Arquivo de Setembro 29th, 2007

29
Set
07

Praxe…

Assunto em voga, sem sombra para qualquer dúvida. Mas sejamos claros, quando falo em praxe, falo em praxe “tradição”, aquela que é feita nas universidades e não outras, que mais não são senão cópias de uns fulanos que gostam de descarregar as suas frustrações nos pobres coitados que mudaram de escola.

Como muitos sabem, sou estudante da academia minhota, leia-se Universidade do Minho. Quando entrei fui praxado. Praxei e ainda praxo. Hoje sou finalista, olho a praxe com outros olhos, com outra experiência e outra seriedade com que, à altura, não olhava.

Ao longo dos anos presenciei vários abusos, várias distorções da praxe, várias segundas intenções que não a principal que é integrar. Perdi muitos amigos por ser sincero e por não gostar que brinquem com aquilo que realmente é sério. Não me arrependo de nada do que fiz até hoje e sempre fiz muitos amigos e propiciei grandes momentos a quem entrava e ninguém conhecia.

Mas este ano, em especial, me debrucei mais neste pensamento. Vejo pessoas que vêm de muito longe, Açores, Madeira. Pessoas com deficiências, como por exemplo invisuais. São pessoas como as outras, mas com um défice maior de convivência e que olham a praxe como a única forma de fazerem amigos, a única forma de não sentirem as saudades de casa que por vezes são muitas.

Sim, a praxe é dura. “Dura Praxis, Sed Praxis”. Não há mais nada a dizer.

Não, a praxe não é violenta. Não, a praxe não é a tropa. Não, a praxe não é humilhação.

A praxe é respeito. O culto do respeito pelos mais velhos, ou melhor, pelos mais experientes é muito bonito e é coisa boa. Para as coisas funcionarem é necessário respeito, é isso que os chamados “doutores” / “engenheiros” de praxe, ou por outras palavras, praxantes, procuram nutrir nos caloiros. Quando eu era caloiro não gostei de ser pressionado a fim de fazer algumas coisas, mas logo percebi que essas coisas não eram tão más assim. Eu cantei músicas de “gays”. Eu simulei orgasmos. Eu simulei partos. Eu fui massacrado psicologicamente. Mas no final percebi que nada disso que eu fiz era mau, apenas o era na minha cabeça e é um pouco isso que se consegue com o respeito, consegue-se levar alguém a perceber que as coisas são o que são, devemos brincar com elas e não as levar a sério, a menos que o sejam realmente.

Se não fosse o respeito a que me obrigavam não teria feito metade do que fiz. Simplesmente não teria.

No final eu sei que perderia muita coisa, amigos, conhecimento, responsabilidade, atitude, amor pelo curso e pela academia, orgulho em ter sido praxado.

Todas estas coisas que eu vos conto soam estranho, são-o de facto. Mas que interessa? Não é a vida estranha por si só? Limito-me a descobrir o gozo que dá saber que não se sabe tudo e que muito há a aprender com quem tem mais experiência.

Estes dias vesti o meu traje, símbolo da academia, símbolo de um país conhecido pelos descobrimentos. Traje esse que por si só é conhecimento, história e sabedoria. Fui praxar e olhei as caras de cansados dos caloiros, muitos certamente com poucas horas de sono e ali, a apanhar com o sol da manhã na cara pintada. Juntei-me a muitos outros que, de igual modo, estavam bem trajados de cima a baixo e fomos fazer o que realmente importa: divertir os caloiros, fazer com que não se arrependam por ter vindo, fazer sorrir, ver pessoas a conhecer-se e a gritar pelo seu curso e pela sua academia.

Isto incomoda muita gente que não sabe conviver. É natural, não vou aqui criticar ninguém. Quem disse que precisamos de alguém pra seguir a nossa vida? Para essa pessoas creio que apenas basta uma mensagem: Para tudo na vida, até para o amor, é necessário dar o braço a torcer e fazer uns sacrifícios em prol de um bem maior…

Se não são capazes de entender isso então ainda bem que não vêm, que não gostam e que critiquem a praxe. A cada crítica desinformada mais fortes nos tornamos e mais longe vai a nossa causa.

