Arquivo de Dezembro, 2007

26
Dez
07

e-Escola: portáteis começam a apresentar “defeito”.

Desde que esta campanha foi lançada, no âmbito de uma parceria entre o estado e a TMN, que começaram a surgir portáteis com defeito, sendo que a conta vai já em 1000. Isto não parece alarmar, uma vez que a Fujitsu vendeu 62 mil portáteis através da TMN. De qualquer forma não devemos cair na falácia de pensar que a excepção confirma a regra, ao que parece os portáteis que apresentam defeito são os Fujitsu- Siemens Esprimo V5515 que provêm de um lote em que 5000 tinham defeito.

Além disso, os “supostos” defeitos, que de uma forma ou outra acabamos por associar ao “hardware” por força do termo, ocorreram maioritariamente sob a forma de ecrãs azuis e bloqueio dos programas, contudo estes são oriundos de um defeito nas próprias drivers durante a instalação do Windows Vista, logo o termo “defeito” é excessivo. A resolução desde problema passa por formatar o PC e reinstalar o sistema (que raio de solução, digo eu…) instalando depois o update.

O fabricante está a informar todas as pessoas que tiveram este problema (no âmbito do e-Escola ou não) da sua resolução, esta passa pela visita a um link para actualização da driver defeituosa. Já quem não tem internet acabará por receber um cd com tal actualização.

Esta notícia já não é propriamente recente, pelo que agora poderá o número ser superior. A TMN não está a trabalhar apenas com a Fujitsu o que, em princípio, pode acalmar os mais alarmados e que tenham em sua posse um portátil do e-Escola de outra marca (Insys, Toshiba e HP).

 

Abraços

Anúncios
24
Dez
07

Feliz Natal e Boas Entradas!

Este blog atinge o seu primeiro natal, isto com imensas dificuldades pessoais do seu criador, mas igualmente com muita dedicação na criação de textos de qualidade, tanto ao nível da técnica, como ao nível da reflexão. Tudo aquilo que faço, faço com gosto e sempre com a consciência que vou ser lido e criticado por muitos, é assim que tem que ser, é assim que sempre será e esse é o “mercado” de ideias em que nos inserimos, geeks ou não geeks – o importante é sermos nós!

É precisamente isso que todos devemos ser este natal, humanos, homens e pensar que há muitos seres humanos neste mundo que são tratados abaixo de animais, que nada têm de seu a não ser os laços que ainda os prendem à vida. Devemos pensar nessas pessoas e tentar imaginar, ainda que de forma superficial, como passarão eles esta quadra festiva. Muitas vezes estamos tão ocupados com as nossas reflexões e com os nossos “gadgets” e “reviews”, que chegamos a esquecer a complexidade deste mundo e as classes mais desfavorecidas que raramente terão a felicidade de saber o que é “trocar” presentes.

Este é o discurso a que chamam da “tanga”, o “falso moralismo” como outros dizem, mas pensem um pouco, não custa nada olhar para realidade, ainda que uma vez por ano apenas, verão o quão sortudos somos todos nós por termos tudo aquilo que nos rodeia e não apenas a vida, que essa tem tão pouco valor sem carinho, amizade e alguns mimos.

Abraços, conduzam com cuidado nas estradas, sejam felizes nesta quadra e entrem com o pé direito no ano vindouro.

24
Dez
07

Acordo ortográfico, relativamente ao “acordo do desacordo”…

… devo admitir que tenho acompanhado atentamente todas as posições que têm vindo a público, quase todas muito positivas em relação a este “acordo” do “desacordo”. Em jeito de introdução devo dizer que, ao contrário da maioria e para que conste do registo, e talvez apenas para contrariar, ou nem tanto assim, sou completamente contra o acordo ortográfico. Quando digo “contra”, leia-se “completamente contra”. Depois de tanto tempo, depois de ler atentamente todas as pessoas que se dignaram – e bem (mal) – a falar sobre o assunto, devo dizer que Portugal é um grande país, com uma vastíssima identidade cultural, preservando uma língua puramente latina com as suas especificidades que, ao contrário de muitos outros países, soube preservar e levar ao conhecimento dos povos das suas antigas colónias, língua essa que prima, não apenas pela sua extrema complexidade, mas igualmente pelo sua extrema musicalidade, força e ritmo subjacente em cada palavra. Infelizmente, no meio desta tela fantástica, devo dizer que Portugal tem um problema enorme: Tem demasiados Portugueses. Sou levado a pensar que, efectivamente, e para mal dos nossos pecados, só um povo que se encontra em minoria – e sabe o que significa ser a minoria e o que isso implica num país – acaba por dar valor à sua identidade cultural. Quando os nosso antepassados partiram à descoberta do desconhecido, nunca podiam imaginar o que os seus descendentes (lei-se “nós”) iriam fazer com essa cultura…

