
Pois é, eu que sou um amante incondicional do OpenSuse decidi que era tempo de investir em outras áreas do Linux. O escolhido foi o Ubuntu na sua versão 7.04.
A que questão é: “Porque decidi mudar?”
Digo-o com franqueza, e também com ironia: O Suse não me dá pica…
Isto parece um pouco ridículo, e na realidade é. Todos nós lutamos horas a fio, dias a fio, anos a fio para descobrir a distro que finalmente resolve todos os nossos problemas de configuração sem que, com isso, tenhamos que desesperadamente investir horas a configurar a nossa máquina. Comigo passou-se exactamente o mesmo. Ainda me lembro da minha primeira experiência Linux, com o mandrake, sim ainda se chamava mandrake… Agora chama-se mandriva, não importa, o que recordo é que tinha um PC bastante modesto e consegui configurar tudo sem saber uma única linha de código… O principal problema foi mesmo o modem, até que me decidi a comprar um router wireless com a aquisição do portátil, e aí todo os meus problemas desapareceram.
Os anos passaram, o mandrake passou à história e o menino divertia-se para os lados do fedora, passando pelo ubuntu que andava na altura na versão 5, até que, contra tudo aquilo que ia lendo decidi experimentar Suse. Todo o mundo dizia que o Suse era para dummies… Mas na verdade, o Suse era e ainda é, na minha opinião, uma das mais robustas e refinadas distribuições Linux. Fantástica em absolutamente todos os aspectos, menos em um: é pesado…
Isto que acabei de dizer não corresponde à opinião de muita gente, mas o Suse sempre se demonstrou pesado nas minhas máquinas… Na realidade sou muito exigente e procuro, sem alterar as definições de fábrica do hardware (um eufemismo de overclock), ter um sistema o mais rápido possível em máquinas modestas… Mas também é incrível que sempre consegui isso nas máquinas dos meus colegas e tenha extrema dificuldade em conseguir nas minhas… estranho, no mínimo… Mas é mais uma daquelas duvidas existenciais que vão connosco para a cova (ou mais modernamente para os vasos da sala de estar).
Por outro lado, a extrema facilidade com que sempre fiz tudo no Suse acabou por me saturar dessa distribuição. Tantos anos utilizei windows, desde a versão 3.11, até que saturei e agora, de tanto utilizar suse, saturei igualmente!
Sendo assim, a minha tarde de hoje foi com o badagaio, tudo para instalar o Ubuntu e configurar a máquina, assim como para reentrar no espírito debian. E confesso que tinha saudades.
No meu portátil a6km tudo correu nos conformes à excepção de alguns pequenos problemas no xorg.conf e em relação às drivers gráficas, bem como à taxa de refrescamento do monitor, e igualmente o típico problema da placa wireless broadcom bcm4318… Tudo o resto impressiona! A instalação do Sistema Operativo deve ter levado uns 10 minutos, creio que não passou, acho que diz muito daquilo que pretende ser esta distribuição. Sinceramente não me agradou muito o facto de não termos a possibilidade de escolher grande coisa na instalação, mas trata-se de um cd e não de um dvd, portanto creio ser natural, não haverá grande escolha a fazer…
Instalei o beryl sem qualquer tipo de problema e fiquei logo a trabalhar via AIXGL (embutido no próprio xorg.conf), o que é óptimo porque me libertou de ter que utilizar uma shell extra só por causa do GLX. Eu gosto muito do meu beryl, apesar de dar primazia à performance, mas o beryl não dispenso…
Portanto, sem mais, e migrado para esta nova plataforma tão estável, por aqui fico a bloogar com todos aqueles que se interessam pela informática e uma recomendação: Se utilizarem Ubuntu nunca se esqueçam de passar no site GuiaUbuntuPT. Quanto aos senhores que vão desenvolvendo constante e ininterruptamente esse projecto tenho que dar os meus parabéns. É um site exemplar que resolve as dúvidas de qualquer um, mesmo de um “suse dummie” como eu…
Abraços…