Arquivo de Autor de m16

12
Nov
09

OpenSUSE 11.2

medium.en

Finalmente!!! Uma das minhas distribuições GNU/Linux favoritas acaba de atingir uma nova versão (11.2) que promete! A opção de lançar novas releases a cada 8 meses, quanto a mim, foi meritória e permite lançar compilações mais maduras e com mais tempo de testes intensivos (não terão as outras distros a ganhar com este exemplo?). Aparentemente esta versão aposta forte no novo KDE 4.3 como poderão ver pelos screenshots.

Deixo aqui o índice do que podemos encontrar no OpenSUSE 11.2:

Ficam também uma review da versão RC e outra review da versão final.

Já agora, download do OpenSUSE 11.2 aqui!!!

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Screenshots

11
Nov
09

Robert Enke (1977 – 2009)

Robert_Enke_Tribute[1]

09
Nov
09

A Velhice e a questão da dignidade!

Infelizmente, por motivos profissionais, tenho andado “desligado” do mundo das tecnologias, contudo, o mesmo não acontece em relação ao que vai neste país e neste mundo. Hoje li um artigo no Boletim da Ordem dos Advogados n.º 58, de Setembro de 2009, intitulado “Direito à velhice com dignidade”, cujo texto é da autoria de Liliana Fernandes, e as fotos de Fátima Maciel. Nele as autoras elaboram uma análise tão sumária quanto o exige a linha editorial do boletim e, contudo, tão avassaladora que seria impossível passar ao lado, fingido que nada daquilo é connosco.

Não é novidade que neste, como em todos os países deste mundo, os idosos, derivado da sua própria fragilidade, são maltratados e explorados, muitas vezes pelos próprios filhos. Mas uma coisa é saber que isso acontece num universo abstracto, outra coisa é deparamo-nos com situações concretas.

Também não é novidade que a população portuguesa é das mais pobres da Europa, mas é importante que fique claro que, neste momento, a população idosa portuguesa é a quarta mais pobre! De todo modo, se isto explica muita coisa, também não poderá servir para explicar tudo, daí que seja interessante verificar que os casos de violência contra idosos têm aumentado exponencialmente no nosso país, triplicando, o que não acompanha a tendência do crescente envelhecimento da nossa população, que, apesar de tudo, é bem mais ténue. Isto, sendo preocupante, demonstra o quão necessário é estudar o fenómeno, por forma a que seja possível encontrar a origem do problema.

Desta feita, somando as questões do abandono, da dependência e da originária falta de rendimentos que permitam uma velhice com o mínimo de decência e dignidade, muitos reformados são obrigados a manterem actividades profissionais remuneradas. Isto é algo que me choca profundamente, pois que uma Sociedade de Direito não deve obrigar os mais fracos a trabalhar. Uma Sociedade de Direito, solidária, não deve preterir aquelas mulheres que abdicaram de tudo para criarem os filhos. Também elas merecem uma reforma digna da função que exerceram, a de criar o futuro.

Ora, quando alguém é demasiado idoso, ou é já demasiado fraco para trabalhar, ou tem o auxílio da sua família ou, eventualmente, acabará por perder a própria casa, indo viver para a rua. O resto é o que se sabe: pedir, passar fome e frio, dormir ao relento. Terá sido o que aconteceu com Amélia, com 61 anos, que vive na rua já há 14, portanto, desde os 47 anos. Poderão pensar que esta senhora não tem ninguém, mas enganem-se. Na verdade, Amélia tem dois filhos e um deles até é professor e, segundo ela, sabe onde a mãe mora, ou seja, na rua. As instituições, seguro diz, não têm espaço para ela e, assim sendo, não tem outro remédio senão dormir da rua. Depois de uma vida dedicada ao marido e aos filhos, esta terá sido a melhor recompensa que a Família e o Estado lhe puderam dar. No final de contas, confessa, a única coisa de que tem saudades é de uma “casa particular”.

A situação de Amélia é absolutamente trágica, consubstanciando um episódio de omissão de auxílio por parte da Família e do Estado. Neste país tudo é passível de criminalização, andamos todos preocupados com os crimes cibernéticos e companhia, mas ninguém é capaz de parar para pensar que antes de tudo isso já haviam as pessoas e estas, as mais fracas, como se vê, continuam quase tão desprotegidas como no início dos tempos. Não é este tipo de omissão um crime? Não merece isto uma censurabilidade social e jurídica? Infelizmente, como se vê, a indiferença tem sido a única reacção.

