04
Out
08

Brothers in Arms – Hell’s Highway

Bem, terminei o “Brothers in Arms – Hell’s Highway” (BIA:HH) na minha Xbox 360 e posso dizer que é um dos melhores jogos de que tenho memória! Confesso que todo o tipo de jogos baseados na segunda guerra mundial me atraem profundamente por motivos históricos e científicos, mas ainda assim sei reconhecer um mau jogo, quando ele aparece. Não é definitivamente o caso, bem pelo contrário, quase que arrisco a dizer que é dos melhores jogos que joguei sobre o tema da segunda guerra mundial.

Para começar é um daqueles casos raros em que realmente sentimos o drama da guerra, vendo morrer da forma mais trágica imaginável muitos dos “irmãos de armas”. Além disso encontramos igualmente as cicatrizes psicológicas de quem permanece vivo, quando todos os outros caem. Enfim, há que dizer que existe muito mais na guerra para além das armas, e esse é precisamente o mote deste jogo.

Para muitos o interesse é dar uns tiros e o resto é conversa. Não é o meu caso, mas para as pessoas que entendem assim este género de jogos a equipa que desenvolveu BIA:HH optou por um sistema de gore bastante violento. Ninguém espera que mandar alguém pelos ares com uma granada, ou matar alguém com um tiro na cabeça seja algo de bonito, pois não? Em BIA:HH encontramos muitos momentos em que a a câmara de jogo entra em slow motion para podermos desfrutar desses momentos de gore. Uma granada pode separar membros, mas um tiro certeiro na cabeça também fará saltar miolos e sangue a jorros. Graficamente é bonito e complementa um jogo que, do início ao fim, pretende demonstrar a violência de um conflito, como uma guerra mundial, onde as tácticas não eram as mesmas dos nossos dias e o número de homens a dar peito pra balas ainda contavam.

As armas não diferem daquelas que encontramos em outros jogos do género, não há aqui novidades, mas o seu comportamento é simplesmente excelente e nem todas elas servem para o mesmo tipo de abordagem. Se a missão se desenrola num interior o ideal será utilizar uma arma automática e, como backup, um revolver. Mas se estamos em zonas abertas, a espingarda será essencial porque tem maior precisão, contudo, a arma automática tem aqui outra utilidade, a de suprimir as forças inimigas, como forma de proporcionar cover para os nossos homens que, no entretanto, podemos mandar avançar para outra posição de ataque mais conveniente. Isto é extremamente útil, porque se conseguirmos colocar os nossos homens em posições estratégicas, ou perto o suficiente do inimigo, podemos conseguir que eles utilizem granadas. Mas pelo revés, se o inimigo não estiver suprimido, assim que verifica que mandamos as nossas tropas mudar de posição, atacarão sem demora com uma precisão incrível e, claro, ficar sem um grupo de homens torna tudo mais complicado.

É esta componente táctica que faz de BIA:HH um excelente FPS, num universo já tão povoado por grandes títulos como Call of Duty, ou, porque não recordar, Medal of Honor (que ainda é muito jogado online). Claro que a cereja sobre bolo é, sem dúvida, as cutscenes intermédias (tanto entre missões diferentes, como na própria missão). Fazem uso do próprio motor de jogo de BIA:HH que é excelente e para alguns poderão ser demasiado longas, mas para mim fazem todo o sentido e prendem o jogador a uma história confusa (especialmente se não jogaram o BIA original), mas que eventualmente acaba por fazer sentido. Essas cutscenes são absolutamente geniais, as vozes são incríveis e emotivas sendo que os movimentos dos corpos das personagens demonstram bem aquilo que lhes vai na alma.

O sistema táctico é extremamente simples. Geralmente, face a uma missão, comandamos 2 grupos de homens com especialidades diferentes. Uns poderão estar equipados com armas automáticas, o que é ideal para proporcionar cover, outros com espingardas, mais certeiros, portanto, que evitam que o enimigo mude de posição quando não se sente suprimido. Mas podemos igualmente, em algumas missões, comandar 3 grupos e um deles pode estar equipado com uma basuca que, como parece óbvio, faz falta para mandar pelos ares tanques, mas igualmente soldados inimigos que se encontram escondidos nos andares superiores de um edifício e que têm protecção contra balas, mas não contra explosões.