Estes dias, ou melhor, há uns meses, teve lugar uma espécie de “tertúlia” na Universidade do Minho em que se discutiu a praxe. Algures alguém proclamava que lentamente ocorria um “efeito ampulheta”. Ou seja, que hoje eram poucos contra a praxe, mas o tempo prova que são cada vez mais. Mas tenho a dizer que na minha academia a ampulheta desafia as leis da gravidade e funciona ao contrário porque somos cada vez mais a praxar e a ser praxados, bem como a cumprir os “rituais” da praxe, conservados durante anos e que não queremos perder. Portanto, desculpem lá uma vez mais, mas ainda precisam de aprender para ensinar alguma coisa.

A TV, em especial os telejornais, são incrivelmente rápidos em fazer de casos isolados exemplos nacionais. Como se, afinal, aquele caso seja a excepção que confirma a regra. É o trabalho dos jornalistas, não critico. Mas para eles digo isto: A liberdade é muito boa e o que não falta é quem abuse dela para proveito próprio prejudicando outros. Será que isto faz da liberdade algo a evitar?

O mesmo será dizer: se algumas pessoas abusam da praxe (discute-se se, abusando, será sequer praxe…) será que isso faz da praxe algo de mau?

Sejamos realistas, olhemos o exemplo do invisual que quer ser integrado e que, de outra forma, seria evitado por pessoas reles que não têm mais nada que fazer senão comentar no café e portarem-se como autênticos preconceituosos. Na praxe não há desrespeito por ninguém, seja quem for, seja como for, entre doutores ou caloiros, ou entre os próprios caloiros entre si. São todos iguais e quem se acha superior cedo se apercebe que tanto pode ser bestial agora, e logo depois uma besta.

Vejamos o exemplo das pessoas que estão longe de casa. Não precisam elas, urgentemente, de conhecer gente do seu curso e de outros cursos que a possam auxiliar numa nova realidade? Todos precisamos de amigos e quando estamos longe de casa a tendência é o isolamento, a depressão a vontade de largar tudo para voltar para casa…

Enfim, é o que tenho a dizer sobre a praxe.

Doa a quem doer, praxe é integração e acreditem, a muitos dói muito!

29
Set
07

Linux Mint

… “from freedom came elegance”, esta é uma daquelas frases que pode definir muito bem aquilo que na realidade é esta distribuição que, lentamente mas de forma sólida, vai ganhando fama por entre os fãs de debian.

Recentemente foi lançada a versão 3.1 com o nome de código Celena, obviamente baseada em Cassandra. O que torna esta distribuição realmente interessante é o facto de ser um misto de ubuntu, com um toque de arte dos programadores do Mint e um extra de performance e estabilidade. Pelo menos no meu sistema é muito mais estável do que o ubuntu. Linux Mint 3.1 é portanto compatível com os repositórios Ubuntu Feisty, tendo igualmente repositórios próprios e suportando, tão bem ou melhor que o ubuntu, tudo o que é pensado para o debian.

Ficam aqui as release notes:

Introduction

This is Linux Mint 3.1, codename Celena, based on Cassandra and compatible with Ubuntu Feisty and its repositories.

Celena is using Cassandra’s base (kernel 2.6.20-15, Gnome 2.18).

What’s new in Celena

1. mintAssistant

MintAssistant acts as a first-run wizard and lets the user fine-tune his system. Throught mintAssistant the user can enable the root account, enable kernel updates, choose whether he wants fortunes to appear in the terminal and which of fstab or mintDisk is to be used for NTFS/FAT partitions.

2. mintUpload

MintUpload allows the user to upload any file smaller than 10MB on the Internet. The user doesn’t have to worry about getting an FTP client or finding Web-space to store his files. It’s never been easier to share files with friends. MintUpload is also compatible with the mint-space service which allows files to be as big as 1GB.

