“Sete deputados do grupo parlamentar do PCP apresentaram no passado dia 18 de Julho um Projecto de Resolução designado Iniciativa “Software Livre no Parlamento” que pretende promover a utilização de software livre na Assembleia da República e a adopção de formatos de documento aberto nos sites do órgão legislativo.”
Bruno Dias, deputado do PCP, descreveu desta forma a proposta em apreço:
“…este é um contributo sério e construtivo do Grupo Parlamentar do PCP que coloca na ordem do dia a necessidade de promover o software livre e a liberdade de escolha dos utilizadores de TIC, desde logo no acesso a informação oficial pública”.
“Trata-se de consagrar e exercer uma liberdade de escolha que se tem defendido nos discursos, mas não tanto na prática. Mais importante ainda, trata-se de garantir aos cidadãos essa mesma liberdade de escolha no acesso aos documentos da Assembleia da República”, acrescentou ainda Bruno Dias.
Certamente que esta é uma excelente proposta, é assim que pessoalmente a considero, será um primeiro passo para a completa adopção de software livre, assim como para o seu desenvolvimento no nosso país. Se, a título principal, se deve começar por disponibilizar online toda a documentação em formato livre, igualmente se devem adoptar suites de produtividade baseadas em software livre. Quem sabe até, mais tarde, a completa adopção do OpenSource numa adopção de raíz a começar pelos próprios Sistemas Operativos e Redes Nacionais do Parlamento e Governo.
E, aquilo que disse, parece ser o plasmado na notícia:
“O Projecto de Resolução número 227 (em formato .doc) defende ainda a “programação e desenvolvimento, pelo Centro de Formação Parlamentar e Interparlamentar, de acções de formação orientadas para o uso do Software Livre”, assim como de “um plano de migração de aplicações e serviços para Software Livre [...] visando a máxima incorporação de tecnologias Software Livre na Rede Informática do Parlamento”.
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