Enfim, a forma como abordamos as missões depende de nós. Em praticamente todos os cenários (que são surpreendentemente variados) existem formas de contornar o inimigo e a forma mais comum e eficaz de o fazer é colocar os nossos homens em posições diferentes mandando-os suprimir o inimigo, enquanto nós correndo entre obstáculos, procuramos forma de encontrar a posição ideal para apanhar o inimigo desprevenido. Muitas vezes, especialmente nas dificuldades mais baixas, praticamente não fazemos uso do mapa, mas nas dificuldades mais elevadas este é essencial, isto porque o número de inimigos aumenta, bem como a sua agressividade e dificuldade de supressão. Isto obrigada a um planeamento prévio e o mapa é essencial para verificamos quais as melhores formas de contornar o inimigo e quais os melhores locais para posicionar os nossos homens.

Mas a componente táctica não vive apenas de posicionar homens, isto porque os obstáculos que lhes proporcionam cobertura e segurança são feitos de variados materiais. Podem ser de metal, mas também podem ser de madeira ou de palha, ou pode até ser uma simples elevação de terra. Acontece que a palha e a madeira são susceptíveis de serem destruídas, o que quer significar que mandar os nossos homens posicionar-se numa cerca de madeira para atacar o inimigo, é uma péssima ideia porque em segundos a cerca pode simplesmente desaparecer com acção da troca de tiros. Por outro lado enquanto estamos abrigados num obstáculo que proporciona cobertura, enquanto as balas batem em nosso redor, terra e erva vão saltando o que turva a imagem e dificulta a visibilidade. Não é um efeito extremo, mas na minha opinião devia ser para dificultar um pouco mais a saída do cover para disparar.

Depois também temos que ter em atenção que existem zonas onde podemos avançar silenciosamente, para não alertar o inimigo. Ou então pode acontecer o contrário, um grupo de homens inimigos vem na nossa direcção, sem saberem da nossa presença. Iniciar o ataque precocemente, antes de posicionar os homens convenientemente para um ataque conjunto, no momento certo, pode ser dramaticamente fatal. Daí que a abordagem escolhida é essencial.

Fora estes pormenores, o sistema de vida é típico da maioria dos jogos actuais. A nossa personagem pode aguentar uma determinada quantidade de dano, sendo que devemos procurar cover assim que a imagem começa a ficar demasiado avermelhada (sinónimo de que estamos a morrer). Assim que a imagem ficar com a coloração habitual é porque já está tudo OK. Nunca gostei deste sistema, mas enfim, o sistema de procurar “primeiros socorros” que aumentam a vida automaticamente também é estúpido. Jogos são jogos, nunca nos podemos esquecer disso.

Bem, resta dizer que experiência de jogo dura umas 10 horas numa dificuldade elevada, talvez mais se somos daquele tipo de jogadores que pretende espremer tudo um que jogo tem para dar. Vale o dinheiro que damos por ele, sem dúvida alguma, mais não seja porque quando o terminamos, ficamos logo com vontade de que recomeçar noutra dificuldade!

avaliacao-bia

Abraços.

Anúncios

2 Responses to “Brothers in Arms – Hell’s Highway”


  1. 4 de Outubro de 2008 às 20:41

    Eu gostava de jogar esse jogo, mas infelizmente não tenho consolas.
    Tenho de ver se saiu ou sai para PC, aí sim deve ser um espectáculo.

  2. 27 de Dezembro de 2008 às 22:26

    Quero agradecer imenso a quem criou este grande jogo!!!!

    Quem ainda não o tem fica já a saber que é um grande jogo e que vale a pena jogar!!!!!!!


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


Ubuntu 10.04

Ubuntu: For Desktops, Servers, Netbooks and in the cloud
Outubro 2008
S T Q Q S S D
« Set   Dez »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Petição contra o Novo Acordo Ortográfico

manifestodefesalinguapoug5

Plágio!

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape

Visitas

  • 427,004 visitantes

%d bloggers like this: