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Um blog para…

… o que quer que seja, é assim que podemos encarar os blogs dos nossos dias. Ponto assente: todos podem ter um blog. Diria que este fenómero caminha para um nível semelhante ao fenómeno de “ter um telemóvel”. O hi5 já atingiu esse nível (ou níveis muito equivalentes), os blogs caminham para lá e os passos são cada vez mais largos. Há quem prefira alojar o código num servidor próprio e escolher um domínio, mas na maior parte dos casos, o utilizador visita um “blog service provider” (BSP), escolhe um nome para o seu blog e começa a sua aventura.

Eventualmente o hi5 esgotará e deixará de estar na moda, esse é um futuro muito próximo, projectos como o hi5 tendem a ser fenómenos de uma ou duas gerações que são ignoradas pelas vindouras, estes procuram ser, por assim dizer, “diferentes”. Essa será, no meu entender, a grande deixa para os blogs pessoais uma vez que o chamado “space” não vingou. Mas não é este o único tipo de blogs que eventualmente o utilizador pode preferir, ainda que talvez num momento inicial o seja claramente, mas com experiência acumulada logo o comum dos mortais se apercebe das potencialidades de um blog.

Na minha universidade, mais concretamente no meu curso, está na moda os delegados de cada ano terem um blog com variadas funções, sejam elas avisos, local de esclarecimento de dúvidas, repositório de material e bibliografia essencial, entre outras. Mas não olhemos as coisas como estão, vejamos antes como estava: era costume criar contas de email para as quais os professores enviavam documentação e material. Essa conta de email tinha uma password e essa era conhecida apenas pelos alunos, mas bem sabemos a insegurança que isso causava, qualquer aluno podia entrar na conta, ler o conteúdo e apagar ou até alterar o mesmo; Parece-nos claro que este sistema é impraticável. A essa conclusão chegou a minha escola e agora o que temos são os blogs onde os conteúdos estão alojados num alojamento pessoal (estes também proliferam gratuitamente nos nossos dias).

Virtualmente as possibilidades, quando perante um blog, são tão infinitas quanto na hipótese de construção de um site de raiz, ainda que saibamos que apenas podemos colocar a questão num plano “virtual”: se um problema surge em relação a uma entrada e esse se encontra no código fonte do blog, não será possível resolver o problema por nós próprios. Contudo eu assumo que quem procura um blog não está interessado em desenvolver infinitamente o seu código fonte, mas antes procura uma funcionalidade excepcional e dinâmica, fácil e rápida. No fundo isto não é linear, cada blogger é um blogger, apenas estou a generalizar positivamente

Por outro lado ainda, este mundo (o dos blogs) não pára de se desenvolver e hoje há já variadas metodologias para rentabilizar um blog, mas sejamos directos e claros, a opção de rentabilizar um blog exige que o código fonte esteja alojado num servidor próprio e que o blogger perca tempo a o estudar e alterar um pouco. Digo isto não apenas por questões técnicas, mas porque questões legais relativas a algumas soluções como o adsense não são fáceis de ultrapassar e muitos são os BSPs que impedem este tipo de opções num blog alojado nos seus servidores. Este é apenas um exemplo, há muitos mais, rentabilizar um fórum não é coisa do outro mundo tal como o colega Rui Augusto do PlanetGeek, mas é necessário ter em atenção estas, entre outras questões que o seu blog desenvolve brilhantemente.

Hoje os blogs multiplicam-se em funções, ora para fotos, ora para informação, ora para fins pessoais, ora para análises e críticas, ora para notícias, ora para comunidades (começa já a ser uma realidade), ou até mesmo para convívio (ainda que o fórum continue a ser a sede aprópriada para o efeito), etc. Isto tem implicações que muitos de nós ainda nem tão pouco pararam para tentar perceber. A internet está a mudar, os padrões que a sustentam igualmente, mas porque muda, em que sentido e o que está na origem de tudo isto?

