Arquivo de Junho, 2009

30
Jun
09

Mozilla Firefox 3.5 (final)

Finalmente, ao fim de vários meses de desenvolvimento e de uma mudança súbita de nomenclatura, eis que a Mozilla finalmente disponibiliza a versão final do Firefox 3.5 (clique para fazer download).

firefox 3.5

Muitas são as novidades que nos traz o Firefox 3.5, sendo que, muito provavelmente, a mais importante será o suporte do protocolo html 5, acarretando uma nova tecnologia que permite renderização de vídeo sem necessidade de plugins externos como o adobe flash. Não obstante, as novidades são muitas mais:

Hoje, é dia de lançamento do Firefox 3.5. Como esta versão é um salto grande em relação ao Firefox 3.x, deixo aqui um resumo do que podem encontrar nesta nova etapa do famoso browser da Mozilla.

Suporte para as tags audio e video do HTML5:
Graças às tags e , é possível embeber ficheiros de vídeo e música nas páginas web. O Firefox 3.5 suportará os formatos Ogg Theora, Ogg Vorbis e Wav.

Recursos offline:
A especificação do HTML5 prevê a possibilidade de fazer cache, no computador do utilizador, das aplicações web. O Firefox fará uso desta funcionalidade, criando uma cópia local da aplicação web que está a ser acedida. Isto permite uma maior rapidez no carregamento das páginas, uma vez que os objectos inalterados serão carregados directamente da cache.
O Developer Center da Mozilla explica os detalhes técnicos desta funcionalidade.

Suporte para CSS3:
Com o suporte para CSS3, o Firefox 3.5 terá um vasto leque de novidades ao seu dispor. Uma delas é a regra @font-face, que permite embeber tipos de letra para que o website seja mostrado da forma que o seu criador pretende. Existem muitas mais, como a aplicação de sombra ao texto, definição simples de cantos arredondados em diversos elementos e opacidade.

Novo motor para render de JavaScript:
O Firefox 3.5 inclui um novo motor para fazer o render de JavaScript, o TraceMonkey. Com ele são conseguidas melhores performances, permitindo um carregamento mais rápido dos websites e um menor consumo de memória por parte do browser.

Navegação privada:
Um modo de navegação privada está agora disponível. Quando activada, esta funcionalidade permite que, nenhum cookie, cache ou outro tipo de informação fica guardado no computador do utilizador – é como se o utilizador não tivesse usado o browser.

Novo ícone:
Nem todas as novidades estão relacionadas adição de novas funcionalidades ou optimização das existentes. Com o lançamento do Firefox 3.5, a Mozilla introduz uma nova versão do ícone deste browser.

Restauro inteligente de sessões:
No Firefox 3.0.x, sempre que o browser fechava inesperadamente era possível recuperar a sessão. Assim, todos os separadores que estavam abertos eram reabertos. No Firefox 3.5, esta funcionalidade sofreu uma pequena alteração e agora, em vez de abrir todos os separadores, permite ao utilizador escolher quais os separadores que pretende restaurar. Para além disso, é também possível reabrir separadores e janelas fechados – seja acidentalmente ou porque, na altura, se sentiu não haver necessidade de manter o separador ou janela abertos.

Perfis de cor:
Agora, o Firefox suporta perfis de cor de forma dinâmica. A cada foto é associado um perfil de cor para que esta possa ser vista com as suas cores originais.

Geo-localização:
Graças à informação sobre o endereço IP e à triangulação do Google Wi-Fi, o Firefox consegue determinar – com maior ou menor grau de exactidão – a localização do utilizador e apresentar resultados daquela zona nas pesquisas. Se não quiserem as vossas pesquisas restritas a resultados da zona onde se encontram, ou acharem que isto de alguma forma vos retira privacidade, podem desactivar facilmente esta funcionalidade.

Se preferirem, podem ver um vídeo com o resumo das novidades do Firefox 3.5 no website da Mozilla.

in Mozilla.pt

Por outro lado a Mozilla pretende fazer valer a ideia de que a versão 3.5 do seu browser é mais rápida de sempre e, para o efeito, podemos encontrar na página principal uma pequena referência.

fast

Referência que é desenvolvida mais densamente no site e no qual podemos encontrar alguns vídeos renderizados pelo protocolo html 5.

