15
Out
07

Blog Action Day, o meu contributo para esta nobre causa!

 

Hoje é o grande dia para todos aqueles que, tal como eu, subscreveram a preocupação dos organizadores do “blog action day”. Assim, servindo de nota introdutória, há que salientar o mais recente vencedor do Nobel da Paz, Al Gore (não esquecendo que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas foi igualmente vencedor), uma clara demonstração do painel para a atribuição do Nobel de que as questões ambientais podem fazer hoje toda a diferença para a prevenção de conflitos e conservação da paz. Ele (Al Gore) que já foi Vice Presidente dos Estados Unidos da América, nada mais nada menos que o segundo país com mais emissões de gases para a atmosfera (salientando que a China ultrapassou os EUA em 8% durante o ano passado). Al Gore já há bastante tempo que largou a política para se dedicar a esta nobre causa que é a sensibilização do planeta para o flagelo do aquecimento global, da emissão de gases de estufa para a atmosfera e de certa forma com a poluição em geral, tudo fruto da acção humana e que, discute-se, é da maior relevância para o que neste momento acontece no mundo.

 

Esta pequena introdução lança muitas ideias para o debate, podemos começar logo pela que deixei na última frase. Hoje discute-se se tem sido realmente relevante a acção humana para o aquecimento que tem assolado o nosso planeta. Cientistas por todo o mundo olham o que se passa como mais um acontecimento natural e cíclico que sempre acompanhou o planeta desde a sua formação, consideram que os homens têm uma ideia inflamada de si próprios por se considerarem mais responsáveis que a própria força da natureza na questão do aquecimento. Este é um argumento forte especialmente se considerarmos que antes de qualquer era glaciar se verificou um anormalmente acelerado aquecimento do planeta, bem como pequenas mini eras glaciares, são factos, não há como os contornar. Contudo temos de perceber uma coisa, ainda que tudo isto seja uma consequência natural e não haja verdadeiramente nada a fazer, não pode este argumento relevar como forma de lavarmos as mãos da obrigação de zelarmos pelo planeta. As gerações que estão agora a crescer e as que virão depois deles querem um mundo tão bom ou melhor do que aquele que encontramos, será que é verdadeiramente isso que estamos a deixar? Estudos do já falado Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas revelam algo assustador, aquecimentos previstos na ordem dos 1,1 e 6,5 °C entre 1990 e 2100. Acho que isto mostra aquilo que realmente está a acontecer, de uma forma ou de outra, só há um modo de saber se a nossa acção tem ou não peso para o resultado: Agindo!

 

Não nos deixemos iludir pelas aparências, o planeta já não é o que costumava ser e, ainda que o possa aparentar, já não está equilibrado e podemos mesmo até já ter ultrapassado o ponto sem regresso. Nos dias que correm, mais do que nunca, verificamos padrões acentuados de enchentes, precipitação descontrolada e até mesmo secas. Tudo isto vai acabar por se manifestar na agricultura, manifesta-se já na destruição progressiva dos glaciares, na escassez de fluxo fluvial durante o verão, na extinção de espécies e até mesmo no aumento do número de doenças resultantes ou, por um lado, na seca e desidratação, ou por outro ainda, em desastres naturais que se desenrolam neste preciso momento e continuarão a níveis mais acentuados.

 

Muitos países assinaram já o Protocolo de Quioto, este abrange muitas questões, em especial as questões ambientais e as temáticas do combate à emissão de gases de estufa. Sem dúvida que o Protocolo em si é louvável, mas estarão os países que o assinaram realmente empenhados no seu cumprimento e respeito?

 

Vejamos a questão das energias limpas e renováveis, caso da eólica que hoje representa já uma quota significativa mas ainda insuficiente no nosso País e na generalidade do planeta, energias essas que como bem sabemos são dispendiosas e só trarão benefício a médio/longo prazo. Quantos países realmente investem nesses tipos de energia? Não estamos ainda na era da energia fóssil? E quando terminar o petróleo, como será o nosso futuro se não nos prepararmos para ele? Não surgirão uma série de conflitos internacionais derivados do facto? A viragem é urgente, não podemos simplesmente esperar que o recurso esgote e só depois diligenciar um esforço há muito devido para compensar a sua escassez, sob pena de possíveis guerras (será que já hoje não se fazem?) tendo por origem o controlo do ouro negro.

