresentava mensagens de erros quando tentava aplicar os updates do Windows XP. Muito estranho mesmo. Comecei então a pensar seriamente em abrir o PC, desmontar, limpar, voltar a montar e testar componente por componente. Foi o que fiz e ainda bem porque verifiquei que o processador estava literalmente em contacto directo com o dissipador, chapa com chapa, nem uma gota de massa térmica. Malditas lojas de informática! Como eu vos detesto!

Por outro lado, a placa gráfica tinha massa térmica entre o dissipador e o gpu, mas estava tão velha e tão envolta em poeira, que simplesmente secou e estava rígida. Também já li algures que os fabricantes, uma vez que na linha de montagem tudo é aplicado por máquinas, optam por massas térmicas em forma de pastilha para uma aplicação mais fácil. Acontece que essa massa geralmente é péssima! Mas calma, coloquei aqui o carro à frente dos bois. É que, de facto, lembro-me que aquela GForce 6800 LE, em conjunto com o processador Prescott 3.0, dava para jogar lindamente o Counter Strike Source. Mas agora, arrastava-se indecentemente. Então também decidi dissecar o bicho. Foi quando me deparei com o descrito.

Os componentes, em geral, estavam demasiado envoltos em poeira. Levei umas valentes horas a limpar tudo com muito cuidado. Em seguida dirigi-me a uma loja, à qual não vou fazer publicidade, para comprar massa térmica e aproveitei para mandar a “boca” em ralação à sua política de vender pc’s sem aplicação de massa termina no processador. Eles garantiram que na loja deles tudo é feito com profissionalismo. Fiquei muito descansado. Ainda assim, infelizmente, não havia à venda ArticSilver 5, mas havia uma massa térmica da Cooler Master, mais concretamente a HTK-002 que, supostamente e de acordo com as especificações, são ideais para aplicações a componentes de alta performance. Enfim, parti do princípio que seria mais do que suficiente!

Chegado a casa, limpei a massa térmica antiga da placa gráfica com cotonetes e álcool, apliquei a massa térmica tanto no GPU como no CPU e assemblei todos os componentes. Decidi então efectuar, e passo a redundância, o teste do “memtest”. Resultado: zero erros! 🙂

Voltei a tentar aplicar os updates do Windows XP. Resultado: zero erros! 🙂

Fui dar uns tirinhos no Counter Strike Source. Resultado: tudo no máximo sem slowdowns. 🙂

Enfim, mais uma lição: quando lhes aparecer no Sistema Operativo muitos erros incógnitos, quando notarem défices de performance exagerados nos componentes, ou quando verificarem que a vossa máquina está a tornar corruptos os vossos ficheiros, pensem em fazer uma limpeza e um fix geral na máquina! Muitas vezes os componentes não funcionam correctamente  por estarem demasiado sujos com poeira, ou por falta de manutenção! Do mesmo modo, um conselho: se não foram vocês a montar a vossa máquina – desconfiem!

Fica aqui mais um episódio.

Abraço.

25
Dez
08

Vendo Disco Rígido Xbox360 20GB (VENDIDO)

Vendo um disco rígido Xbox360 de 20 GB NOVO.

Activei a minha garantia em relação a um disco antigo que vinha com a consola e que deixou de funcionar recentemente, estes dias chegou o disco novo.

MOTIVO DE VENDA:

Pretendo vender o mesmo porque comprei uma consola nova (uma ELITE) que vinha com disco de 120 GB. Infelizmente, como veio directamente da Microsoft, não trouxe caixa, mas garanto o envio em perfeito acondicionamento.

MAIS INFORMAÇÃO:

Como sabem, com a nova actualização da “dash” é possível guardar jogos no disco rígido (num disco de 20 GB é possível guardar 2 jogos). Tal alternativa não só reduz o desgaste do leitor da consola, como ainda acelera os tempos de loading e diminui o tempo de leitura das texturas em jogos mais pesados como o GTA IV, etc. Infelizmente ainda é necessário correr os jogos com o CD respectivo inserido no leitor – mas este só é verificado no início para e não mais.

Utilizei o Disco Rígido uma só vez para apagar as DEMOS que vinham de origem, isto porque sem as apagar não é possível guardar mais do que um jogo (isto porque, de origem, o sistema reserva cerca de 7 GB).

Infelizmente como a garantia da consola termina este mês, o disco já não tem garantia (que está anexada à data de venda da consola).

As questões de entrega e pagamento são combinadas posteriormente com o comprador.

O PREÇO ESTÁ SERÁ DISCUTIDO COM OS INTERESSADOS.

Os interessados devem utilizar a função de comentar neste post, deixando questões e endereço de email se estiverem interessados.