De qualquer forma só podemos sabes o que realmente vale este novo Firefox experimentando, portanto, meus amigos, toca a actualizar.

N.B. – Será que mais ninguém notou que quem estava a utilizar a última versão RC, como eu, teve o update automático para a versão final mais cedo?

26
Jun
09

RIP Michael Jackson

Morreu com 50 anos o actor, o músico, o compositor, o dançarino, o cantor que revolucionou o pop/rock com temas como Thriller, Billie Jean, Smooth Criminal, entre outros.

RIP Michael Jackson

24
Jun
09

Quarta-Feira de Feira (semana III)

Agora que estamos no Verão e todos procuramos perder uns quilinhos, aí vai uma Quarta-Feira de Feira totalmente dedicada ao mal de todos nós – a gula:IMG_0001

(uma das melhores representações que alguma vez vi acerca da realidade do nosso mundo…)

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(Utilizadores do Windows Vista numa pausa para café enquanto aguardam “pacientemente” [ou não] pela instalação do SP2…?)

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(Questão idiomática…)

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(O inferno pode não ser assim tão mau quanto o pintam…)

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(Quando a balança nos tira o apetite…)

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(O primeiro dos pecados mortais…)

NOTA: todas as imagens foram retiradas de “PECADOS DE GULA” de Quino (Joaquín Salvador Lavado), da colecção “Humor com humor se paga”, publicações Dom Quixote.

Para a semana há mais.

“FEIRAS” ANTERIORES:

Semana I

Semana II

56

18
Jun
09

Gmail (Google) integra protocolo HTTPS

Muitos foram os que criticaram a google por, no gmail, apenas utilizar ligações encriptadas no momento do “login”, o que, segundo esses críticos, facilitaria imenso a tarefa dos hackers que pretendam aceder a contas gmail por intermédio de uma técnica apelidada de session hijacking, o que será fácil em locais com ligações públicas (como cyber-cafés). O problema está precisamente no facto de a encriptação apenas ser utilizada no “login”, sendo que tudo o resto, de acordo com esses críticos, é feito sem essa segurança, o que também se verifica em outros serviços de webmail como a hotmail e a yahoo.

gmail

Desta feita, 38 desses críticos decidiram dar a cara através de uma carta aberta enviada à Google.

As críticas não caíram em saco roto e a Google já implementou ligações HTTPS no seu serviço gmail. Uma pequena explicação do protocolo:

HTTPS (HyperText Transfer Protocol Secure), é uma implementação do protocolo HTTP sobre uma camada SSL ou do TLS. Essa camada adicional permite que os dados sejam transmitidos através de uma conexão criptografada e que se verifique a autenticidade do servidor e do cliente através de certificados digitais. A porta TCP usada por norma para o protocolo HTTPS é a 443.

O protocolo HTTPS é utilizado, em regra, quando se deseja evitar que a informação transmitida entre o cliente e o servidor seja visualizada por terceiros, como por exemplo no caso de compras online. A existência na barra de tarefas (normalmente do lado direito) de um cadeado demonstra a certificação de página segura (SSL).

Nas URLs dos sites o início ficaria ‘https://’. Geralmente os navegadores mais actuais indicam um site seguro, geralmente através das barras de endereço que ficam verde. Consulte a ajuda do seu navegador para mais informações de como ele avisa sobre sites seguros.

O exemplo de conexão via HTTPS são os próprios sites da Wikimedia Foundation, onde é possível acessar e editar o conteúdo dos sites através de uma conexão segura. Através da URL https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Página_principal é possível editar a wikipédia em língua portuguesa.

in Wikipédia

Os utilizadores que pretendam aceder à sua conta gmail através desse “protocolo” encriptado devem, para o efeito, entrar nas suas contas, ir a “Definições” e, na secção “Ligações do Browser” seleccionar a opção “Usar sempre https”.

De acordo com o gigante, os utilizadores podem verificar que o acesso à conta conta email pode ficar consideravelmente mais lento na medida em que este protocolo impede o browser de guardar o código da página em cache.

