
Um bairro de paris, Sentier (2e arrondissement), entrou hoje naquilo a que podemos chamar de era digital. Portanto, por motivos maiores de congruência, chamemos-lhe o bairro digital.
Passa a ser possível, naquela rua, ligar-se à internet pela rede wireless e consultar as actualidades da vizinhança (deve ser a bisbilhotice de bairro do novo século) entre outras cenas cenas que, por não conseguir traduzir muito bem o francês, não vou especificar. Mas a internet é a internet, já todos sabemos o que se faz na internet!
O estranho é tudo aquilo que se vai poder consultar, acerca do bairro, nessa rede…
Por acaso esta notícia agora faz-me lembrar a “freguesia digital” de Gualtar. Como devem saber estudo na Universidade do Minho e tenho moradia estabelecida, fora de aulas, em Gualtar (esta é a parte que vocês não sabiam). Acontece que há uns tempos comecei a apanhar um sinal wireless constante, aberto, e que direccionava sempre para uma página de login que referia a Junta de Freguesia de Gualtar!
Dirigi-me à Junta de Freguesia a fim de me informar. Queriam 12,50€ por mês por 200mb diários (máximo e não acumulável) de tráfego… Isto é o quê? A era do roubo digital? Por aquele preço, em Braga, metia em casa internet e tinha o tráfego a potes… Mas eles lá sabem! Se essa a noção de serviço à população, devo dizer que entraram por caminhos sinuosos!
Mais tarde descobri que, em variados bares de Braga, existem redes wireless completamente gratuitas. Basta sentar numa explanada, tomar um café se nos apetecer, se não nos apetecer também ninguém nos obriga. E ali ninguém nos obriga a pagar nada!
É óbvio que não podia deixar de associar isto a esta notícia.
Abraços.