Eu não tenho dúvida nenhuma que estamos perante uma nova era do mundo da internet, a era da “Vida Virtual”, este conceito não passa apenas por jogos tal como o “Second Life”, vai muito além disto. Na internet podemos estar a assumir uma postura idêntica à vida real, mas não deixamos de estar a vivenciar outra dimensão que não faz sentido, ou muito dificilmente o fará fora desse meio. Melhor ainda, o próprio meio que é a web incentiva o utilizador a participar e a criar de tal forma que na vida real só muito residualmente poderia acontecer.

O blog é o corolário de tudo isto, muito mais do que o hi5 que apenas é uma janela, o blog vai mais longe, é a janela, o quarto, a casa. Graças aos blogs podemos ser jornalistas, podemos ser artistas, um fotógrafo, um poeta ou escritor, um pintor quem sabe, podemos ser um crítico, etc. As possibilidades são, tal como disse, virtualmente infindáveis. Isto é o que nos permite sair do anonimato sem contudo perder o bónus de estarmos perante duas vidas paralelas, mas completamente distintas e sem que haja impedimento a que uma possa beber da outra. Já não é necessário ser geek para ter um site funcional, intuitivo, dinâmico, cumprindo o seu código alguns requisitos básicos (e bem sabemos como é raro encontrar sites com um código absolutamente irrepreensível). Para o efeito basta ter uma coisa: Internet.

Depois a escolha o BSP é igualmente importante, este é um passo essencial que para muitos bloggers iniciados é completamente alienado para segundo plano. Nada mais errado. Escolher um bom BSP é tão essencial quanto a construção de bons textos, originais e criativos, e com o tempo todos acabam por se aperceber que cometeram um erro muito grande em não ter estudado um pouco mais o local onde queriam o seu blog. Isto tem a ver não apenas com as regras, liberdades e funcionalidades que cada BSP oferece, vai mais além, a questão da projecção do blog nos motores de busca é igualmente essencial. Nem sempre podemos estar à espera que os nossos visitantes partilhem o link com os seus amigos, isso é muito raro. Nos dias que correm todos sabem utilizar um motor de busca, mesmo que de forma primitiva, todos sabem que é num motor de busca que de tudo se encontra, e muitas vezes determinadas palavras chave redireccionam para o nosso blog e isso é igualmente uma importante fonte de sucesso. Uns BSPs têm mais, outros menos projecção no google. Do mesmo modo a agregação, as parcerias com outros bloggers entre outras questões são igualmente importantes para o sucesso de um blog.

Mas para não dispensar, voltemos ao ponto em que dizia que a maioria das pessoas não se pergunta porque muda a web e os seus padrões. Podemos nós ignorar o facto de os blogs estarem a alterar de uma forma clara e forte o modo que evoluem os padrões da web?

Os números são absolutamente avassaladores. Em 2006 verificou-se um número de 27,4 milhões de blogs em todo o mundo, sendo que este número tinha aumentado 60 vezes quando comparado com os números de 2003. Diariamente, estimaram para 2006, eram colocados online 50 mil posts. Fazem ideia de quantos blogs vão existir até ao final deste ano? Será que a web fica indiferente a este fenómeno?

Não estou em condições de desenvolver muito mais esta temática até porque não domino os conceitos técnicos essenciais para o efeito, mas é um desafio que lanço a todo aqueles que olham este post com atenção e interesse: todos devemos estar de mente bem aberta à blogosfera e à forma como a web acompanha o seu fenómeno, mas não apenas, devemos estar atentos à forma como podemos aproveitar este facto em favor dos nosso projectos pessoais que passam pelos blogs.

 

Este é o pensamento que vos deixo.

 

Abraços.

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1 Response to “Um blog para…”


  1. 6 de Outubro de 2007 às 14:14

    A minha é bem mais simples e bem mais pessoal, tal como o meu blog que é de carácter intimo: Para mim o blog é uma terapia! A minha terapia!

    Claro que gostava que o meu bog fosse de foro cultural, mas as circunstancias do momento não me permitem fazê-lo.


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