Como sou utilizador gmail, já activei esta funcionalidade. A segurança com as nossas contas de email nunca é demais. De facto verifico que o acesso é ligeiramente mais lento, tudo porque o browser tem que reler o código de cada vez que volto ao gmail, mas a diferença não é substancial e, como diz Cristipher Soghojan, bolseiro no Centro Berkman para Internet e Sociedade da Universidade de Harvard e uma dos assinantes da supra mencionada carta, “Se quiser apoderar-se da identidade de alguém, é na caixa de correio electrónico que deve procurá-la“.

Por isso, protejam-se protegendo as vossas contas gmail.

fonte: sapo tek

17
Jun
09

Quarta-Feira de Feira (semana II)

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(a moda em todas coisas da vida…)

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(quem conta um conto…)

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(bombeiro + fogo + verão = ?)

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(e se as armas tivessem sido inventadas para isto?)

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(tradução: CENSURADO)

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(quem disse que a matemática é uma seca?)

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(tu é que perguntaste…)

NOTA: todas as imagens foram retiradas de “GENTE” de Quino (Joaquín Salvador Lavado), da colecção “Humor com humor se paga”, publicações Dom Quixote.

Para a semana há mais.

“FEIRAS” ANTERIORES:

Semana I

56

16
Jun
09

Windows Vista SP2 (desilusão ao quadrado)

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Estava eu a tomar café com uns amigos quando um deles diz:

Epah, instalei o Service Pack 2 (sp2) para o Windows Vista e agora o meu portátil com processador Single Core já corre o Vista como deve ser, com Aero activo e tudo…

Tinha ouvido falar (e lido) que o sp2 para o Vista já estava disponível (mesmo para o nosso idioma) há umas valentes semanas, mas como pouco ou nenhum furor a Microsoft ou os utilizadores do Vista fizeram, estava em crer que este sp2, afinal, era apenas um mega-pack de updates.

Fiz uma pesquisa pela internet para verificar quais as novas “features” do supra mencionado sp2, das quais pude extrair as mais relevantes:

- Windows Search 4.0, para pesquisa mais rápida e eficaz de arquivos;

- Bluetooth 2.1 Feature Pack, suportando as mais recentes especificações Bluetooth;

- Gravação Blu-ray nativa;

- Adição do Windows Connect Now (WCN), simplificando a configuração de conexões Wi-Fi;

- Activação do sistema de arquivos exFAT.

E quando eu vi isto perguntei:

E afinal, para além do WS 4.0, onde é que estão as grandes e profundas alterações que, finalmente, vêm fazer com que o Windows Vista possa correr decentemente até nos portáteis Single Core?

Como na internet não encontrei nada, à excepção de algumas comparações entre o Vista sp1 e sp2, feitas pela comunidade, as quais concluíam não existir qualquer diferença de performance, tanto nos principais softwares de benchmark como em tarefas reais de conversão de vídeo, ou em jogos, etc., decidi experimentar eu próprio o Vista com o sp2 no meu portátil que ainda é Single Core. E tudo porque tinha testado o Windows 7 nesta mesma máquina e tudo correu com bastante leveza, pensava eu que a Microsoft poderia ter encontrado o rumo certo para o sp2 do Vista.

Lá fui eu todo catita para o meu desktop procurar na internet um local para fazer o download do sp2, enquanto no laptop instalava o Windows Vista com sp1 integrado. Assim que terminou a instalação (tarefa dolorosa que demorou uma eternidade), instalei logo o sp2 sem previamente ter instalado qualquer driver (tarefa igualmente morosa que deu para tomar um café e folhear calmamente uma revista).

Quando eu pensava que a instalação estava completa, visto que o Windows Vista estava a mandar reiniciar o computador, aparece um ecrã manhoso a dizer que estava a instalar actualizações e que ainda faltavam 3 fases. Enfim, mais uns longos minutos de espera…

Finalmente o computador reinicia e, quando se preparava para fazer logon, novamente o ecrã manhoso a dizer que estava a instalar actualizações e que ainda faltava a fase 3. Pensei:

Que diabo anda a fazer o Vista? São precisas tantas fases para instalar um sp?

Enfim, contas feitas, posso concluir com toda a certeza que instalar o sp2 no Vista demorou mais tempo que instalar o Sistema Operativo propriamente dito. Aqui, sem comentários… Já para não falar que os tempos de arranque do Vista continuavam sensivelmente os mesmos da última vez que o testei no meu portátil.