Pergunto-me o que grandes escritores portugueses pensam acerca desta acordo ortográfico, uma vez que a grande maioria ainda não tornou pública a mesma. Pergunto: até que ponto José Saramago, Herberto Hélder, José Manuel Mendes, Ramos Rosa, Lobo Antunes, Nuno Júdice, entre muitos outros que efectivamente dignificam a nossa língua, a nossa cultura e identidade íntima, aceitarão este “acordo”? Assim, simplesmente, de ânimo leve, como se de apenas um acordo dependesse a língua de todos nós. Especialmente quando o motivo inerente é apenas uma “aproximação”, signifique isso o que significar.

Alguns dirão que eu não gosto da evolução. Aceito a crítica, é infeliz, mas aceito. A realidade é que, bem pelo contrário, aceito-a naturalmente! Perceberam a subtileza? – Naturalmente! Pois que assim tudo deve evoluir, de acordo com as necessidade naturais e não para a semelhança entre dois padrões (que há muito decidiram seguir a sua vida, cada um para seu lado). Efectivamente tudo o que está em jogo são valores económicos. A mais fácil entrada de variados livros e obras nos dois mercados (Portugal e Brasil, sim, porque aos outros ninguém lhes perguntou nada…) é o primeiro objectivo, o segundo será criar uma língua que se possa considerar efectivamente “universal”. Isto é tão ridículo que quase me apetece chorar ao ver a nossa – cada vez menos nossa – língua numa qualquer bancada de super mercado global.

Pergunto-me: porque deveríamos ter uma língua “universal”? Qual a real vantagem disso? É quantidade qualidade? Será que nenhum de vocês percebeu ainda (sim, porque é de entendimento que aqui se trata) aquilo que fizeram com o inglês desde William Shakespeare? É isso que pretendem para o Português? Devo dizer que o RAP e o HIP HOP português vão efectivamente encontrar-se no melhor de dois mundos…

O Português, quando vê o que é dos outros, fica logo desejoso de também ter, de também assim ser, de estar ao mesmo nível. Porque devem os outros países e culturas valorizar o que é “nosso” se nem nós próprios damos valor? E digo “nosso” porque é disso que se trata, não foi o Brasil que nos ensinou a falar o Latim. Que eu saiba os índios falavam outro dialecto. E subentenda-se que isto não é uma crítica ao Brasil, nem à sua cultura, bem pelo contrário, eles sabem preservar o que efectivamente conquistaram com todo o mérito, infelizmente os Portugueses esqueceram à muito a auto-estima, essa mesma que se afunda nas retretes.

Devo dizer que jamais cumprirei este “acordo do desacordo”, jamais, até porque uma lei não vale pela vigência, mas antes pela aplicação, e é aquilo que todos aqueles que, como eu, respeitam o que nos foi legado, certamente farão – ignorar. A língua Portuguesa, aquela que se fala em Portugal, sempre soube seguir o seu rumo de acordo com evolução natural das coisas, dos hábitos, etc, não era preciso agora virem com a “desculpa estragada e fora de prazo” de uma “aproximação”. O que é que isso significa mesmo? Que o que temos está mau? Ou que o dos outros é melhor?

 

Vamos a exemplos:

“úmido” – Sem o “h” mudo nem tão pouco da a sensação de humidade.

 

Não sei se alguma vez pensaram porque certas palavras nos dão a sensação implícita à sua significação formal. Querem outro exemplo? – “sede”. O próprio facto de dizer a palavra causa essa sensação. Muitos mais exemplos há, desde que tenhamos sensibilidade para o efeito.

 

“ação” – abandona-se “acção” que deriva da palavra “acto” (esta também vai para “ato”). Alguém me explica o que é isto? É para preguiçosos? É que já vi justificações que abonam a favor da vantagem desta mudança por se passar a ter apenas 3 letras. Alguém me explica isto? É que não sei se já repararam que as consoantes mudas – ou nem tanto assim – têm efectivamente a sua razão de ser, deriva da nossa identidade latina.

Este é apenas um exemplo, porque praticamente todos os “c” mudos vão desaparecer.

 

Nem vou estar aqui com mais exemplos, porque efectivamente este esforço de procura de motivações é desgastante e não nos leva a lado nenhum. Nenhuma das alterações que querem introduzir modificam, formalmente, nada. NADA! É precisamente isto que todos aqueles que estão a favor dizem. Eu concordo, formalmente não altera NADA, a única coisa que muda identifica-se materialmente, no sentido em que corrompe a nossa identidade, aquilo que faz com que a língua portuguesa seja “nossa”. O Brasil pode falar e escrever português, o seu português, pois que eles também têm o que é seu. Cada um de nós pode seguir o seu rumo sem se preocupar com o que cada um anda a fazer. Alguém ainda tem dúvidas que o interesse é económico? A língua, hoje, é moeda de troca e tem o seu mercado de valores. Daí que a palavra “merda” faça agora todo o sentido e pareça lirismo. Merda para esses gajos que nem falar sabem e, infelizmente, comandam o destino de muitas coisas que nos dizem intimamente respeito.

Alguém se questiona acerca do inglês? “Essa” língua fala-se em todo o mundo. Mas vão ao Reino Unido e apreciem como se fala lá “o inglês” depois compreenderão o que é dar valor à sua identidade linguística, independentemente do que fazem com a sua língua do outro lado do mundo (leia-se EUA), que até são muito mais, mas muitos mais mesmo. Contudo, como podem ver, não é isso que os leva a adaptar a sua identidade para se “aproximarem”. Talvez aprender um pouco dessa “auto-estima” com os nosso “supostos” eternos aliados não seja um exercício menor a alterar a nossa cara língua.

Enfim, devo dizer que somo ridículos, sempre seremos e só perceberemos isso quando todos os outros deixarem de olhar para nós com seriedade. Não valorizamos nada do que temos, nem os nossos próprios escritores, e quando o fazemos damos mais valor a livros da Carolina Salgado, ou a outro tipo de “fast food” literário e é por isso que cada vez se lê mais em Portugal, sem dúvida – mais porcaria. Aquilo que me irrita profundamente é que este discurso que sigo chega, nos dias que correm, a ser considerado como vulgar, porque o que está na moda é ser como os outros e achar que nada tem valor a não ser a originalidade do penteado, da roupa e, quem sabe, do pensamento – seja lá isso o for… Estou cada vez mais convencido que o único local onde se fala português como ele deve ser falado é em África. Talvez não seja ao acaso que praticamente todos os grandes escritores portugueses tenham um enorme fascínio por África, sendo que muitos deles nasceram lá ou viveram lá durante anos.

Sou, neste momento, um homem destroçado, porque sempre achei que fazia todo o sentido preservar e levar ao conhecimento dos outros aquilo que é Portugal, a sua língua, cultura, tal como é ela e não como há quem queira que ela seja, contudo, agora sei que a grande maioria não acha isso relevante, pelo que pode muito bem ser desfigurado para se tornar mais “semelhante” ao dos outros, o que realmente importa são as nossas praias. Os poucos países (entre os quais a Alemanha e o Reino Unido) que ainda estudam a nossa literatura, têm um excelente pretexto para terminar, de vez, com esse esforço pois, dentro de uns meses, lá estarão os poemas de Cesário Verde, Camilo Pessanha, Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, Herberto Hélder, entre outros, reescritos, “abrasileirados” por assim dizer.

 

Viva Portugal!!!

16
Dez
07

só para destoar…

…, num momento em que apenas se fala em nomeações, em resultados, classificações dos melhores blogs das mais diversas categorias, e descobrindo eu que o “há vida em markl” não ficou em primeiro lugar, decidi fazer uma pequena pausa neste estudo de “Direito Comercial”, esquecendo durante uns tempos o “vinculismo”, o arrendamento habitacional ou não, o RAU, o NRAU e todas essas malogradas coisas que me fazem muito mal. Não esquecendo, contudo, que ainda estou de ressaca relativamente a um estudo profundo relativo ao urbanismo e as recentes (tão recentes que ainda cheiram a fresco), ou melhor dito, sempre recentes, alterações legislativas em matéria de urbanismo, mais concretamente o Regime Jurídico da Edificação e Urbanização (RJUE para os amigos). Mas, só para que saibam, ainda não retirei os olhos do Processo Executivo, mas concretamente do acto da penhora, oposição, reclamação de créditos, embargos de terceiro e futuramente a graduação de créditos. Tudo isto tendo em conta que o meu natal vai ser passado a olhar para o Estatuto Disciplinar dos Funcionários e Agentes da Administração, bem como para a Filosofia do Direito e todos os problemas da axiologia, valores e princípios tendo em linha de conta o pensamento filosófico que vem do tempo helénico até aos nossos dias.

Mas sem vos querer aborrecer mais com isto, porque certamente todo este rebuliço em torno de votações e resultados para os melhores blogs é tema muito mais interessante, podem já ter uma ideia de tudo aquilo que tem passado pela minha cabeça, sobejando ainda tempo para acompanhar este mundo de geeks, ou nem por isso. A verdade é que tenho 200 páginas (um concentrado de milhares) mesmo aqui ao meu lado, olhando para mim e eu para elas. Elas desejosas e eu desesperado com a ideia de ter de as preparar para terça feira, sendo que do outro lado me olha o “photomaton & vox”, esse livro tão misterioso. Mas também isso certamente vos aborrece, não é disso que vos venho aqui falar.

Contudo, não menos verdade é, esta semana que findou ficou marcada por uma “pequena” (bem ao estilo de miniatura) aula que tive de apresentar acerca de um tema que certamente nos interessa a todos, ou nem tanto assim, claro está que falo de Contabilidade. Não foi uma aula qualquer, foi o apresentar de um trabalho que elaborei durante semanas em conjunto com duas colegas, que, como eu, também tiveram de pôr à prova os seus dotes orais (salvo seja). Contabilidade não é certamente o meu forte, mas também não é menos verdade que uma área que apenas nos exige saber quatro tipo de operações (multiplicar, dividir, somar, subtrair) não inspira grande atenção, bem pelo contrário, chego mesmo a nutrir alguma indiferença face a tais operações, ainda que isto possa (e vai certamente) significar apedrejamento e crucificação por parte das empresas deste país. Então não é que a contabilidade é essencial na vida de todas essas empresas? A seriedade, a frontalidade, a clareza, a transparência, a diligência, a qualidade do serviço prestado, entre muitas outras coisas são completamente acessórias… Contabilidade, isso sim. Mas nada disso nos surpreende. Estes dias a RTP 2 dava-nos um cheirinho daquilo que significa terminar um contrato de prestação de serviços com um ISP nacional. Era engraçado verificar até que ponto é tão fácil ter internet, mas até que ponto é tão difícil nos vermos livre dela. Este exemplo é muito engraçado, porque no fundo compreendo que até para o comum dos mortais releva imenso a contabilidade, especialmente quando chegam aquelas contas da internet que mandamos abater há mais de 1 mês. Depois, o mais interessante, é que, ainda assim, há quem pague. Talvez se esqueçam que quem paga mal, pode muito bem estar a habilitar-se a pagar duas vezes. Não é o caso, mas não deixa de ser interessante verificar como as pessoas, não concordando, ainda assim pagam. Contudo nem todos são assim, há efectivamente quem não page e os ISP quase perseguem (ok, perseguem mesmo) essas pessoas para que elas paguem a todo o custo, obviamente que com juros de mora, não vá as pessoas pensar que podem pagar tarde e a más horas sem que nada lhes aconteça… Ai Ai, que mau feitio esse, de compreender mal as informações que são oferecidas pelo atendimento, tão bem informado que ele está. Contudo também não era disto que vos queria falar, este também é um tema desinteressante neste contexto de decisões acerca da qualidade dos blogs nacionais.

Esta semana que expirou também foi muito importante porque, finalmente, temos um acordo “quase mundial” em que os principais países poluidores se comprometem, ou nem tanto assim, a diminuir a sua emissão de gases de estufa entre outras coisas mais relativas ao ambiente e poluição, conferência essa em que Al Gore (nobel da paz, para quem não sabe) chegou mesmo a prestar algumas declarações polémicas, especialmente quando afirmava que a conferência de Bali podia continuar sem os EUA. Parece que afinal se chegou a acordo, o que são boas notícias para todos nós, especialmente para aqueles que acharam que valia a pena fazer um esforço e participar na iniciativa “blog action day”. Certamente todos esses blogs que ficaram nas primeiras posições tiveram a preocupação de acompanhar todos estes desenvolvimentos e de participar na citada iniciativa, pelo que estarão sensibilizados para o assunto, compreendo em termos precisos este parágrafo. Contudo, este também não era o tema que vos queria falar. Aliás, embrulhado em “papiro” como estou, quase me esqueço que nesta semana todos estes temas são completamente acessórios.

Poderia também aqui falar um pouco da “tertúlia cor-de-rosa”, mas corria o risco de esse ser um tema bastante mais interessante que este clima de escolha dos nossos blogs de eleição, portanto deixo isso para outra altura.

O que eu queria mesmo dizer com este post era o seguinte: Parabéns aos vencedores!!!

Ufa, afinal foi rápido…

 

[Direito_Comercial_Mode=on]

02
Dez
07

Um blog vive de outros blogs…

Acreditem, isto pode parecer polémico, mas é a mais pura das verdades: um blog vive de outros blogs.

A tónica para um blog de sucesso passa por vários aspectos: o visual, a temática, a qualidade do texto, a qualidade e validade da opinião e informação prestada, mas igualmente dos outros blogs.

Esta última bebe de todas as outras, mas é aquela que, numa fase inicial, vai trazer mais visitas. Se estamos à espera que realmente as pessoas esbarrem com o nosso blog com as pesquisas no google, então teremos que esperar muito. Apercebi-me disso à bem pouco tempo, mas se olharmos as estatísticas do nosso blog, vamos encontrar “links de chegada” que vêm directamente de outros blogs, de pessoas interessadas que leram o nosso trabalho e decidiram publicar parte dele no seu blog (atenção, não falo em plágio, falo antes em colocar excertos divulgando a fonte com respectivo link).

Sou daqueles que não me preocupo nada com a utilização de ideias de 3.º, aliás, tenho um post sobre isso mesmo e mostrei o meu profundo desagrado porque as pessoas plagiam os textos na integra, ponto por ponto, vírgula por vírgula e nem são capazes de publicar a fonte. Ora não é obviamente a isto que me refiro, isso é uma prática feia, traz problemas para quem utiliza da mesma (vejam o exemplo do Luís Filipe Menezes) e é o completo desrespeito pelo pensamento humano. O pensamento do homem, os seus mecanismos e metodologias, dariam tema para um post à parte, talvez um dia eu me debruce sobre isso mesmo, mas não agora, talvez consiga concluir o que leva as pessoas a copiar integralmente os textos dos outros.

Mas voltando ao nosso tema, convido cada um de vocês que têm um trabalho sério, desenvolvido por intermédio de um blog e tenham sempre a devida atenção com as estatísticas, vão verificar o que leva o “leitor” ao vosso blog. Vão ter a alegre surpresa de verificar que há outros bloguers neste mundo que pareciam o nosso trabalho e fazem questão de o divulgar para os seus próprios leitores. Ao contrário do mundo dos “jornais”, não é por partilharmos o trabalho, as ideias de outros bloguers que vamos perder leitores para o nosso blog, bem pelo contrário. Como leitor gosto de verificar as fontes de cada post que leio, gosto de confrontar as ideias subjacentes a cada um deles e tirar as minhas próprias ilações, parto portanto do princípio de que todos os leitores serão mais ou menos como eu.

Ora, isto para quê? Para demonstrar que nada perdemos em publicar as nossas fontes, outros blogs que sejam, nem nos devemos sentir ofendidos por tal acto, até porque esta troca enriquece os blogs de ambos, mas do mesmo modo traz muita novidade para o leitor que se vê confrontado com informação cruzada, ao contrário dos “jornais” que trazem meramente a opinião de um jornalista, geralmente sem direito de resposta.

Depois temos de olhar o conhecimento e perceber, mas de uma vez de todas, que este é universal, tudo funciona em pirâmide: para chegar à conclusão seguinte, alguém teve de concluir algo antes de mim, a isso chamam-se premissas. Portanto, uma conclusão, logo se transforma em premissa para outra pessoa, essa concluirá outra coisa, e assim consecutivamente. Não podemos pensar que estamos a concluir no vazio, ou a criar sem um “backgroud”. Se realmente assim pensamos, então teríamos que, precisamente, entregar o real proveito dessa actividade a todos aqueles que lemos e que, de algum modo, propiciaram para o nosso pensamento. O conhecimento é universal, não pensem que temos direito sobre o que quer que seja, a não ser na salvaguarda dos nossos textos integrais.

 

Abraços

02
Dez
07

Linux, esse tal mundo…

Desde há uns meses para cá que não tenho tempo para este blog, isso não significa que ele vá terminar, bem pelo contrário, aliás, nos intervalos do estudo para este “diz que é uma espécie de curso de bolonha“, tenho guardado um tempo para estudar algumas distribuições linux, algumas das mais recentes.

 

linux.png

O Linux é, na verdade, todo um mundo de maravilhas gratuitas, de conhecimento, de aprendizagem, e melhor ainda, um mundo de variedade. Assim sendo, depois desta frase, estaria tudo dito acerca deste post, mas como sou muito chato e gosto de fazer grandes testamentos (avant la lettre), aqui vai.

A grande pergunta é: ainda vale a pena utilizar windows?

A resposta, ao fim destes meses, é….

Não!

Linux vs Windows

Porque haveria de valer a pena? Digam-me só um motivo que me faça mudar esta resposta…

Virão uns, dirão que as coisas em windows simplesmente funcionam. Pois eu digo-vos que em linux, nos dias que correm, com a possível excepção do último grito em hardware (e isto não é linear), tudo funciona mais rápido e estável do que no windows. Eu gostava de perceber porque dizem que no windows as coisas simplesmente funcionam, quando vemos problemas que o windows vista tem há muito e ainda não foram resolvidos, tal como aquela questão do “copy, move, past”. Porque não resolveram ainda este problema? Porque não o resolve ainda o SP1? Outra questão é a das impressoras que teimam em não funcionar com uma drive “universal” ou “genérica”, e que em linux simplesmente funcionam… Ou a questão das pens que demoram uma eternidade em ser reconhecidas e que em linux levam cerca de 2/3 segundos a detectar, instalar e montar…

Virão outros, dirão que o Windows permite jogar as últimas novidades e que o Linux só com o wine muito bem configurado. Aí concordo perfeitamente, até porque mesmo com o wine bem configurado nunca conseguiremos uma performance como conseguiremos no windows. Mas depois eu convido cada um de vocês a experimentar jogos que funcionam nativamente no Linux, tal como doom3 ou unreal tournament 2004. Na mesma máquina, testem em linux, depois testem em windows, logo vão perceber o que significa a expressão “máquina de jogos”, aposto que essa concepção logo vai mudar… Vão perceber que não precisam de PC’s topo de gama. Eu sei que realmente são jogos “ultrapassados”, mas dá para comparar na mesma máquina as diferenças de performance de uns SO’s para outros.

born to frag

Então perguntariam: Porque não fazem jogos que corram nativamente em linux?A resposta é fácil, as empresas que fabricam jogos fazem contratos com empresas de hardware (que vão suportar os seus jogos de forma especial), estas empresas, por sua vez, têm contratos com a microsoft (o que lhes vai permitir maior suporte para drivers). Esta é parte da resposta, a outra parte é mais relacionada com a variedade de SO’s Linux que existem, o que iria, de uma forma ou de outra, originar um cem número de diferentes problemas e bugs nos Jogos, o que não interessa a essas empresas, uma vez que o suporte para alguns desses jogos termina logo nos primeiros meses. Depois é a questão das drivers gráficas e de som, cada uma delas acaba compilada de forma diversa no kernel, o que iria originar outras problemáticas nos jogos. Aqui confesso, a culpa também é um pouco deste nosso mundo do Linux, mas não há forma de negar o que é óbvio: há má, ou nenhuma vontade por parte dessas empresas em suportar o Linux. Depois temos a constatação óbvia, quem gosta de jogar compra uma consola de última geração, o pc é uma estação de trabalho, tudo o resto é encher os bolsos aos fabricantes de hardware de topo…

 

Fora estas questões que têm resposta fácil, não vejo outros argumentos. O linux é rápido, o linux é cada vez mais acessível, o linux é educativo e ensina muito sobre a informática e o hardware da nossa máquina, o linux é seguro, o linux é multifacetado… Não percebo o que mais podem exigir de um sistema operativo.

Poderíamos agora iniciar a nossa viagem por esse mundo do OpenSource, em especial pelo mundo do Linux. De qualquer forma este post pretende ser, de certa forma, um convite ao teste de distribuições Linux para os mais iniciados nesta matéria.

Primeiro, e o mais importante de tudo, nunca instalar Linux em “dual boot” com windows, acreditem, simplesmente não resulta, acabam sempre por voltar para o windows, e para isso eu não me dava a este trabalho. Se dão mais uso à vossa máquina para jogar, esqueçam, nunca instalem sequer linux, temos de ser claros e as coisas têm que ser lançadas para cima da mesa, sem rodeios. Eu utilizava muito o meu pc para jogar, daí eu ter o meu sistema em dual boot, mas no final acabava sempre por utilizar o windows porque no final eu jogava sempre, ora, para resolver este meu grande problema, comprei uma consola de última geração. Resultou, simples…

Portanto, esqueçam o dual boot.

Antes de pensarem sequer em instalar uma qualquer distribuição Linux, pensem muito naquilo que querem da vossa máquina e nas suas capacidades (leia-se “qualidade e capacidade do hardware”). De seguida dão um salto na DistroWatch. verifiquem a tabela “Page Hit Ranking”, verifiquem as distribuições com mais popularidade, ter uma distribuição muito popular é essencial para um iniciado, é a garantia de que há suporte e ajuda suficiente para enfrentarem as vossas maiores dúvidas e problemas iniciais. Pessoalmente eu aconselho Ubuntu ou OpenSuse para começar. Contudo isto é meramente indicativo, diz-me a experiência que nunca vão gostar daquilo que vos aconselham a curto/médio prazo, portanto, devem antes de mais “folhear”, ou se preferirem “linquear”, a página da DistroWatch, ler as reviews (análises) das últimas versões e perceberem quais os pontos fortes e fracos de cada distribuição.

Outra questão que devem sempre ter consciente é que, por muito que agora digam que não, vão precisar de utilizar muitas vezes a “consola” da vossa distribuição, mais do que aquilo que pensam. Alterar alguns ficheiros chave da vossa distribuição, correr algumas aplicações, entre outras coisas, necessita do uso da consola. Dou o exemplo do “xorg.conf”, um ficheiro base do sistema e que por vezes necessita de uns retoques para ficar, vá lá, “quase perfeito”. Esse ficheiro está relacionado com muitas coisas do vosso sistema, em especial os componentes, tal como o ecrã, a placa gráfica, o rato, o teclado, etc… No caso do Ubuntu o meu sistema tem quase sempre dificuldade em assumir a profundidade “32 bits” depois de instalar as drivers NVidia, o que me obriga a alterar o xorg.conf manualmente (atenção que nunca se deve alterar um ficheiro base do sistema sem antes criar um “backup” do mesmo, acreditem, as coisas podem e acabarão por correr mal mais tarde ou mais cedo). Outro exemplo disto que vos posso dar é o facto de correr o “nvidia-settings” em modo utilizador normal não resultar bem, isto porque quando queremos aplicar as alterações que fazemos, isso não é possível… É um problema estúpido do Ubuntu, no meu sistema isso sempre acontece, a resolução é fácil, basta abrir a “consola” (em alguns sistemas dá pelo nome de “terminal”) e executar o comando “sudo nvidia-settings”, isto dá acesso ao nvidia-settings com especiais privilégios de administrador, ou “root” como chamam na gíria.

Portanto, resumindo em concluido, todos aqueles problemas que não se conseguem resolver através de simples cliques, vão levar-nos ao uso da consola, portanto mentalizem-se, a curto/médio prazo, devem procurar dominar muitos dos comandos da consola. Isto surge com o tempo e ao fim de seguirmos alguns “tutorials” e ajudas na internet. Afinal de contas, a liberdade também dá trabalho…

Outra coisa que devem ter em conta no vosso sistema é a qualidade/capacidade do vosso hardware. Se efectivamente têm hardware bastante recente podem encontrar dificuldade em a vossa distribuição reconhecer grande parte desse hardware, isto complica ainda mais quando temos portáteis topo de gama. A solução é optar por uma distribuição que suporte hardware a rodos, exemplo do OpenSuse (que suporta muito hardware, tem um bom gestor de hardware em ambiente gráfico e é bastante “user friendly” em praticamente todos os campos), ou do Sabayon (uma distribuição baseada em gentoo, quase perfeita, suporta muito hardware [até agora nunca tive problemas, o que é caso raro na minha experiência], é “userfriendy” quanto baste e muito rápida…). Ora, se por outro lado têm hardware modesto, podem optar por qualquer distribuição, não terão problemas de maior e todos os que possam surgir já terão solução fácil na internet, certamente.

Se por outro lado têm uma máquina muito antiga, ou têm um PC velho encostado e sem utilização, devem optar por um sistema operativo leve. Gentoo será uma escolha, mas acreditem, se são iniciados, esqueçam que eu disse isto. Outra opção é o “damn small linux“, de qualquer forma continuam a precisar de alguma experiência para a conseguirem instalar em configurar acertadamente. A opção final será utilizar o “ubuntu” que é leve o suficiente em quase todo o tipo de sistemas, contudo o “ambiente gráfico” poderá ter algum problema, ou então simplesmente arrastar-se nessa máquina.

Outra coisa que devem à partida ter em consideração é qual o tipo de “ambiente gráfico” que pretendem. Em windows o ambiente gráfico que conhecem é o “windows explorer” (não confundam com “internet explorer), aquela coisa engraçada com muitas janelas de que todos gostamos muito (agora essas janelas até parecem vidro, com grandes efeitos de transparência que “matam” a vossa máquina). Em linux vão encontrar coisas ligeiramente diferentes, mas muita da base que lembram do windows encontra-se lá, aliás, muitas vezes vão ouvir a expressão “GUI” para se referir a ambiente gráfico. Esses ambientes gráficos são muitos, muitos mesmo, alguns exemplos:

Confuso? É natural, esta lista foi directamente retirada da wikipédia, puro copy/past para poupar no trabalho, contudo aqueles ambientes que realmente sobressaem nos nossos dias são 4:  KDE, Gnome,  Xfce, Fluxbox. No caso do KDE e do Gnome, encontramos ainda a possibilidade de ter alguns efeitos que vem já incluida em praticamente todas as distribuições linux, falo do compiz fusion. Querem alguns exemplos das capacidades deste pequeno grande brinquedo?

Pessoalmente, e voltando ao tema,  eu gosto do Gnome, sempre gostei, sempre achei o mais limpo e o mais agradável. Contudo andam aí algumas demonstrações do KDE 4 que me parecem muito positivas mesmo. De qualque forma devem experimentar vários ambientes gráficos até encontrarem aquele que mais vos agrada. Dizem que o KDE é o mais semelhante ao windows, pessoalmente discordo, o Gnome é mais parecido com o windows no meu entender, contudo isto são opções, a vossa é aquela que conta.

KDEgnome

 

Agora, e para concluir, é tempo de esclarecer de uma vez por todas, utilizando 3 argumentos sólidos que realmente convencem de que vale relamente a pena abandonar Windows e passar a utilizar Linux:

1. É livre, podem fazer o download em tráfego nacional, podem alterar a código fonte de vossa livre e espontânea vontade sendo que apenas o podem distribuir precisamente nos mesmos moldes em que o receberam (ou seja, gratuitamente).

2. É gratuito, tendo um conjunto vasto de software (todo ele também gratuito) que vem instalado de origem e que serve para todos os fins. No OpenSuse encontramos software de todo o género, passando por utilitários para desenho de sistemas informáticos, passando por utilitários relacionados com a geometria, com a matemática, com a física, com a química, com a gramática, etc. É simplesmente uma distribuição preparada para qualquer necessidade. Do mesmo modo a maioria das distribuições vem com um vasto leque de software de produtividade, design gráfico, audio e vídeo, todo ele gratuito, exemplo do OpenOffice e do Gimp, mas igualmente o MPlayer e o Banshee. Isto são apenas exemplos, muito mais encontrarão nativamente no nosso sistema e a preço zero.

3. É estável, seguro e actualizado, isto porque tem uma enorme comunidade que trabalha arduamente hora após hora, dia após dia resolvendo muitos dos problemas que são reportados pelo utilizadores linux, sendo que muitas distribuições são  “refrescadas” de 6 em 6 meses, tal como o Ubuntu, sendo que os updates aos variados componentes são, ora diários, ora semanais, sendo que aqui o Ubuntu também sobressai: pouco tempo depois da saída de cada versão mais recente de algum software, muito rapidamente há um update online disponível.

 

Todas as outras vantagens convido cada um de vocês a partilhar connosco comentando este post.

Abraços.




Ubuntu 10.04

Ubuntu: For Desktops, Servers, Netbooks and in the cloud
Dezembro 2007
S T Q Q S S D
« Nov   Jan »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  

Petição contra o Novo Acordo Ortográfico

manifestodefesalinguapoug5

Plágio!

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape

Visitas

  • 430,704 visitantes