 

Mas isto não se fica por aqui, vamos à velha questão dos pólos. Os glaciares têm vindo a reduzir e, comparativamente com 1950, calcula-se que a redução esteja na ordem dos 10% a 15%, isto pode parecer pouco, NÃO É, é um valor considerado de colapso, poderá ser já um valor que não admite retorno. Isto não é por si só conclusivo, uma vez que os glaciares estão já a recuar desde a era Napoleónica e do mesmo modo o aquecimento global pode ter factores variados, seja a actividade solar, emissões vulcânicas, variações na órbita terrestre e também os tão citados gases estufa. A ciência não consegue ser conclusiva quanto à nossa responsabilidade agravada neste caso, mas uma coisa podemos ver claramento: nada temos feito para melhorar os nossos maus hábitos.

 

Estão em causa valores económicos, sim meus amigos, o que está em causa é o verdinho (como diriam os nossos amigos Norte Americanos). O que os “senhores do verdinho” se esquecem é que quando o mundo deixar de existir como o conhecemos talvez o verdinho deixe de servir para alguma coisa.

 

Avante, em 1824 Joseph Fourier descobriu aquilo que hoje e desde esse momento foi designado por Efeito de Estufa, mas só em 1896, por responsabilidade de Svante Arrhenius, se contabilizou o mesmo. Como todos sabemos, ainda que as definições possam variar, especialmente aquelas provenientes do senso comum como é a seguinte: o efeito de estufa consiste numa absorção do calor e consequente défice de libertação do mesmo por responsabilidade dos gases libertados pelo homem e outros naturais, daí que ele permaneça no planeta e tudo isto gere uma efeito “bola de neve” (ainda que saibamos que a força da expressão não representa o efeito, porque a bola derreteria); Cientificamente diz-se que o Efeito de Estuda é um processo de absorção e emissão de radiação infravermelha pelos gases atmosféricos de um planeta, resultando no aquecimento da sua superfície e atmosfera. Mas uma vez mais a ciência discute esta questão, porque o referido efeito sempre se verificou no nosso planeta, sem ele a temperatura seria aproximadamente 30ºC mais baixa. Portanto, o que realmente importa saber é quais os gases que realmente provocam ou aceleram este efeito e espantem-se, o vapor de água é o principal responsável! Contudo há ainda que salientar a responsabilidade do dióxido de carbono, do metano (cada peidinho que damos ajuda ao efeito de estufa, eu sei, é hilariante, mas os seus efeitos são mais devastadores ainda, no reino unido há um tipo de ovelhas que libertam tanto metano que este está a destruir a camada de ozono no local criando um buraco) e o próprio ozono. Todos os outros gases só muito residualmente são responsáveis por este efeito. Daí que toda esta questão do efeito de estufa gere uma acentuada discussão no seio dos cientistas, nada pode comprovar que realmente nós estamos a provocar ou a acentuar o efeito de estufa.

 

Sabe-se, porém, através de análises geológicas, que a última vez que se verificou igual quantidade de CO2 no planeta foi há 20 milhões de anos. Ora, isto significa alguma coisa, isto quer dizer que, coincidência ou não, o homem tem responsabilidade. Uma vez mais estudos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas demonstram que a emissão de CO2 proveniente da actividade humano, em especial a da queima de combustíveis fósseis (aqueles que os donos do verdinho tanto gostam), tornaram o panorama actual muito pior do que aquele que seria por efeitos naturais. Mas calma, os combustíveis fósseis não acabaram e são suficientes para atingir um nível de colapso, portanto, homens do verdinho, não desesperem, ainda têm muito para destruir e descaracterizar durante as vossas miseráveis vidas.

 

Portanto, façam o raciocínio comigo: mais CO2 na atmosfera = efeito de estufa = Aquecimento = evaporação de água (Lembram-se? O maior responsável pelo efeito de estufa) = Mais Aquecimento…, e por aí adiante. É um ciclo vicioso. Digamos que o efeito acontece sempre, sempre aconteceu e sempre acontecerá até um colapso e consequente era glaciar que tudo repõe, por este andar o homem não vai estar aqui para ver as coisas como elas eram antes de nós entrarmos em cena.

 

Vá, deixemos as teorias, as discussões científicas, o que quer que seja e vamos salientar o que realmente importa: Os resultados de tudo isto!

 

 

 

Portanto, a partir daqui esta pequena e modesta dissertação sobre a calamidade que se aproxima entra num outro plano, aquele que mais duramente nos vai afectar se nada mudar até lá (e mesmo que mude nada está garantido).