E que dizer do caso de “Maria”, uma senhora que, talvez por vergonha, ficciona o seu nome para partilhar a sua história, apesar de uns maravilhosos 82 anos que, a meu ver, lhe deveriam dar um estatuto semelhante ao de qualquer ministro ou presidente da república de meia tigela. O “pior dia da sua vida” foi aquele em que a sua própria filha a empurrou, entalando-a entre o sofá e o móvel da sala por forma a que não se conseguisse mexer, começando logo depois a bater-lhe com uma bengala. Sim, isto acontece e não é tão raro quanto isso. Mas é importante verificar que “Maria” tem mais dois filhos, esteve “três meses doente, só e desamparada”, contudo nenhum deles a ajudou.

Como podemos verificar, a Família, em grande parte dos casos, é o pior dos inimigos. E ficará a pergunta: Se nem a família nos dá apoio, quem dará? A resposta é muito simples: Ninguém! Duvidam?

Em Portugal rejeitam-se idosos em instituições pelo facto de serem portadores do vírus HIV. Os responsáveis não o admitem, contudo fazem questão de dar a desculpa de que não têm vaga. Por outro lado, o número de casos de pessoas que internam nos Hospitais os seus familiares idosos, sem que tenham qualquer problema de saúde, tem aumentado preocupantemente. Muitas dessas pessoas deixam contactos telefónicos e moradas falsos, para, assim, quando o idoso receber alta, não serem contactados. Este, como não tem para onde ir, acabará por ficar na rua assim que o Hospital decidir que não o pode ter mais nas suas instalações. Também não podemos esquecer que a RNCCI (Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados), apesar de ser uma medida louvável, uma vez que presta cuidados de saúde e apoio social a pessoas em situação de dependência, não fornece “camas” suficientes para os pedidos, existindo apenas três mil camas para 19 mil solicitações.

Não vos quero maçar com números e dados, por isso fico por aqui. Talvez passe a scanner as imagens que vêm no artigo em questão para que mais convenientemente percebam o que é ser idoso, fraco, desprotegido, e ter que dormir, comer e viver na rua.

Termino citando, com a devida vénia, a conclusão do artigo:

“A experiência acumulada é hoje, por vezes, desvalorizada; os cabelos brancos são agora apenas sinónimo de velhice e aquela que deveria ser o nosso porto seguro – a família – é quem mais depressa apresenta o «cartão vermelho», lançando para um beco sem saída quem lhe deu a vida.”

02
Nov
09

Braga mostra porque é candidato ao título!

Este fim de semana, face a um S. L. Benfica que todos assumiam favorito, o Braga mostrou porque está em primeiro e é claro candidato ao título. Com uma performance notável, um futebol personalizado e rigor táctico, soube suster a temível vaga ofensiva Benfiquista, acabando por marcar dois grandes golos que isolam o Braga em primeiro lugar na tabela classificativa.

Braga

O Benfica, talvez surpreendido com um grande golo de Hugo Viana, resultante da marcação exímia de um livre directo, apesar de aguerrido e de acreditar até ao fim, não soube dar a volta ao resultado muito por mérito do rigor táctico bracarense e da pressão alta que o Braga sempre soube imprimir, do primeiro ao último minuto.

E, apesar de tudo isto, o Benfica fez um exibição que, não sendo brilhante, acabou por ser boa. Aliás, não será exagerado considerar que o Benfica, não fosse a nomeação criteriosamente selecta do árbitro Jorge Sousa, até jogou o suficiente para ganhar. E digo “selecta” porque, quer queiramos, quer não, o senhor Jorge Sousa, no jogo União de Leiria – Benfica, já havia mostrado claramente que consegue distinguir vários tons de Encarnado, e o vermelho do Benfica não lhe agrada particularmente. Também não deixa de ser curioso que se nomeie um árbitro, sócio do F. C. Porto (e, dizem as más línguas, ex-membro dos Super-Dragões), para arbitrar um jogo que decidia a liderança do campeonato.

Fica um vídeo esclarecedor da qualidade deste árbitro:

*

Finalmente, dar os parabéns ao Braga e, como não podia deixar de ser, dizer-lhe que na segunda volta cá os esperamos na Luz para a desforra!

27
Out
09

S.L. Benfica 6 vs 1 Nacional da Madeira

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S.L. Benfica 6 vs 1 Nacional da Madeira

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Notícias do dia:

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Esta não podia faltar:

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Vídeo:


03
Out
09

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2666Roberto Bolaño

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Eu já estou a ler, e vocês?