Terminadas as 3 curiosas fases da actualização, parti para a instalação das drivers do hardware do meu portátil. Algumas delas o windows update conseguiu encontrar, outras só no site da ASUS. Tudo instalado, pensei:

Vamos lá ver se, afinal, isto agora é rápido ou não!

Neste momento já trabalhei no Vista sp2 umas quantas horas e já testei variado software, já vi filmes, já tentei alguns jogos como o counter strike, etc., as minhas conclusões são estas:

* Infelizmente o Vista ainda é aquele Gordo que gosta de atrasar tarefas tão simples como abrir um browser (o que no meu portátil é praticamente instantâneo tanto no XP como no Ubuntu), especialmente se tiver o Aero. Ou seja, nada mudou neste aspecto.

* O Vista é mau para jogos como sempre foi. Ver no meu portátil um counter strike source a correr no Vista e no XP é como ver um elefante e uma gazela a competirem na maratona, o Vista simplesmente perde por muitas milhas. Desilusão…

* O Vista ainda é muito lento a arrancar no meu portátil, demorando uns valentes minutos a ficar pronto a trabalhar. Não há pachorra…

* Parece que finalmente a Microsoft conseguiu resolver aqueles full loads constantes do CPU, talvez fruto do novo WS 4.0 que agilizou a tarefa de indexação, não sei, mas realmente devo confessar que isso agora já não acontece mais.

Ou seja, o meu amigo certamente que nos andou a vender gato por lebre. Liguei-lhe a explicar isto que agora vos escrevo, ao que ele responde:

Epah, não sei, o meu portátil agora está rápido.

Pois, pois, deve estar deve…

NOTA FINAL: Estive aqui a pensar e cheguei a esta conclusão – se apresentassemos o Windows Vista numa outra galáxia, a uns extra-terrestres verdes, será que eles não diriam: “A Microsoft pede dinheiro por isto?” Devemos andar loucos… Só mesmo nesta galáxia é que alguém tem a coragem de pedir dinheiro (e não é uma quantia qualquer) pelo desastre do Vista…

10
Jun
09

Quarta-Feira de Feira (semana I)

Enquanto vasculhava a minha pequena e singela biblioteca, deparei-me com alguns livros absolutamente fantásticos de ilustrações humorísticas que, em tempos, fizeram as minhas delícias e que, entretanto, foram ficando esquecidos e preteridos por outro tipo de leituras menos visuais (no sentido literal).

Verdade seja dita, a visão, a imagem, tem toda uma potência acústica, é todo um mundo de proporções subjectivas que cada um constrói de forma única no seu âmago.

Desta feita, e porque gostaria de partilhar convosco esses livros fabulosos da Colecção “Humor com humor se paga”, da Publicações Dom Quixote, decidi criar uma rubrica semanal que terá um intuito humorístico, até porque a semana vai a meio e é sempre tão necessário descomprimir do stress do trabalho, a que darei o nome de “Quarta-Feira de Feira”. Esta é também a forma deste blog celebrar o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, com o inicio de uma rubrica com uma componente social forte.

O nome escolhido prende-se com o facto de eu procurar aqui uma sobreposição de humor com um certo olhar crítico sobre a sociedade e, digamos assim, sobre a própria “natureza humana. Certamente saberão que muitos escritores associam a imagem da “Feira” a um antro de “escarro social” onde podemos encontrar tudo o que de bom e mau tem o Homem e a Sociedade, como é o caso do famoso poeta Russo, Ossip Mandelstam, entre muitos outros, daí a escolha do título.

No final de cada imagem colocarei sempre um pequeno comentário pessoal que, como é claro, não deve ser confundido como título, ou outra impressão pessoal qualquer do próprio autor das ilustrações, é tão-somente um pequeno comentário meu como forma de suscitar algum tema polémico, ou meramente cominativo.

Portanto, sem mais palavras, resta-me desejar que esta rubrica seja do vosso agrado e que origine muitos comentários acerca da interpretação que, certamente, cada um de vocês fará.