Aviso que entrego em mão em Fafe e Guimarães (ou próximo).

(VENDIDO – Obrigado a todos os que demonstraram interesse)

25
Dez
08

Feliz Natal

Desejo que todos tenham um Feliz e Santo Natal na companhia dos que mais amam. Sei que nem sempre os que mais amamos estão presentes, por motivos de ausência, trabalho, ou então por outros motivos mais tristes. Era importante que todos compreendessem a importância da família e, por vezes, isso só acontece quando é já demasiado tarde. Assim sendo e como o momento, para os adultos, é também de reflexão, pensemos todos no mundo, no estado em que se encontra e na situação de milhões de pessoas desfavorecidas ou espezinhadas pela guerra e outras atrocidades. O Natal também é uma altura para pensar um pouco nos outros. Sim, de certo modo esta quadra é para as crianças, mas também é uma altura única de reunião, oração e reflexão sobre as nossas vidas.

natal

Que tudo corra bem no ceio das vossas famílias! FELIZ NATAL!

23
Dez
08

Benfica vs Nacional = Roubo de Igreja

Quem já conhece o meu blog e a minha linha editorial, sabe muito bem que futebol não costuma ser tema tratado. Não obstante, depois de ver o Benfica vs Nacional, isto é, depois de ver uma péssima actuação do Benfica, uns péssimos comentários dos senhores da Sport TV, o anti-jogo indecente e continuado dos jogadores do Nacional da Madeira e a péssima actuação e critérios do Sr. Pedro Henriques, outra coisa não me resta senão dizer: Este futebol nacional é um “ROUBO DE IGREJA”! Admito, é o meu benfiquismo que vem a tona.

Esclareço. O Sr. Quique Flores deve ser o único português (ok, ele é espanhol, isso também pode explicar muito…) que ainda não viu que Suazo e Cardozo simplesmente não combinam, nem no campo, nem fora dele. Claro, isto não explica tudo, até porque não vejo onde é que ele tem a culpa quando um jogador perde a bola e, em vez de a tentar recuperar ou impedir a progressão fácil do adversário, fica antes parado, olhando as botas, ou então os buracos das toupeiras. Solução para isso? Não tenho dúvida: Castigo no final dos jogos! O que não se dá em campo, dá-se fora dele. O clube paga, logo, quer rendimento. Se ele não é oferecido durante o jogo, tem que ser oferecido ou então arrancado a ferros fora dele. É simples.

A exibição benfiquista foi tão fraca, tão fraca que sobrou um pensamento final: O Benfica e os benfiquistas têm que se dar por muito contentes por estarem no primeiro lugar.

Mas a má exibição do Benfica também se deve, em parte, às recentes tácticas do futebol nacional. O Nacional da Madeira nem sequer é o único a utilizar dessas tácticas, quero dizer, aquelas que extravasam os limites do fair-play, há por aí muitos clubes que as praticam e os árbitros gostam. É muito feio verificar que é impossível construir jogadas com princípio meio e fim quando o adversário, consciente do que está a fazer, se atira com tudo, “para o osso” como se costuma dizer, com um intuito óbvio: Aleijar o colega de profissão ou, se isso não se verificar, pelo menos amedrontar a sua prestação. Enfim, a decência tem limites e o futebol português, neste momento, não tem nenhuma. É incrível como não existe um jogo em que um jogador benfiquista, ou dois, não saiam lesionados por causa da agressividade desmedida dos adversários que, talvez por não serem solidários com os colegas de profissão, mais não bastasse por também poderem estar sujeitos a ela, simplesmente não respeitam nada nem ninguém. Já nem falo da questão de perder tempo – isso é recorrente no futebol nacional e agora também no internacional (hoje o Nacional, amanhã o Benfica).

Por outro lado os comentadores da Sport TV também são indecentes. Esses senhores não olham a meios para atingir os seus fins pessoais, ou os fins das suas colunas de jornal. Simplesmente não percebo determinados comentários. Por exemplo, quando dizem: “Mérito do Nacional, obrigando o Benfica a mudar de estratégia 2 vezes durante o jogo”. Isto não é indecente? Esquecem-se eles que o Benfica foi obrigado a fazer duas substituições devido a lesão? Não foi nestes momentos em que o Benfica mudou a táctica? Só lhes posso dar razão nesse comentário se eles se referiam à minha anterior observação sobre o “mandar para o estaleiro” – nesse caso sim, mérito do Nacional. Mas eles não se ficam por aqui, aliás, eles com 10 minutos de jogo já estão a ver tudo – já sabem logo tudo! Eles devem ser os supra-sumos do futebol. Deve ser por isso que são comentadores… Acho que não é necessário acrescentar mais nada nesta observação.

pedro-henriques

(fonte Record)