27
Set
09

inspirações & expirações III

The Scientist – Coldplay

Nobody said it was easy
It’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard

Oh take me back to the start

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Inspirações & Expirações anteriores:

Inspirações & Expirações I – Carlos Paredes

Inspirações & Expirações II – The Verve

17
Set
09

Como aplicar massa térmica no CPU/GPU

Este é um tema que, apesar de parecer “lame”, está muito longe de ser consensual. A verdade é que, aplicar massa térmica é também uma “ciência” no sentido de existirem variadas técnicas, sendo que cada pessoa utiliza a sua, isto é, a que pessoalmente acha melhor. O que também é verdade é que nem todas as técnicas reflectem bons resultados. Este manual/tutorial não irá reflectir a minha experiência pessoal, pelo contrário, será tão objectivo quando possível – indo ao encontro daquelas que são, reconhecidamente, as boas e melhor fundamentadas práticas.

Antes de mais darei uns conselhos muito óbvios que, acreditem, ainda há quem ignore:

A. Nunca liguem a board com o processador inserido na socket sem o respectivo dissipador no topo – NEM UM ÚNICO SEGUNDO, MESMO QUE JÁ TENHA MASSA TÉRMICA NO TOPO!

B. Nunca liguem a board sem massa térmica entre o dissipador e o processador – AINDA QUE APENAS PARA TESTAR!

C. ALGUMAS MASSAS TÉRMICAS SÃO CONDUTORAS de electricidade – tenham muito cuidado com a aplicação deste tipo de massas, uma QUANTIDADE EXCESSIVA PODE ORIGINAL TRANSBORDO o que, por sua vez, poderá danificar a placa mãe e o próprio processador.

***

http://www.arcticsilver.com/images/p4_as_dabapply.jpg

Dito isto, mais do que palavras, creio que deva partilhar convosco estes dois vídeos que demonstram extremamente bem os resultados individuais de cada umas das técnicas de aplicação de massa térmica:

***

Depois disto, creio, fica claro que a melhor técnica é aquela que passa por simplesmente depositar uma pequena “porção” de massa térmica no centro do processador. Não é necessário, nem tão pouco aconselhável, espalhar a massa térmica antes de colocar o dissipador. Se o fizerem, ao colocar o dissipador, surgirão bolhas de ar que, precisamente pelo facto da massa térmica já estar espalhada, não conseguem sair pela acção da pressão. Essas bolhas de ar diminuirão a superfície de contacto, diminuindo também a transferência de calor, o que resulta em uma única coisa – mais calor aprisionado no núcleo do CPU/GPU.

Esclarecido isto, resta enumerar os passos para uma correcta aplicação:

1. Removam todos os componentes ligados à placa mãe, os condutores de energia inclusive, excepto o processador e respectivo dissipador;

2. Removam a placa mãe da caixa e coloquem-na em superfície não condutora e não geradora de electricidade estática;

3. Removam o dissipador e o processador;

4. Limpem a massa térmica velha com álcool – tanto do processador como do dissipador;

5. Insiram o processador na socket respectiva;

6. Antes de colocarem a massa térmica, treinem a colocação do dissipador para que melhor se familiarizem com a sua técnica de colocação (isto é importante, porque, depois de aplicar a massa térmica, é essencial que o posicionamento do dissipador seja feito com naturalidade, sem hesitações nem deslocações). No final removam o dissipador novamente.

NOTA: Repitam este passo até se sentirem à vontade com o mecanismo de posicionamento e fixação do dissipador.

7. Coloquem uma pequena porção de massa térmica no centro do processador. A porção razoável é aquela que é pouco maior que um grão de arroz.

NOTA: Esta porção pode variar de acordo com a viscosidade da massa térmica. Se a massa térmica for muito viscosa, apliquem um pouco mais. Se a massa térmica for pouco viscosa, apliquem menos.

NOTA2: NÃO ESPALHEM A MASSA TÉRMICA.

8. Coloquem o dissipador com destreza. Ver passo 6.

9. Coloquem a placa mãe na caixa, já com o processador e dissipador colocados, e montem todos os componentes.

***

Apenas uma nota final quanto à quantidade de massa térmica a aplicar. Não fiquem com a ideia de que aplicaram pouca. Na verdade, apesar da superfície do processador ser grande, praticamente todo o calor provém do seu núcleo, isto é, da parte central da superfície em contacto com o dissipador – isto também é válido para os processadores multicore. A aplicação exagerada, ou a que resulta de espalhar a massa com cartões de crédito ou até mesmo com os próprios dedos, vai apenas resultar em bolhas de ar e em transbordo o que, como disse, para além de ser perigoso em certos tipos de massa térmica condutora, também resulta em menos transferência de calor e mais calor aprisionado no núcleo.