Aqui ficam as ilustrações desta semana:
rubrica 1

(quando os socialmente excluídos começam a estorvar…)


rubrica 2

(o tamanho não é tudo…)


rubrica 3

(teoria da relatividade…)


rubrica 4

(a imagem do computador suscita-me uma certa empresa…)

NOTA: todas as imagens foram retiradas de “POTENTES, PREPOTENTES E IMPOTENTES” de Quino (Joaquín Salvador Lavado), da colecção “Humor com humor se paga”, publicações Dom Quixote.

Para a semana há mais.

EDITED: Já agora fica aqui a primeira reacção a esta nova rubrica semanal:

56

09
Jun
09

Petição contra o Novo Acordo Ortográfico

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Já tive a oportunidade de, neste e em outros blogs, bem como em alguns fóruns, dizer o que penso sobre o novo acordo ortográfico. Não me vou repetir. Vou apenas indicar uma petição em defesa da Língua Portuguesa e contra o novo Acordo Ortográfico que podem assinar, basta terem à mão o vosso Bilhete de Identidade. Ainda vale a pena fazer valer o que sentimos acerca deste (des)acordo.

Esta petição, ao contrário de muitas outras que por aí andam, está muito bem estruturada e redigida sendo, sem dúvida, aquela que melhor poderá valer o seu propósito. Se já assinaram uma outra, por favor, assinem esta já que, como disse e repito, é a que melhor está colocada para fazer valer a sua posição. Chegar às 200 mil assinaturas é a grande meta.

Aqui fica ela: http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/

EDITED: A petição, entretanto, foi entregue à Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República a qual emitiu um relatório. Não obstante ele ser positivo e a questão ter sido já analisada pelo plenário da Assembleia da República, a petição pode e deve ainda ser assinada pelos interessados.

04
Jun
09

Parabéns “Blog Procura-se…” (2.º Aniversário)

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Este blog está de Parabéns. Faz hoje 2 anos da sua existência.

No ano passado esta data não foi assinalada porque estava numa fase difícil e complicada da minha vida, pelo que cheguei a pensar terminar este projecto. Não obstante, post atrás post, grande parte deles com muita dificuldade, por falta de tempo, lá fui aguentando o blog de quem sempre procura sem, contudo, encontrar.

O tempo que lhe dedico é, de facto, muito pouco quando comparado com alguns dos blogs que eu visito quase diariamente. As temáticas que o marcam são muito variadas e sempre dependem daquilo que no momento me parece relevante escrever, salvo honrosas excepções de artigos que tomaram semanas de estudo e de elaboração.

Alguns desses artigos geraram opiniões favoráveis, outros geraram opiniões bastante críticas, especialmente aqueles que versam questões sociais e políticas, e cheguei mesmo a ser acusado de andar a fazer campanha política quando nunca fiz parte de qualquer partido, não porque não tivesse oportunidade, mas antes porque não quero, porque nunca quis, porque sempre achei a política uma “palhaçada” na acepção mais literal do termo (e sem embargo de reconhecer todos os honrosos méritos dos verdadeiros palhaços), aquela arte de obtenção/manutenção do poder, efeito para o qual tudo é válido, especialmente nos nossos dias, validade que se alarga até ao universo do ataque pessoal (atitude que sempre me repugnou na vida e, também, neste blog). Aliás, hoje em dia, especialmente em tempo de campanha, é proibitivo falar de política sem correr o risco de ser acusado de estar a fazer campanha pelo governo ou pela oposição (e até na mente de algumas pessoas muito reles – por ambos), isto é, ou andamos ao sabor dos fazedores de opinião e dos principais telejornais, ou levamos com uma marretada de reprovação por andarmos a fazer fretes políticos. Infelizmente existem pessoas assim (estando eu tentado a dizer, fora dos parênteses, que são a maioria – mas não chegando eu a tal coragem), é muito triste e mete-me muito medo o estado da sociedade, tamanha a despreocupação com que se aponta o dedo. Talvez seja isso que me leva a escrever sobre esses temas. Não obstante continuarei a dizer exactamente aquilo que penso, independentemente do timing, independentemente de, no período concreto, correr o risco de parecer que estou a fazer fretes. Nunca isso me impediu de comentar, não vai ser agora que vai acontecer, independentemente de alguns comentários (felizmente minotários).

Contudo, ao longo destes dois anos, a informática e as tecnologias foram os temas mais tratados, passando por uma ou outra referências ao mundo dos videojogos que também sempre agradaram aos geeks. Certamente que sempre fiz o meu melhor, mesmo sabendo que isso nem sempre chega – ou não fossem os meus colegas do planetgeek muito mais geeks do que eu. Eu diria que o mundo da tecnologia deve ser olhado de variados prismas, seja do prisma mais técnico, seja do mais social, ou mesmo do prisma do mercado. Talvez seja um pouco esse o espaço que eu ocupo, um olhar mais social, um olhar mais utilitarista, isto é, o olhar do consumidor final.

Muitos foram também os artigos que fiz sobre GNU/Linux e algumas das principais distribuições, todos sabem o quanto eu apoio fervorosamente a filosofia do Open Source. Aprendi muito enquanto estudava para os meus artigos e enquanto procurava solucionar problemas de configuração da minha máquina. Esse é o espírito do Open Source, é esse o espirito que sempre procuro passar aos meus leitores, fornecendo toda a informação que acho relevante em suporte escrito.

Tudo para concluir que é muito importante ler, mais do que escrever. É necessário ler umas valentes duzias de artigos para se escrever um decente. Talvez esse seja um dos grandes e mais significativos problemas do universo dos bloggers – a diarreia de artigos. Cada blog é um blog, cada um escreve sobre o que quer e, certamente, cada artigo merece o relevo que objectivamente se lhe pode e se lhe quer atribuir, pelo que devemos concluir – escrever é mais do que informar, é também partilhar com os leitores a nossa forma de estar e ver o mundo. Daí que todos os nossos artigos, na minha modesta opinião – mas respeitosa como qualquer outra -, devam merecer todo o carinho, cuidado e dedicação, porque eles são também o nosso próprio espelho. É com tristeza que verifico diariamente o qusnto se perdeu esse respeito e cuidado pelos próprios artigos, sendo que podemos verificar uma quase tentação jornalística – o que é tão perigoso para este universo que, de certo modo, também surgiu como necessidade de expressão superior e de fuga à pressão, distracção e desinteresse jornalísticos.

É isso que tenho procurado evitar durante estes dois anos, com pontos altos, com pontos baixos – tal e qual a nossa própria vida. Muita coisa mudou na minha nestes 2 últimos anos. Desejaria ter falado sobre alguns temas e não o fiz. Desejaria não ter falado sobre alguns outros, quando o fiz. Não é vergonha assumir que, voltando atrás no tempo, faríamos algumas coisas de forma diferente. Não é vergonha porque isso é o assumir de que crescemos. Contudo, também não é vergonha nenhuma assumir que existem coisas muito mais importante do que o nosso blog – refiro-me, claro está, à nossa família e amigos: quantas vezes damos por nós a pensar no tempo que retiramos àquilo que realmente importa na nossa vida? Isso mesmo senti na pele não há muito tempo. Nunca o expressei aqui e não o vou fazer agora, apenas gostaria de desabafar o quanto me arrependo de tantas coisas, o quanto me arrependo de não ter passado mais tempo com quem nunca mais terei oportunidade de o fazer.

Finalmente, gostaria de aproveitar este artigo para também voltar a recordar a memória do nosso sempre querido amigo Mário Gamito, a quem devo a esmagadora maioria do sucesso deste blog. Uma vez escrevi sobre o tema “um blog vive de outros blogs“, o qual teve uma aceitação muito positiva, tendo sido visto como um grito de revolta. Nele eu debruçava-me sobre a atitude mesquinha de alguns bloggers (deviam pensar que eram jornalistas) que não admitiam que ninguém usasse das suas exactas palavras e dos seus temas, mesmo que com referência respectiva à fonte. Ainda hoje penso exactamente da mesma forma, mas não posso deixar de me recriminar por não ter abordado nesse artigo uma outra temática que, no meu entender, também mereceria todo o relevo: um blog(ger) vive dos exemplos de outros blog(ger)s e esta é a grande homenagem que posso fazer ao Mário Gamito.

Termino dando novamente os parabéns ao “Blog Procura-se…” e a ele me refiro desta forma porque, sem dúvida, ele ganhou vida própria muito para lá do seu “editor” e “criador” – e essa é a magia própria deste universo.

