Acerca das recentes declarações do PM José Sócrates sobre o telejornal “travestido” da TVI, vamos por partes:
“Acham que aquilo é um telejornal?”
Se a pergunta foi para mim, a resposta é muito simples: Não. Eu nem estudei Comunicação Social, mas nem é preciso estudar para saber que a trave mestra do jornalismo é a isenção e, de cada vez que termina uma reportagem vídeo, estar a ver e a ouvir uma senhora a proferir expressões do género “é o que se tem visto”, “nós por cá não vimos nada”, “uns chamam educação, eu chamo cobardia”, etc., está logo tudo dito.
O jornalismo é a arte de levar a informação às pessoas e não a arte de “fazer a cabeça às pessoas” – A menos que isto seja a mesma coisa e então aí estão no bom caminho! Vocês brilham!
Quando ligo a televisão para ver um telejornal quero ser informado, não quero ouvir a opinião das pessoas que se aproveitam do tempo de antena que lhes é concedido. Se eu estiver interessado numa opinião vejo ou ouço os programas que servem para isso mesmo, com pessoas que realmente sabem do que falam.
“É um telejornal travestido feito de ódio e perseguição pessoal”
Travesquê? Ahhhhhhhhhhhhhhhhh! Seu maroto! O nosso PM é um máximo, digam lá que não é!

Ódio? Nah…
Perseguição pessoal? Mas estás louco? Até parece que o telejornal da TVI fala de ti todos os dias! Krrr… Krrr…
“Eu não movi processos judiciais contra jornalistas mas sim contra pessoas que me difamaram”
Eu não digo que o nosso PM é maroto? Vejam lá a subtileza do “pessoas” em contraposição com o “jornalistas”! Hein? Aposto que esta argumentação pega em qualquer tribunal…
“A liberdade de imprensa quando é utilizada para injuriar está a difamar essa liberdade.”
“Injuriar”, “difamar”, bla bla bla. O que é isso nesta sociedade, senão os crimes nossos de cada dia? Ao menos a TVI varia, e vai por outros crimes como a “estalada”, a “violência das domésticas”, os “confrontos entre ciganos e africanos”, etc. Temos sempre essas variáveis muito mais atractivas. Ah, e o Freeport – esse caso onde todos são culpados, mas ninguém é acusado. Ou será o contrário? Ou será vice-versa? Bahhhh, desisto, deve ser qualquer coisa muito grave, até porque vem sempre à baila nas eleições. O jornalismo também tem destas coincidências… O telejornal da TVI já nem fala de outra coisa, “jornalismo de investigação” – dizem eles. Eu chamo-lhe outra coisa: “investigação de quintal”! Porque o nosso país é maravilhoso – nem o Ministério Público tem meios para investigar decentemente este tipo de processos, mas uma cadeia televisiva tem!!! Se têm, ponham-na ao serviço da da justiça e não ao serviço da “propaganda”!
Pois, a verdade é que não têm – os tribunais das televisões são realmente muito fáceis. Agora até me lembrei de um programa que dava na SIC que se chamava “O juiz decide” e que terminava com uma senhora que dizia sempre “O juiz decidiu, está decidido”. Epa, era tão fixe, não era?
…
Já agora, porque é que o site da TVI não “quota” os blogs? Twitter é pra “lames” pah!!!