Outra nota final: Tudo o que vejam ou ouçam, em sentido contrário ou divergente deste método, é mito ou então proveniente de quem não têm qualquer conhecimento científico senão o que retiram da sua prática. Basta ir aos sites oficiais dos fabricantes de massa térmica para verificarem que todos recomendam esta forma de aplicação porque é aquela que obtém melhores resultados.

Espero que esta espécie de tutorial tenha sido clara. Tenho pena de não ter fotos. Contudo adquiri há pouco tempo um sistema baratinho e tenho que o montar, se fizerem questão e acharem que melhor esclarece este tutorial, tirarei fotografias acerca da aplicação da massa térmica.

Qualquer dúvida, disponham. Cumprimentos.

Post Scriptum: Este manual/tutorial é igualmente válido para GPUs.

12
Set
09

Inspirações & Expirações II

Infelizmente, por motivos profissionais, tenho estado completamente ausente da internet. Donde, na semana passada, não consegui publicar, tal como gostaria, a rubrica semanal a que me propus. Peço desculpa e também compreensão na medida em que, da minha parte, tem sido completamente impossível actualizar este blog e, mesmo até, estar a par das últimas da informática.

De qualquer modo, sem mais, aqui vai a música desta semana:

Bittersweet SymphonyThe Verve

*

No change
I can change
I can change
I can change
But I’m here in my mold
I am here in my mold
But I’m a million different people
From one day to the next
I can’t change my mold
No, no, no, no, no

*

Inspirações & Expirações anteriores:

Inspirações & Expirações I – Carlos Paredes

30
Ago
09

Panasonic Lumix DMC-TZ5

Como não tinha nenhuma máquina digital resolvi abrir os cordões à bolsa e comprar uma, tendo escolhido a Panasonic Lumix DMC-TZ5. Esta foi considerada a melhor câmara compacta 2008-2009 pela EISA, daí o facto de, desde logo, ficar de olho nela. Confesso que também fiquei apaixonado por um zoom óptico de 10x numa compacta. Do mesmo modo os “especialistas” consideram esta Panasonic como uma das melhores opções para quem é inexperiente no mundo da fotografia. A DMC-TZ5 carece de modos e opções manuais, pelo que certamente afastará os fotógrafos experientes, contudo, para alguém que não tem qualquer conhecimento na área e apenas quer recordar uns bons momentos e, de vez em quando, dar azo à imaginação, esta Lumix tem um modo auto-inteligente que, efectivamente pude comprovar, resulta muito bem em praticamente todas as situações.

dmc-tz5small

Claro que já andei a brincar com a “bichana” e vou partilhar convosco algumas fotografias (formato 16/9). Peço atenção para o facto de terem sido tratadas, isto é, retoquei o equilíbrio das cores, contraste, dimensão, etc., a meu gosto. De qualquer forma vou colocar as originais lado a lado com as tratadas. Aqui vão elas:

(ORIGINAL À ESQUERDA | TRATADA À DIREITA)

P1000042 Rio Ribeiros

P1000046Rio Ribeiros 2

P1000052Ribeiros 3

Não sei como aparecem as imagens nos vossos ecrãs, seja como for no LCD do meu portátil vê-se tudo perfeitamente, quando ao resto é uma questão de gosto.

Não me arrependo mesmo nada de ter comprado esta máquina, tem-se portado bem em todas as situações e estou mesmo muito satisfeito com a sua performance. Talvez um dia, mais tarde, se o gosto pegar, dedique mais tempo à fotografia e compre uma máquina profissional, para já esta bichana está a fazer um trabalho bem agradável – pelo menos eu gosto.

Já agora, podem acompanhar no flickr as minhas aventuras.

Finalmente, fica aqui uma fotografia bónus, esta quase sem tratamento (apenas recortada de 4/3 para 16/9 e um muito ligeiro contraste) – Apresento-vos as gatas cá de casa, Sissi e Kitty:

P1000023Sissi e Kitty




Ubuntu 9.10

Ubuntu: For Desktops, Servers, Netbooks and in the cloud

 

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Petição contra o Novo Acordo Ortográfico

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Plágio!

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