 

Apesar de ainda não verificarmos reacções e mudanças de fundo por parte dos governos de todo o mundo a fim de legislar com espírito ambientalista, impondo regras ambientais para a indústria, passando pelos serviços e terminando nas nossas casas, bem como sanções para todos aqueles que não cumprem, dizia, apesar de nada disto ainda ter sido feito, assistimos já a grandes discussões, cimeiras, fóruns que tratam estes assuntos apontando já soluções. O Blog Actio Day é igualmente um bom exemplo da crescente preocupação. O que é certo, porém, é que em acções reais, até agora, pouco mais do que nada há a verificar a fim de se poder considerar como uma melhoria significativa, apenas algumas mudanças de atitude quando na televisão e o resto é vento (pena que não haja dispositivo na cabeça dos políticos para o aproveitar). Há ainda muitos que consideram que o mal maior será a economia, mas esquecem-se que o meio ambiente, os habitats e a vida natural e selvagem são os que verdadeiramente vão pagar a factura do que nunca pediram.

 

O aquecimento global, tal como vimos, tem origem na diminuição da cobertura de gelo, aumento do nível do mar, mudanças dos padrões climáticos, etc, tudo isto vai influenciar directamente não apenas o homem mas igualmente os ecossistemas, espécies serão obrigadas a abandonar os seus habitats naturais invadindo outros, o que vai originar novas cadeias alimentares que poderão deixar as espécies mais fracas sem alimento levando à sua extinção.

 

De igual modo, com a subida do nível médio das águas do mar, muitas ilhas, em especial as do Oceano Pacífico, ficarão submersas. A água do Oceano aquece progressivamente e em proporções muito elevadas, bem como a temperatura ambiente à superfície da terra, e isto leva a que o gelo glaciar derreta, mas não é apenas este que vai fazer a diferença, falamos igualmente do gelo concentrado nas montanhas mais altas do planeta (não se esqueçam que praticamente toda a água termina invariavelmente no oceano). Nos próximos 100 anos a previsão é para um aumento compreendido entre 14 e 43 cm, e não se está a ter em conta possíveis subidas ou descidas naturais do solo por acção das forças tectónicas, fala-se apenas em subida do nível médio dos oceanos.

 

Depois temos ainda a questão das nuvens originadas pelo aquecimento global, que como sabemos propiciam o efeito de estufa em larga escala por absorverem a radiação infravermelha, mas do mesmo modo também, quando em larga medida, reflectem muita da luz solar o que pode propiciar arrefecimentos e estes darão origem a precipitação em larga escala que, como vemos já pelo exemplo Norte Americano, resultam em furacões e outro tipo de catástrofes naturais análogas.

 

Tudo isto são efeito imediatos, obviamente que não devemos esquecer das catástrofes humanas que poderão e estão já a acontecer por acção desta conjuntura.

 

Não é por aí que quero entrar, ainda que um tratamento de choque não fizesse mal a muito boa gente, contudo especular não é a minha área.

 

Vamos portanto verificar alguns resultados a que chegou a comunidade científica:

 

  • Face à anterior previsão de uma subida da temperatura média global até ao final deste século situada entre 1,6 a 5,8 °C, este ano foi já necessário rever os valores que agora se encontram previsto em 1,1 a 6,5 °C.

  • 2 mil quilómetros quadrados de deserto. É a quantidade de solo que se transforma em deserto todos os anos por acção do aquecimento global.

  • Uma subida de temperatura compreendida entre os 2 e os 3 graus até ao final do século, e calculam, fará desaparecer 40% das árvores da Amazónia.

  • A zona de gelo de Gangotri no Himalaia reduziu em 2 quilómetros (é agora apenas 25 quilómetros) em apenas 150 anos.

  • A nossa atmosfera tem hoje mais de 750 biliões de toneladas de CO2.

  • De acordo com estudos publicados pela National Sachetimes de Nova Iorque em Julho de 2005, mantendo os padrões actuais, 100 são os anos que restam ao gelo dos pólos, isso irá provocar o fim das correntes marítimas no oceano atlântico, o que fará que o clima fique mais frio, uma autêntica contradição baseada na lógica já aqui manifestada: quanto mais quente numas zonas, mais frio noutras!

  • Esta vem na sequência da anterior, só o Hemisfério Norte ficará mais frio, o resto do mundo aquecerá ainda mais alterando completamente as épocas das chuvas e do calor originando secas em alturas incaracterísticas.

