Acreditem, isto pode parecer polémico, mas é a mais pura das verdades: um blog vive de outros blogs.
A tónica para um blog de sucesso passa por vários aspectos: o visual, a temática, a qualidade do texto, a qualidade e validade da opinião e informação prestada, mas igualmente dos outros blogs.
Esta última bebe de todas as outras, mas é aquela que, numa fase inicial, vai trazer mais visitas. Se estamos à espera que realmente as pessoas esbarrem com o nosso blog com as pesquisas no google, então teremos que esperar muito. Apercebi-me disso à bem pouco tempo, mas se olharmos as estatísticas do nosso blog, vamos encontrar “links de chegada” que vêm directamente de outros blogs, de pessoas interessadas que leram o nosso trabalho e decidiram publicar parte dele no seu blog (atenção, não falo em plágio, falo antes em colocar excertos divulgando a fonte com respectivo link).
Sou daqueles que não me preocupo nada com a utilização de ideias de 3.º, aliás, tenho um post sobre isso mesmo e mostrei o meu profundo desagrado porque as pessoas plagiam os textos na integra, ponto por ponto, vírgula por vírgula e nem são capazes de publicar a fonte. Ora não é obviamente a isto que me refiro, isso é uma prática feia, traz problemas para quem utiliza da mesma (vejam o exemplo do Luís Filipe Menezes) e é o completo desrespeito pelo pensamento humano. O pensamento do homem, os seus mecanismos e metodologias, dariam tema para um post à parte, talvez um dia eu me debruce sobre isso mesmo, mas não agora, talvez consiga concluir o que leva as pessoas a copiar integralmente os textos dos outros.
Mas voltando ao nosso tema, convido cada um de vocês que têm um trabalho sério, desenvolvido por intermédio de um blog e tenham sempre a devida atenção com as estatísticas, vão verificar o que leva o “leitor” ao vosso blog. Vão ter a alegre surpresa de verificar que há outros bloguers neste mundo que pareciam o nosso trabalho e fazem questão de o divulgar para os seus próprios leitores. Ao contrário do mundo dos “jornais”, não é por partilharmos o trabalho, as ideias de outros bloguers que vamos perder leitores para o nosso blog, bem pelo contrário. Como leitor gosto de verificar as fontes de cada post que leio, gosto de confrontar as ideias subjacentes a cada um deles e tirar as minhas próprias ilações, parto portanto do princípio de que todos os leitores serão mais ou menos como eu.
Ora, isto para quê? Para demonstrar que nada perdemos em publicar as nossas fontes, outros blogs que sejam, nem nos devemos sentir ofendidos por tal acto, até porque esta troca enriquece os blogs de ambos, mas do mesmo modo traz muita novidade para o leitor que se vê confrontado com informação cruzada, ao contrário dos “jornais” que trazem meramente a opinião de um jornalista, geralmente sem direito de resposta.
Depois temos de olhar o conhecimento e perceber, mas de uma vez de todas, que este é universal, tudo funciona em pirâmide: para chegar à conclusão seguinte, alguém teve de concluir algo antes de mim, a isso chamam-se premissas. Portanto, uma conclusão, logo se transforma em premissa para outra pessoa, essa concluirá outra coisa, e assim consecutivamente. Não podemos pensar que estamos a concluir no vazio, ou a criar sem um “backgroud”. Se realmente assim pensamos, então teríamos que, precisamente, entregar o real proveito dessa actividade a todos aqueles que lemos e que, de algum modo, propiciaram para o nosso pensamento. O conhecimento é universal, não pensem que temos direito sobre o que quer que seja, a não ser na salvaguarda dos nossos textos integrais.
Desde há uns meses para cá que não tenho tempo para este blog, isso não significa que ele vá terminar, bem pelo contrário, aliás, nos intervalos do estudo para este “diz que é uma espécie de curso de bolonha“, tenho guardado um tempo para estudar algumas distribuições linux, algumas das mais recentes.