3. New Artwork

If you’ve spent a bit of time on the Linux Mint’s forum you probably recognized Agust’s style in the new Celena. We’ve got a new artist, Agustin J. Verdegal T. and as you can see we’re very proud of him. In Celena, not only did we build the whole theme around his work but we also introduced a new graphical Grub menu using Gfxboot.

Notifications and power-management icons were also tweaked to integrate better with the new artwork.

4. Print to PDF

Whether it’s an email in Thunderbird, a Web page in Firefox or even a text-file in Gedit, no matter what it is or which application you view it from, Celena will let you print it as a PDF document. The resulting PDF file will automatically be saved within your Home/Documents folder.

5. Improved Stability

The Update Manager and Update Notifier were removed from Celena so users would not perform un-educated upgrades. With more than 2 releases a year and many modules affected by upgrades, stability was preferred to security in Celena. No more pop-ups telling you a new version of Ubuntu became available, no more pop-ups telling you to download the latest kernel… your system is stable, tested and it should stay that way.

For more information about this read the following blog entry: http://www.linuxmint.com/blog/?p=54

6. Improved Performance

Beagle is gone. A recent survey showed that a vast majority of Linux Mint users never actually used it. The search engine was resource-hungry and its indexation methods made Linux Mint extremely slow on older hardware specs. This should come as a very good news to people with slower machines and make Linux Mint installable on computers with 256MB of RAM.

7. New tools and upgrades

  • Firefox was upgraded to version 2.0.0.6 and is now maintained by us (it was maintained by Ubuntu before and upgrades caused the start page to change).
  • Pidgin was upgraded to version 2.1.1
  • MintMenu and mintInstall were upgraded to the latest version
  • Tomboy Notes was fixed in order not to show the start note the first time Linux Mint is run
  • AptOnCD is now installed by default to let the user backup his selection of packages
  • Command-not-Found was also added to improve the Terminal experience
  • A new apt command which provides all main features from apt-get, apt-cache and aptitude

What makes Celena ideal for the desktop

  • Out of the box multimedia support
  • Microsoft Windows Integration (Dual-boot, NTFS read/write support, Migration Assistant)
  • One-Click install system (Linux Mint Software Portal, mintInstall)
  • Easy file-sharing (mintUpload)
  • Desktop features, Control Center, mintMenu
  • 3D Effects (Compiz and Beryl on top of AIGLX)
  • Great configuration tools
  • Great selection of default applications (OpenOffice, Firefox, Thunderbird, Sunbird, Gimp, Pidgin, XChat, Amarok..etc)
  • Solid package base (Google Earth, Picasa, Skype.. a lot of important software present in the repositories or in the Linux Mint Software Portal, compatibility with all Ubuntu Feisty repositories and most Debian packages)
  • Solid code base (Debian distribution built on top of Ubuntu Edgy. Inherits all innovations put into Cassandra and Bianca and default configurations from Bea)

Esta é a distribuição que estou a utilizar neste momento. Traz um vasto leque de software, todo aquele que encontramos em ubuntu, e mais ainda, sendo que o beryl vem instalado de origem e basta ser activado para funcionar via AIGLX. Além disso o envy vem igualmente instalado de origem o que é uma lufada de ar fresco para quem tem imensos problemas a instalar as drivers gráficas.

Ainda de salientar uma pequena aplicação (Windows Wireless Drivers) que permite instalar drivers wireless compiladas para o SO da Microsoft o que também é uma ajuda preciosa para quem tem problemas com placas wireless da broadcom.

Bem, por agora é o que tenho para vos dizer e aconselhar. Como podem reparar ultimamente não tenho muito tempo para o blog, aliás, tenho tido pouco tempo para mim mesmo. Mas não se preocupem, se é que me acompanham, é temporário e logo, logo terei um pouco mais de disponibilidade. Entretanto apreciem esta pequena obra de arte que é o Linux Mint.

 

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