01
Jun
09

Web Browsers

NOTA: Este artigo não vem adicionar absolutamente nada de novo a esta discussão, é tão-somente uma visão pessoal sobre o estado actual do universo de alguns dos principais Web Browsers.

Um Browser é um daqueles utilitários sem o qual nenhum de nós consegue viver. Se olharmos o quanto o mundo mudou desde há 10 anos para cá, também percebemos o quanto aquilo que acabei de escrever faz tanto sentido hoje, mas não faria naquele tempo. Vamos pensar um pouco: qual é o primeiro utilitário de corremos assim que ligamos o nosso Sistema Operativo acaba de iniciar? Não creio que as respostas variem muito, especialmente se somos bloggers, mas ainda que o não sejamos.

É assim que, ocultamente, todos pensamos, não admirando que já existam aqueles que gostariam de um Sistema Operativo concentrado num único utilitário: um Web Browser. Se assim é, o que é que todos procuramos num Browser? E o mesmo é dizer: o que é que procuramos num Sistema Operativo? Existem várias possibilidades de resposta, contudo, algumas delas são unânimes:

1. Leveza;

2. Versatilidade;

3. Compatibilidade;

4. Personalização;

5. Suporte de Plugins e Temas;

6. Segurança.

Existindo estas 6 variáveis estaremos certamente perante um grande Browser, aquele que, depois de instalado e iniciado, permite que o seu utilizador não necessite de utilizar outras aplicações.

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Outra questão extremamente complicada é a escolha de um Browser. Quando queremos um carro que nos leve para todo o lado e que dure muitos anos, também é difícil escolher a marca, a gama, etc. Ok, muitas vezes nem é difícil – tudo depende do orçamento. Mas perceberam a ideia. Muitos são os Browsers que existem e todos eles oferecem, à sua maneira, algumas das características que enunciei, entre muitas outras. Não obstante, em determinado momento, a escolha terá que ser feita.

Vou falar aqui apenas dos Browsers que conheço, são eles o Firefox, o Internet Explorer, o Opera e o Google Chrome. Alguns poderão achar imperdoável que eu seja omisso quanto ao Safari, a eles peço desculpa e dou-lhes toda a razão, a única explicação que posso dar é esta – não quero correr o risco de ser injusto por falta de conhecimento.

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Durante muitos anos fui amante e defensor aguerrido do Firefox. Ainda sou seu defensor, mas já não sou amante. Infelizmente, com o passar dos anos, o Firefox perdeu aquilo que inicialmente o caracterizou: a Leveza. Ora, se eu, ou qualquer um de nós, passa a vida a criticar o Windows Vista porque é pesado, porque não responde de forma imediata, porque só é bonitinho e compatível com a maior parte do software e pouco mais, então também somos obrigados a criticar o Firefox pela sua cada vez mais notória falta de leveza. Não obstante, e porque não gostaria eu de ser injusto, o Firefox é o browser mais versátil e personalizável de que alguma vez teremos memória, isso é de louvar e, sem dúvida, é resultado de se tratar de um projecto open source e da panóplia de plugins existentes (sendo que uma coisa pode decorrer da outra). Se é certo que o Firefox passa em todas as outra 5 variáveis, segundo o meu critério, já não passa no critério da Leveza.

internet-explorer

Por sua vez, o Internet Explorer (IE) será sempre o Browser com mais utilizadores, pelo que não admira que em termos de compatibilidade com páginas web ele seja o supra sumo (eu sei que sobre a versão 8 não podemos ainda dizer o mesmo, mas testem a versão 3.5b4 do Firefox e já percebem onde quero chegar – os padrões web estão prestes a evoluir). Portanto, à partida, tudo seria um mar de rosas, só que não é. O IE é software proprietário, daí resultando que é pouco ou nada versátil (valha-nos o projecto ie7pro), pobremente personalizável e simplesmente não é compatível com plugins. Infelizmente o IE é aquilo a que eu chamaria de um Browser Clássico, ou seja, o mesmo é dizer que está demasiado preso a conceitos que simplesmente são incompatíveis com aquilo que hoje a Web é e os utilizadores exigem. Eu quero um browser que possa ser o prolongamento natural do meu estilo – o IE jamais será isso.