O Linux é, na verdade, todo um mundo de maravilhas gratuitas, de conhecimento, de aprendizagem, e melhor ainda, um mundo de variedade. Assim sendo, depois desta frase, estaria tudo dito acerca deste post, mas como sou muito chato e gosto de fazer grandes testamentos (avant la lettre), aqui vai.
A grande pergunta é: ainda vale a pena utilizar windows?
A resposta, ao fim destes meses, é….
Não!
Porque haveria de valer a pena? Digam-me só um motivo que me faça mudar esta resposta…
Virão uns, dirão que as coisas em windows simplesmente funcionam. Pois eu digo-vos que em linux, nos dias que correm, com a possível excepção do último grito em hardware (e isto não é linear), tudo funciona mais rápido e estável do que no windows. Eu gostava de perceber porque dizem que no windows as coisas simplesmente funcionam, quando vemos problemas que o windows vista tem há muito e ainda não foram resolvidos, tal como aquela questão do “copy, move, past”. Porque não resolveram ainda este problema? Porque não o resolve ainda o SP1? Outra questão é a das impressoras que teimam em não funcionar com uma drive “universal” ou “genérica”, e que em linux simplesmente funcionam… Ou a questão das pens que demoram uma eternidade em ser reconhecidas e que em linux levam cerca de 2/3 segundos a detectar, instalar e montar…
Virão outros, dirão que o Windows permite jogar as últimas novidades e que o Linux só com o wine muito bem configurado. Aí concordo perfeitamente, até porque mesmo com o wine bem configurado nunca conseguiremos uma performance como conseguiremos no windows. Mas depois eu convido cada um de vocês a experimentar jogos que funcionam nativamente no Linux, tal como doom3 ou unreal tournament 2004. Na mesma máquina, testem em linux, depois testem em windows, logo vão perceber o que significa a expressão “máquina de jogos”, aposto que essa concepção logo vai mudar… Vão perceber que não precisam de PC’s topo de gama. Eu sei que realmente são jogos “ultrapassados”, mas dá para comparar na mesma máquina as diferenças de performance de uns SO’s para outros.
Então perguntariam: Porque não fazem jogos que corram nativamente em linux?A resposta é fácil, as empresas que fabricam jogos fazem contratos com empresas de hardware (que vão suportar os seus jogos de forma especial), estas empresas, por sua vez, têm contratos com a microsoft (o que lhes vai permitir maior suporte para drivers). Esta é parte da resposta, a outra parte é mais relacionada com a variedade de SO’s Linux que existem, o que iria, de uma forma ou de outra, originar um cem número de diferentes problemas e bugs nos Jogos, o que não interessa a essas empresas, uma vez que o suporte para alguns desses jogos termina logo nos primeiros meses. Depois é a questão das drivers gráficas e de som, cada uma delas acaba compilada de forma diversa no kernel, o que iria originar outras problemáticas nos jogos. Aqui confesso, a culpa também é um pouco deste nosso mundo do Linux, mas não há forma de negar o que é óbvio: há má, ou nenhuma vontade por parte dessas empresas em suportar o Linux. Depois temos a constatação óbvia, quem gosta de jogar compra uma consola de última geração, o pc é uma estação de trabalho, tudo o resto é encher os bolsos aos fabricantes de hardware de topo…
Fora estas questões que têm resposta fácil, não vejo outros argumentos. O linux é rápido, o linux é cada vez mais acessível, o linux é educativo e ensina muito sobre a informática e o hardware da nossa máquina, o linux é seguro, o linux é multifacetado… Não percebo o que mais podem exigir de um sistema operativo.
…
Poderíamos agora iniciar a nossa viagem por esse mundo do OpenSource, em especial pelo mundo do Linux. De qualquer forma este post pretende ser, de certa forma, um convite ao teste de distribuições Linux para os mais iniciados nesta matéria.
Primeiro, e o mais importante de tudo, nunca instalar Linux em “dual boot” com windows, acreditem, simplesmente não resulta, acabam sempre por voltar para o windows, e para isso eu não me dava a este trabalho. Se dão mais uso à vossa máquina para jogar, esqueçam, nunca instalem sequer linux, temos de ser claros e as coisas têm que ser lançadas para cima da mesa, sem rodeios. Eu utilizava muito o meu pc para jogar, daí eu ter o meu sistema em dual boot, mas no final acabava sempre por utilizar o windows porque no final eu jogava sempre, ora, para resolver este meu grande problema, comprei uma consola de última geração. Resultou, simples…
Portanto, esqueçam o dual boot.