Quanto ao Sr. Pedro Henriques, que – dizem – gosta de ver futebol “durinho”, poucas pausas, etc., parece que deve gostar antes de “futebol de placagem”, compactuando com carrinhos premeditados e autênticos muros, completamente inertes e que têm apenas um intuito – impedir o adversário de progredir a qualquer custo (ainda que isso lhe custe a integridade física), “mandando-o para o estaleiro” se assim tiver que ser. Lindo! Esse critério é do ano (e ele está no fim)! Claro, tenho que falar aqui do Golo do Benfica que foi invalidado por suposta mão na bola de Miguel Vítor! Verifiquei há pouco que o Sr. Pedro Henriques produziu as seguintes declarações:

Independentemente de se discutir se foi deliberado ou não, se foi intencional ou não, não tenho dúvidas em relação ao que vi no jogo, que é com a mão que ele inverte o sentido da trajectória da bola e a coloca nos pés do seu colega”.

Sr. Pedro Henriques, afinal o Sr. também é indecente! Se não conhece as regras, estude! Elas falam, no caso da mão da bola, em jogar a bola com as mãos ou os braços deliberadamente. Não falam em toques não deliberados que vão na direcção da baliza. Ou falam? Ou essa é um regra especial que só se aplica ao Benfica? Pergunto-lhe uma coisa: Na mesma situação, se fosse um jogador do Nacional que estivesse no lugar do Miguel Vítor, assinalava penalti? Ok, eu sei a sua resposta académica e imediata: SIM! Mas eu digo-lhe: NÃO! Não assinalava porque não é penalti por ser um toque involuntário! Uma coisa é errar, outra coisa é não assumir que se erra!

O Miguel Vítor discute uma bola no ar e cai desamparado. Perde totalmente a noção da posição da bola, tal como acontece em jogadas idênticas no meio campo do terreno. Entretanto a bola sobra na sua direcção e toca-lhe nas mãos. Quando ele finalmente se vira e se apercebe do que aconteceu, então o árbitro apita. Portanto, é virtualmente impossível que aquele toque seja intencional, ou deliberado (se assim preferirem).

Sim, o toque beneficia o Benfica porque a bola sobra para o Cardozo, mas as regras não falam em nada disso. Se a bola sobrasse para um jogador do Nacional então já não seria falta? Que critério é este? O critério da batata bufa? Não meus senhores – ou é um toque intencional, ou é um toque involuntário, isto é, ou o toque é deliberado, ou não é deliberado. Mais simples é impossível. Aliás, abrimos os jornais e mesmo os jornalistas mais parciais decidem no mesmo sentido – não existe qualquer falta. E para quem não lê jornais desportivos, acreditem: é raríssimo estarem todos de acordo em relação a um mesmo lance.

Enfim, o nosso futebol está assim. Começo a dar razão à estratégia sportinguista, reclama-se dos árbitros sempre que eles nos prejudicarem – quer se ganhe, quer se perca. Aliás, estratégia essa que tem produzido frutos. A do Porto também parece resultar, basta verificar o jogo anterior contra o Marítimo. Só o Benfica é que, na dúvida, sai sempre prejudicado. Chega do politicamente correcto. No futebol as coisas só funcionam à base de pressão – é triste mas é o que temos. Assim sendo, a indignação chega a todo o lado e lanço achas para a fogueira no meu blog mais nada.

Abraços.

18
Dez
08

openSUSE 11.1

openSUSE

A distribuição openSUSE,  mais amada pelos utilizadores domésticos do que pelos avançados, deu-nos hoje motivo para grande alegria. A versão 11.1 era aguardada com grande entusiasmo pelo comunidade e está agora disponível contendo, de acordo com o projecto, 230 novas funcionalidades. Ainda assim, consultando o link, ninguém diria que algumas delas devam ser consideras exactamente novas, mas sim pequenas alterações e melhorias às já existentes. Estas passar por updates de segurança e estabilidade no YAST, alguns updates no GNOME e outros, estes mais significativos, no KDE (agora na versão 4.1.3, apesar de a versão 3.5.10 ainda estar disponível) e no OpenOffice.org (agora na versão 3.0). Também não deixa de ter relevância a opção por uma licença completamente nova.
Outros updates, também eles relevantes, podem ser encontrados nesta nova versão:
  • Linux 2.6.27.7
  • Glibc 2.9
  • Python 2.6
  • Perl 5.10
  • Mono 2.0
Enfim, já levou click. Vou testar e depois dou feedback no blog que, espero, seja o melhor.
Podem consultar screenshots aqui e, se estiverem interessados, efectuar o download disponível em vários suportes e arquitecturas.
Abraços.



Ubuntu 10.04

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