  • Do mesmo modo, tudo isto faz com que a teoria da “selecção natural” veja os seus moldes alterados para padrões mais rápidos, assim as espécies evoluirão muito mais rapidamente do que até agora a fim de se adaptarem ao novo ambiente, os resultados destas adaptações rápidas são desconhecidos.

  • Nas próximas décadas, variados estudos o apontam, a taxa de extinção de espécies em mar e terra ascenderá entre 9% a 58%, o que pode variar entre as espécies marítimas e terrestres.

 

 

Agora factos:

 

  • O Árctico e a Gronelândia estão a derreter.

  • Os furacões e outro tipo de catástrofes naturais provocadas pelo aquecimento global estão cada vez mais fortes e imprevisíveis.

  • O Brasil está agora em rota de colisão com vários Ciclones.

  • O nível do mar sobe a cada ano que passa e continua a subir a ritmos mais elevados.

  • Os desertos avançam.

  • As Nações Unidas estimam que anualmente morrem 150 000 pessoas vitimas de secas, inundações, catástrofes naturais e outro tipo de fenómenos resultantes do aquecimento global.

 

 

Tudo isto para quê?

 

Para que as pessoas abram os olhos, pressionem os seus governantes, mostrem o exemplo aos seus filhos, censurem todos os que ignoram isto e preferem olhar o seu umbigo, se manifestem contra os poderes económicos que apenas têm a perder com as medidas ambientais, boicotem produtos de países como a China e os EUA (maiores emissores de CO2 no mundo), em suma, para que todos saiam à rua e saibam que é tempo de agir. E é um pouco nesta sonda, num tom de alarme, que decidi iniciar esta exposição.

 

 

 

Agora, porque de nada vale o simples acto de apenas alarmar, vou debruçar-me um pouco sobre várias formas de cada um de nós em nossas casas, melhorar o ambiente que nos rodeia. Tudo tem de começar pelas pessoas, pela alteração dos nossos hábitos e da nossa forma de pensar, só depois poderemos aspirar a algo maior.

 

Sendo assim é importante verificar que hoje os ecopontos proliferam, bem como os pilhões, já não faz sentido algum meter tudo para dentro de um saco e deixar à porta de casa ou do prédio. Esse hábito é feio, pouco higiénico e em nada beneficia o ambiente. Devemos preocupar-nos em dividir o lixo em partes, plástico e metal, papel e cartão, vidro a fim de serem reciclados e assim pouparmos os recursos naturais. As pilhas velhas nunca devem ser juntas com o lixo comum, estas nem tão pouco devem ser mantidas em casa, pelo contrário devemos ter pressa em as depositar em pilhões. Depois há a velha questão dos lixos orgânicos e aqui pouco há a fazer se moramos em apartamentos, mas quem como eu mora numa vivenda deve aderir à técnica de compostagem doméstica, basicamente é um espaço no nosso quintal ou jardim que tapamos com um plástico e onde vamos colocando os resíduos orgânicos, estes, por acção natural, transformam-se lentamente em fertilizante natural que podemos utilizar na jardinagem, nos nossos quintais, etc. Assim podemos enriquecer a terra com recurso a fertilizante natural, ao contrário do sintético que costumamos comprar e faz muito mal à terra e às águas do subsolo.

 

Podemos ainda relembrar muitos dos bons hábitos que nos ensinaram na nossa escolinha, nunca cortar árvores (não confundir com o acto de “podar”, quando se sabe o que se está a fazer) ou destruir plantas, e aqui lembro o nosso hábito de destruir pinheiros durante o Natal. Sempre que possível plantar árvores de espécies autóctones, nunca alienígenas, ou seja, podemos estar a danificar gravemente o solo e as árvores de toda uma região se decidirmos plantar uma árvore que trouxemos de uma outra zona do país, ou de outros países, ou até mesmo de um país tropical. Em nossas casas e nos nossos jardins também podemos sempre criar ninhos artificiais ou comedouros ajudando assim a preservar algumas espécies de aves (ainda que eu saiba que isto é dispendioso e nem todos têm essa possibilidade), para os mais vaidosos e ligados às aparências, acreditem que é muito bonito ter aves em torno das nossas casas.

 

Quem sabe até, se todos admitimos que temos um pouco de tempo livre, colaborar em acções organizadas pelas associações de defesa do ambiente locais e nacionais.

 

Há ainda a questão da forma como nos deslocamos, sim, eu sei que é muito cómodo entrar no nosso carro e confortávelmente dirigir até ao destino, é um hábito bem português, mas que é um dos principais responsáveis pela emissão de gases de estufa na atmosfera. Devemos privilegiar os transportes públicos e quem sabe até andar um pouco a pé, como resultado poupamos em combustível, a nossa saúde agradece e o ambiente sorri. Mas se realmente tem dificuldades em largar o seu automóvel por questões profissionais, então tenha em atenção as taxas de consumo do seu veículo, aprenda a conduzir suavemente evitando travagens e acelerações bruscas, mantenha o carro sempre afinado e revisto por mecânicos competentes.

 

E quanto a você que passa a vida nas limpezas, faz a menor ideia da quantidade de produtos que contêm solventes que tem utilizado? Imagina o quanto está a danificar tanto a sua saúde como o ambiente?

 

Ou mesmo você que fuma? Não estará na hora de pensar que o seu acto prejudica não só a sua saúde, mas igualmente a dos outros e o ambiente?

 

Além disto tudo, devemos pensar que gastamos muita mais água do que aquela que conseguimos tratar e remover o sal. É urgente medidas de poupança de água nas lavagens da roupa, da loiça, no duxe, etc, e tudo isto pode passar tanto por nós como pelas empresas que fabricam máquinas para lavar roupa e loiça. Depois tem a questão de nos esquecermos muitas vezes das torneiras abertas, ou de as termos com problemas e a pingar. Sabia que uma fuga de apenas uma gota por segundo gasta cerca de 11000 litros de água por ano?

 

Há ainda a questão da energia que consumimos diariamente, em casa todos temos certamente iluminação, frigorífico, máquina de lavar roupa, talvez uma máquina de lavar loiça, um forno ou fogão eléctrico, um micro ondas, talvez até um ar condicionado, uma televisão, um computador, uma série de telemóveis que carregamos imensas vezes, etc… Faz a menor ideia da quantidade de energia que estamos todos os dias a consumir? A utilização racional de todos estes elementos é absolutamente essencial tanto para a natureza como para a nossas carteiras (especialmente em tempo de crise).

 

Depois temos, especialmente nas aldeias, o mau hábito das queimadas provenientes, por exemplo, da poda, estas queimas são quase sempre a céu aberto o que pode provocar incêndios. Muitas dessas pessoas esquecem-se que têm fornos a lenha em casa, mais tarde acabam por comprar ainda mais lenha quando poderiam ter juntado em casa aquela que queimaram antes. Uma vez mais o ambiente e a carteira ficam a perder.

 

E quando vamos fazer um piquenique, ou vamos à praia e fazemos ou observamos um dos actos mais feios que há? O acto de deixar o lixo todo no sítio onde estivemos… No meu caso já vi deixarem na praia fraldas de bebé… Muitas vezes as pessoas pensam que alguém virá e irá limpar, mas nem sempre isso acontece e o lixo nem sempre é orgânico e como bem sabemos, por exemplo, um plástico demora séculos a se desintegrar.

 

Muito mais havia a dizer e tudo isto são exemplos que servem para cada um de nós por não abarcar soluções muito técnicas. Mas há soluções muito mais dispendiosas e complicadas que devem ser aplicadas às grandes indústrias, mas porque não sou perito na área pretendo apenas alarmar as pessoas por via de uma pequenos exemplos perfeitamente inteligíveis no senso comum e para a maior parte das pessoas. Tudo isto são formas de todos mudarmos o modo como encaramos o dia a dia, olhando de fronte as repercussões dos nossos actos, reconhecendo os nossos erros e mostrando a todos, governantes e grandes empresários industriais incluídos, que queremos mudar.

 

Isto não deve apenas ser ensinado nas escolas, os adultos deveriam, até mais do que as crianças, fazer um esforço neste sentido e de se sentirem na obrigação de ensinarem os seus filhos estas boas práticas.

 

 

 

Este foi o meu modesto contributo para este dia tão importante, é urgente que a denuncia parta de cada um de nós, compreender estes fenómenos é tão ou mais importante que o esforço que teremos de fazer para os tentar evitar, portanto façamos deste flagelo o assunto de café, o tema de conversa com os amigos e familiares. No fundo aquilo que todos devemos procurar é ser cada vez mais humanos.

 

 

 

 

 

Fonte dos valores apresentados: wikipédia

 

 

 

 

 

abraços

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