Antes de pensarem sequer em instalar uma qualquer distribuição Linux, pensem muito naquilo que querem da vossa máquina e nas suas capacidades (leia-se “qualidade e capacidade do hardware”). De seguida dão um salto na DistroWatch. verifiquem a tabela “Page Hit Ranking”, verifiquem as distribuições com mais popularidade, ter uma distribuição muito popular é essencial para um iniciado, é a garantia de que há suporte e ajuda suficiente para enfrentarem as vossas maiores dúvidas e problemas iniciais. Pessoalmente eu aconselho Ubuntu ou OpenSuse para começar. Contudo isto é meramente indicativo, diz-me a experiência que nunca vão gostar daquilo que vos aconselham a curto/médio prazo, portanto, devem antes de mais “folhear”, ou se preferirem “linquear”, a página da DistroWatch, ler as reviews (análises) das últimas versões e perceberem quais os pontos fortes e fracos de cada distribuição.
Outra questão que devem sempre ter consciente é que, por muito que agora digam que não, vão precisar de utilizar muitas vezes a “consola” da vossa distribuição, mais do que aquilo que pensam. Alterar alguns ficheiros chave da vossa distribuição, correr algumas aplicações, entre outras coisas, necessita do uso da consola. Dou o exemplo do “xorg.conf”, um ficheiro base do sistema e que por vezes necessita de uns retoques para ficar, vá lá, “quase perfeito”. Esse ficheiro está relacionado com muitas coisas do vosso sistema, em especial os componentes, tal como o ecrã, a placa gráfica, o rato, o teclado, etc… No caso do Ubuntu o meu sistema tem quase sempre dificuldade em assumir a profundidade “32 bits” depois de instalar as drivers NVidia, o que me obriga a alterar o xorg.conf manualmente (atenção que nunca se deve alterar um ficheiro base do sistema sem antes criar um “backup” do mesmo, acreditem, as coisas podem e acabarão por correr mal mais tarde ou mais cedo). Outro exemplo disto que vos posso dar é o facto de correr o “nvidia-settings” em modo utilizador normal não resultar bem, isto porque quando queremos aplicar as alterações que fazemos, isso não é possível… É um problema estúpido do Ubuntu, no meu sistema isso sempre acontece, a resolução é fácil, basta abrir a “consola” (em alguns sistemas dá pelo nome de “terminal”) e executar o comando “sudo nvidia-settings”, isto dá acesso ao nvidia-settings com especiais privilégios de administrador, ou “root” como chamam na gíria.
Portanto, resumindo em concluido, todos aqueles problemas que não se conseguem resolver através de simples cliques, vão levar-nos ao uso da consola, portanto mentalizem-se, a curto/médio prazo, devem procurar dominar muitos dos comandos da consola. Isto surge com o tempo e ao fim de seguirmos alguns “tutorials” e ajudas na internet. Afinal de contas, a liberdade também dá trabalho…
Outra coisa que devem ter em conta no vosso sistema é a qualidade/capacidade do vosso hardware. Se efectivamente têm hardware bastante recente podem encontrar dificuldade em a vossa distribuição reconhecer grande parte desse hardware, isto complica ainda mais quando temos portáteis topo de gama. A solução é optar por uma distribuição que suporte hardware a rodos, exemplo do OpenSuse (que suporta muito hardware, tem um bom gestor de hardware em ambiente gráfico e é bastante “user friendly” em praticamente todos os campos), ou do Sabayon (uma distribuição baseada em gentoo, quase perfeita, suporta muito hardware [até agora nunca tive problemas, o que é caso raro na minha experiência], é “userfriendy” quanto baste e muito rápida…). Ora, se por outro lado têm hardware modesto, podem optar por qualquer distribuição, não terão problemas de maior e todos os que possam surgir já terão solução fácil na internet, certamente.
Se por outro lado têm uma máquina muito antiga, ou têm um PC velho encostado e sem utilização, devem optar por um sistema operativo leve. Gentoo será uma escolha, mas acreditem, se são iniciados, esqueçam que eu disse isto. Outra opção é o “damn small linux“, de qualquer forma continuam a precisar de alguma experiência para a conseguirem instalar em configurar acertadamente. A opção final será utilizar o “ubuntu” que é leve o suficiente em quase todo o tipo de sistemas, contudo o “ambiente gráfico” poderá ter algum problema, ou então simplesmente arrastar-se nessa máquina.
Outra coisa que devem à partida ter em consideração é qual o tipo de “ambiente gráfico” que pretendem. Em windows o ambiente gráfico que conhecem é o “windows explorer” (não confundam com “internet explorer), aquela coisa engraçada com muitas janelas de que todos gostamos muito (agora essas janelas até parecem vidro, com grandes efeitos de transparência que “matam” a vossa máquina). Em linux vão encontrar coisas ligeiramente diferentes, mas muita da base que lembram do windows encontra-se lá, aliás, muitas vezes vão ouvir a expressão “GUI” para se referir a ambiente gráfico. Esses ambientes gráficos são muitos, muitos mesmo, alguns exemplos:
Confuso? É natural, esta lista foi directamente retirada da wikipédia, puro copy/past para poupar no trabalho, contudo aqueles ambientes que realmente sobressaem nos nossos dias são 4: KDE, Gnome, Xfce, Fluxbox. No caso do KDE e do Gnome, encontramos ainda a possibilidade de ter alguns efeitos que vem já incluida em praticamente todas as distribuições linux, falo do compiz fusion. Querem alguns exemplos das capacidades deste pequeno grande brinquedo?
Pessoalmente, e voltando ao tema, eu gosto do Gnome, sempre gostei, sempre achei o mais limpo e o mais agradável. Contudo andam aí algumas demonstrações do KDE 4 que me parecem muito positivas mesmo. De qualque forma devem experimentar vários ambientes gráficos até encontrarem aquele que mais vos agrada. Dizem que o KDE é o mais semelhante ao windows, pessoalmente discordo, o Gnome é mais parecido com o windows no meu entender, contudo isto são opções, a vossa é aquela que conta.
Agora, e para concluir, é tempo de esclarecer de uma vez por todas, utilizando 3 argumentos sólidos que realmente convencem de que vale relamente a pena abandonar Windows e passar a utilizar Linux:
1. É livre, podem fazer o download em tráfego nacional, podem alterar a código fonte de vossa livre e espontânea vontade sendo que apenas o podem distribuir precisamente nos mesmos moldes em que o receberam (ou seja, gratuitamente).
2. É gratuito, tendo um conjunto vasto de software (todo ele também gratuito) que vem instalado de origem e que serve para todos os fins. No OpenSuse encontramos software de todo o género, passando por utilitários para desenho de sistemas informáticos, passando por utilitários relacionados com a geometria, com a matemática, com a física, com a química, com a gramática, etc. É simplesmente uma distribuição preparada para qualquer necessidade. Do mesmo modo a maioria das distribuições vem com um vasto leque de software de produtividade, design gráfico, audio e vídeo, todo ele gratuito, exemplo do OpenOffice e do Gimp, mas igualmente o MPlayer e o Banshee. Isto são apenas exemplos, muito mais encontrarão nativamente no nosso sistema e a preço zero.
3. É estável, seguro e actualizado, isto porque tem uma enorme comunidade que trabalha arduamente hora após hora, dia após dia resolvendo muitos dos problemas que são reportados pelo utilizadores linux, sendo que muitas distribuições são “refrescadas” de 6 em 6 meses, tal como o Ubuntu, sendo que os updates aos variados componentes são, ora diários, ora semanais, sendo que aqui o Ubuntu também sobressai: pouco tempo depois da saída de cada versão mais recente de algum software, muito rapidamente há um update online disponível.
Todas as outras vantagens convido cada um de vocês a partilhar connosco comentando este post.