opera.logo

Por sua vez o Opera é um daqueles Browser que, em conjunto com o Firefox, estará sempre no topo das minhas escolhas – simplesmente é mágico. É leve, é rápido, é personalizável, compatível com plugins, versátil, seguro, etc. O Opera tem tudo aquilo que eu, como utilizador, procuraria num Browser. Aliás, é esse o browser que eu utilizo no meu Smartphone (na sua versão mobile). Portanto, porque é que eu não utilizo o Opera? Porque o Opera, no fundo, não é open source. Podem começar a chamar-me todos os nomes que vos passam pela cabeça – eu sei que mereço. Mas assume a minha escolha e a minha opinião. Sei o Opera Dragonfly está registado sobre a licença BSD. Sim, a Opera tem algumas libraries de desenvolvimento em código aberto. Reconheço tudo isso, mas o Opera não é open source e, como já disse, apenas o open source é compatível com a ideologia que está por detrás da web e, porque não dizer, dos browsers – tudo o resto são aproximações. Daí que o Opera tenha plugins, mas nunca venha a ter tantos como o Firefox. Daí que o Opera será versátil e personalizável, mas nunca venha a ser tanto como é o Firefox.

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Agora também quero dedicar um espaço ao Google Chrome. Não vou esconder – este é o browser que actualmente utilizo por ser leve como uma pluma, uma autêntica “lebre” da Web que nenhuma “raposa”, ainda que flamejante, poderá apanhar (a menos que perca uns quilinho). Espero que a mensagem tenha passado. O Google Chrome foi uma lufada de ar fresco no universo dos Browsers, obrigando toda a concorrência a trabalhar o dobro do que até então trabalhava. A Google tem vasta experiência em todos os quadrantes Web que possam imaginar, em tempos chegou-se mesmo a pensar que a Google viria a lançar um Sistema Operativo que teria grande sucesso. De facto esse sistema operativo existe, e viria a tornar-se num Cloud SO, falamos do gOS – contudo não consta que o projecto tenha o sucesso esperado. Mas não é disto que eu quero falar, porque o Chrome, de longe, enquanto projecto e enquanto realidade, superou largamente o sucesso do gOS e o de outros projectos Google. O Google Chrome é fresco, irreverente, simplesmente o browser mais leve que conheço (pelo menos na minha máquina), versátil, personalizável, seguro, compatível, etc. Infelizmente, como toda a concorrência, não chega aos calcanhares do Firefox em termos de plugins, personalização e versatilidade – o que é pena e acaba por se tornar na maior carência do Google Chrome. Mas não seria esta “lebre”, com uma bagagem enorme às costas, uma presa fácil para qualquer “raposa”? Talvez seja tempo de questionar: O que é que afinal queremos de um Browser? Lembra-se de eu falar em lufada de ar fresco? Por outro, muito podemos especular acerca do tema: É, ou não, o Google Chrome Open Source? A questão é controversa, a minha opinião é esta: Não é 100%, mas é 99% open source. Porque digo isto? Simples, o Google Chrome é o somatório do Chromium (o código fonte open source) com o nome Google e o respectivo logo, com o sistema de auto-update e o parâmetro RLZ incluído nas pesquisas feitas no google pela barra de endereço. Ou seja, no fundo, o Google Chrome, grosso modo, não é mais do que o Chromium com publicidade à Google (e isso até o Firefox faz à Mozilla em termos muito semelhantes) (+ info). Daí que no meu entender o Google Chrome, na sua essência, é open source e isso, uma vez mais, na minha opinião, sempre jogará a favor dos browsers.

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Finalmente, porque me alongo, devo dizer que neste momento a minha concepção sobre os browsers de primeira linha é esta, sem qualquer ordem de preferência: o Firefox, o Opera e o Google Chrome. Repito, não conheço o Safari suficientemente bem para falar dele – talvez para um outro artigo.

Querem um browser completo e ao mesmo tempo leve? Ou optam pelo Opera ou pelo Google Chrome (especialmente por este último).

Querem um browser versátil e personalizável até ao limite? Firefox, sem dúvida.




Ubuntu 10.04

Ubuntu: For Desktops, Servers, Netbooks and in the cloud
Junho 2009
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Petição contra o Novo Acordo Ortográfico

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